domingo, 27 de fevereiro de 2011

OS PACÓVIOS BAIRRISTAS PENAFIDELENSES...

E se de repente, alguém dissesse que bairrismo é um sentimento pacóvio? Enviava-se-lhe um ramo de flores? Um frasco de perfume? Um postal de boas festas? Um mail a aplaudir? Se calhar nada disso. Mas um comentário procurar-se-ia junto de alguém que seja bairrista. De repente julgou-se necessário ter uma pequena conversa sobre a dialéctica “bairrista/pacóvio”.
Foi o que se fez. Fomos ao encontro de alguém que nasceu, cresceu, vive e escreve muito sobre Penafiel.

Sr. Asdrúbal, o senhor é bairrista?
Sou. Gosto muito da minha terra. Amo este pedaço de chão que me viu nascer. Ao ponto de falar dele, escrever sobre ele e de o elevar ao ponto mais alto que puder. Por ser bairrista, é que critico muitas coisas desta minha aldeia, sempre com o objectivo de que as coisas se façam ou mudem na melhor direcção, para satisfação e felicidade de quem cá vive.

Neste mundo globalizado, não acha que o bairrismo, está a ficar fora de moda?
De modo nenhum. É precisamente fulcral, que nesta tentativa de se misturar tudo e todos, que o bairrismo não se perca. Um dia destes vamos acordar e não sabemos que povo somos. Nunca se sabe se amanhã somos espanholeses ou portunhóis. Engraçado que sendo eu bairrista, já não sou muito patriota. O patriotismo remete-nos para um todo que é Portugal e eu da história de Portugal tenho uma visão muito complexa. Acho que o hino nacional e a bandeira portuguesa estão a cair na banalidade muito por causa do futebol. Eu gosto do meu país, porque é nesse país que fica a minha rua, a minha travessa, a minha gente, a minha escola, o meu local de trabalho. O bairrismo é mais local, tem a ver com as nossas raízes, as nossas origens, as nossas vivências. É uma marca que diferencia as populações, sem estarem de costas voltadas umas para as outras. As pessoas, os povos, são diferentes, quantos deles estando separados, se complementam muito bem.

Mas há quem diga que o bairrismo é um sentimento pacóvio…
Eu sei que há. E não só. Também há quem titule uma pessoa que defende os interesses da sua terra, de bairrista paroquial. É só para achincalhar. Já ouvi isso da boca de políticos e de intelectuais de trazer por casa.
Um bairrista é aquilo que eu disse atrás. Um pacóvio é um simplório, um analfabeto que sabendo ler, é um ignorante. Conheci muita gente de ontem e de hoje que foram grandes bairristas e que de pacóvios não tinham nada. Estou a falar de nomes como por exemplo: Abílio Miranda, Albano Morais, Antony, Alberto Pinto, etc., etc.. É só consultar a História de Penafiel, que é a terra deles

Na sua terra há bairristas?
Há sim senhor. E também há pacóvios. Conheço de facto muitos bairristas, sem serem aqueles que se sentem mais bairristas do que os outros, só porque são sócios do FC de Penafiel. Conheço alguns bairristas que não indo em futebóis, gastam muito do seu tempo, até do seu dinheiro a fazer e a dizer coisas sobre a sua terra, às vezes com custos morais para eles próprios. E conheço pacóvios, que não são bairristas porque não têm que o ser. Ou porque não são de cá, ou sendo de cá naturais, não têm capacidade de sentir as suas origens, nunca sabendo, ou não querendo, detectar o que está bem ou mal na terra que os viu nascer. São assim uma espécie de mania de ir com as outras.

Quer concretizar melhor essas ideias?
Com certeza. Por exemplo, será que eu sou pacóvio quando digo que o Prémio de Poesia Daniel Faria, deveria ter o nome de um poeta penafidelense? Acho que não. Isto nem sequer é bairrismo. Isto é reagir a um erro grave que foi cometido em Penafiel. Aqui não há bairrismo, aqui há um sentimento de injustiça, que todo e qualquer penafidelense pressente. Será que sou pacóvio se eu ficar feliz pelo facto de o nosso Museu Municipal ganhar um prémio nacional de museus? Isto é ser pacóvio? Bairrista ainda aceito, pacóvio, por amor de deus. Será que sou pacóvio ao criticar as “Grandes Escritarias”, quando nesta terra ainda não se fez a mais pequena colectânea de poetas penafidelenses, tanto do passado, como de hoje? Não sou pacóvio, nem sequer bairrista. Sou realista. Estou a chamar a atenção para mais uma injustiça cultural. Outro exemplo: O Justino do Fundo ao “puxar” para Penafiel o Hospital Padre Américo, foi bairrista ou pacóvio? Se há pacóvios em Penafiel, ele não foi de certeza. Bairrista talvez, mas porque sabia o que era melhor para nós, penafidelenses. O nosso actual presidente da Câmara Municipal, ao trazer para Penafiel, a Bracalândia, a Loja do Cidadão, ou o Tribunal Administrativo, foi pacóvio? Não foi. Simplesmente entendeu que eram mais valias para Penafiel. O Coelho Ferreira que só escreve sobre Penafiel é um pacóvio? Não. É alguém que gosta do que faz que é investigar coisas sobre a sua terra.

Então quem são os pacóvios?
Há pacóvios que eu conheço, que sendo simplórios, ignorantes analfabetos, o são, não por culpa própria. São vítimas das sociedades e de alguns perversos sistemas políticos. Eu sei que não há sociedades perfeitas. Há gente simplória em todo o lado. Mas os verdadeiros pacóvios são aqueles que querem fazer dos outros, tudo isso e mais alguma coisa. Esses é que são os pacóvios. São esses que, julgando-se muito eruditos, muito cultos, muito Mozarts, muito Bachs, muito Chopins, muito Prousts, grandes camonianos, grandes pessoanos, não passam de seres que vegetam por aí à procura dos holofotes.

Está a falar de alguém em particular?
Estou a falar de pessoas que se calhar nem sequer são de Penafiel. Serão pessoas cultas. Enchem páginas de jornais de coisas eruditas que praticamente ninguém lê. Nunca falam de Penafiel. Só pensam em cultura num patamar superior, para que fiquem a falar sozinhos. Falam de grandes livros, de grandes obras, de grandes escritores. Exultam com a “Escritaria” e o Prémio Daniel Faria e se calhar desconhecem a maioria dos poetas de Penafiel. Nunca mexeram uma “palheira” no sentido de sensibilizar quem tem dinheiro e poder nesta terra, para que, por exemplo, se edite, pelo menos, a tal colectânea de poetas da nossa terra, de que falei atrás e que está por fazer. Tenho a certeza que eles desconhecem qual o poeta penafidelense que escreveu o lindíssimo poema “ As minhas três amantes”, ou o autor das belíssimas “Palavras Mansas”. Mais, eles não estiveram presentes no maior recital de poesia que se realizou em Penafiel, há três ou quatro anos. Não têm sensibilidade nem cultura para isso.

Quer concluir?
Concluo, dizendo que lamento que nesta terra haja pessoas, que andam para aí de nariz empinado julgando-se mais cultos que toda a gente, quando não passam de pacóvios como eu, por exemplo, não sendo eles bairristas…


Esta entrevista, é pura ficção, mas parte de um "mimo" proferido e publicado no jornal "O Penafidelense", pelo articulista Alfredo de Sousa ao dizer que "o bairrismo é um sentimento pacóvio". Esta "entrevista"  foi rejeitada para publicação, pelas redacções dos jornais "municipais"  "Notícias de Penafiel"  e "O Penafidelense"... 

O IC-35 e a estrada nacional 106...


Anda a circular em Penafiel, uma petição a favor da construção da IC 35, estrada que vai ligar Entre-os-Rios a Penafiel e vice-versa.

Não me incomoda nada que a construam, assim como não me escandaliza nada que o projecto não vá para a frente. O que me parece é que e petição está fora do tempo politicamente. Esta história já tem muito tempo, mas só agora é que surge “pedição” das assinaturas. Como esta história já leva dez anos, eu não vi esta reivindicação ser feita no tempo em que o PSD foi governo, entre 2002 e 2005, sendo a cor política do presidente da câmara de Penafiel a mesma de Durão Barroso e Santana Lopes, ex-primeiros ministros. Se o actual governo fosse social democrata, estou convencido que Alberto Santos não andava tão agitado.

A estrada nacional 106, pode não ser uma auto-estrada, mas é uma boa via. Se a quantidade de acidentes é grande, é tão grande como a falta de civismo das pessoas que nela transitam. A sinistralidade está na forma como os condutores abordam a estrada. Pensam que é tudo deles.

O país europeu com mais auto-estradas na Europa é Portugal. Quer considerando o critério do número de auto-estradas por número de habitantes, quer considerando o número de auto-estradas por quilómetro quadrado. O país está todo estralhaçado com tanto alcatrão em detrimento de zonas verdes, só porque suas excelências querem chegar mais depressa  aos seus destinos. Não é por acaso que não estou de acordo com a construção do TGV. Iria mais pela recuperação de linhas férreas que têm sido abatidas ao longo dos tempos por políticas economicistas.

Não duvido da necessidade das ambulâncias terem de chegar o mais depressa possível aos hospitais, porque estamos a falar de vidas em alto risco. Não duvido que mais e melhores estradas podem significar mais desenvolvimento do país, concretamente no interior escondido e profundo. Mas do que também não duvido é que muitas das reivindicações estradistas são pensadas dentro dos bólides topos de gama dos políticos, nada condizentes com a obrigatoriedade de andar a 50-60 ou70 à hora.

As premissas dessa petição não me convencem muito. Por exemplo a nº 3 diz que “Os concelhos e as freguesias abrangidas poderão ver melhorada, de uma forma considerável a sua condição socioeconómica, estimulando o investimento e consequentemente a criação de emprego, tendo em conta as potencialidades comerciais e industriais que esta via poderá desenvolver, reduzindo os custos das empresas e conseguindo mais investimentos para a região.”

Na minha opinião, se for construída a IC 35, muito do comércio que está instalado ao longo desta 106 poderá desaparecer. Logo pode dar origem precisamente o contrário que o pressuposto prevê, quanto ao emprego. Cafés, restaurantes, “tascas” e outras lojas, seriam as principais vítimas. Há milhares de exemplos por este país abaixo e acima.

A premissa nº 5 diz que “o congestionamento da EN 106, faz com que os seus utilizadores demorem muito tempo para percorrerem pequenas distâncias.”

Srs. condutores, se querem chegar a tempo e horas aos seus empregos saiam de casa mais cedo. Liguem a rádio e oiçam por exemplo, um Mozart, um Lizt, um Chopin e vão ver que chegam aos seus escritórios a horas e menos stressados. Tenham tempo de apreciar a paisagem penafidelense, que é lindíssima. Verdura é formosura. Lembrem-se que a pressa é inimiga da perfeição e mais vale perder um minuto na vida do que ir desta para melhor. Depois quando se pensa numa boa estrada, pensa-se logo que vai dar azo à entrada de gente, que vai beneficiar isto e aquilo, sem se pensar que uma estrada dá para entrar, mas também dá para sair.

Mas o que incomoda mais nesta história é ver o Sr. presidente da câmara municipal de Penafiel muito preocupado com a sinistralidade da EN 106, chegando a fazer chantagem emocional, como recentemente o fez com a morte de uma senhora idosa, nas Termas de S. Vicente, que atravessou a rua e foi atropelada fora de uma passadeira. Parece que quantas mais pessoas morrerem melhor, só para reforçar esta reivindicação da IC 35. Isto para mim é trágico, é obsceno.

Pode haver de facto umas estradas melhores que outras, mas não há estradas perigosas. Há é condutores perigosos e muita gente incivilizada. Todo o mundo sabe que a maioria dos acidentes que se registam no nosso país, se devem ao excesso álcool e às altas velocidades. Também sabemos que há gente que em vez de ter um carro na mão, devia ter era um carro de mão.

Texto publicado na última edição do jornal "Imediato"

SABIA QUE...

Antes desta "chinesice", esta loja era uma das casas de comércio mais famosas de Penafiel? Chamava-se MANUEL AFONSO. Vendia por junto e a retalho e empregava bastante gente. Lembro-me do Sr. Deolindo Simões, do Sr. Silva já falecido, do Lameiras, do Ribeiro, do irmão do autor deste blogue, António Beça Moreira, do Sr. Campos entre outros.
Manuel António Afonso era transmontano, radicou-se nesta cidade e cá viveu muitos anos...

PENAFIDELÊNCIAS - Médico Rocha Melo

Dele disse Eugénio de Andrade:
“Eu gosto de gente assim…”
Disse o poeta a verdade…
Esta personalidade
Tem uma obra sem fim!

Médico, Homem, Amigo
Muito culto e estudioso.
Trazia sempre consigo
Um grande “porto de abrigo”
P´ró doente mais penoso!

Foi o doutor Rocha Melo
Um médico da cabeça.
Exerceu com tanto zelo
Não é possível esquecê-lo
Nem que a memória arrefeça!

E foi num grande hospital
O Santo António do Porto
Que este médico mental
Curou tanto, tanto mal
Dando vida a muito “morto”!

Era um doutor portuense
Grã neurocirurgião
A todo o mundo ele pertence
Sendo penafidelense
De origem e coração!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

F.C. DE PENAFIEL DE OUTRAS ERAS...

Esta equipa é formada por, de pé: Carneiro, Hernani, Nila, Maioto Viriato (?).
Aninhados: Nelson, Amândio, Silva Pereira, Aparício e Quintino.
Decáda de 60

FC DE PENAFIEL DE OUTRAS ERAS...

Não conheço os jogadores todos. Mas serão de de princípios da década de 60. Está ali p grande capitão Silva Pereira, o António Taco, o Manuel Taco, o Livramento, o Vítor, o Marocas, o guarda redes Manolo, que era espanhol.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

JOSÉ DO TELHADO...

Uma bela campa não há dúvida. Este penafidelense mereceu-a com certeza...

PENAFIDELÊNCIAS - José da Paz


Da família dos “Brandões”
Médico, que aqui nasceu.
Em constantes digressões
Em humanistas missões
Pouco tempo cá viveu!

Em serviço humanitário
Este “médico do mundo”
Da saúde missionário
Sempre como voluntário
Fez um trabalho fecundo!

No seu próprio avião
Foi “médico voador”.
Levou à população
Saúde em medicação
Para acalmar muita dor.

Uma vez, foi desterrado
P´rá Ilha de Moçambique
Por ter ele denunciado
Tanto povo massacrado
No tempo de um tal cacique!

Se ele foi condecorado
Não foi por ser mau rapaz.
Foi por estar sempre do lado
Do mais pobre adoentado.
Chama-se ele José da Paz!

MUSEU MUNICIPAL DE PENAFIEL...

Esta foto é de uma revista municipal de 1999. Mostra a apresentação da maquete do futuro Museu Municipal de Penafiel. Reconhecem-se: Manuel Maria Carrilho, ministro da Cultura; Agostinho Gonçalves presidente da Câmara; Emídio Alves vereador do PSD e Fenando Távora, o autor do projecto.

Nessa altura o PSD de Alberto Santos era contra a construção do futuro melhor museu português.

Sabia, Sr. Tiago Daniel Lopes, do blogue Riquezas e Tradições de Penafiel? Sabia Paula Mota, assistente do blogue dos andores e procissões? 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

VIVA ZECA AFONSO...


Faz hoje 24 anos que o Zeca nos deixou. 23 de Fevereiro de 1987, foi um dia negro para a música e para a poesia. Algo me diz que este cantor compositor hoje faz falta para avisar a malta.

Falo daqui, para o meu amigo Fernando Oliveira, para nos lembrar daquela grande festa de solidariedade para com o autor do "Venham Mais Cinco", que fomos ver em Viana do Castelo. Muita gente da música (da verdadeira música) esteve presente: Trovante, Vitorino, Francisco Fanhais, Sérgio Godinho, Janita Salomé, entre muitos outros de muita classse...

Por isso VIVA ZECA AFONSO...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

PENAFIDELÊNCIAS - Agricultor Rodrigo Leitão

Natural de Recesinhos
S. Martinho deste chão.
Faz poemas p´los caminhos
Por estes vales maninhos.
Ele é Rodrigo Leitão!

Homem de vasta cultura
E grande sabedoria
Faz da sua agricultura
A sua literatura
Em resmas de poesia!

Amante da natureza.
- Água, terra, sol e vento –
Na sua maior pureza
Faz dela sua riqueza
E seu maior linimento!

É na área dos sonetos
Onde se sente à vontade.
Duas quadras, dois tercetos
Ele burila seus versetos
Desde a sua mocidade!

Ele evoca seus amores
De um passado algo distante
Não se esquece dos odores
Dessas tantas, tantas flores
Que recorda a cada instante!

PENAFIDELÊNCIAS - Político Barbosa de Melo


Licenciado em Direito
Foi professor catedrático
P´rá política levou jeito
A um Partido deu o peito
O Popular Democrático!

Na vida profissional
Deu especial atenção
À administração central
Também ao poder local
E sua emancipação!

Presidente da Assembleia
Da República Portuguesa
Foi o canto da sereia
Neste cidadão de aldeia
Lagares sua princesa!

Voltou a ser presidente
Na sua terra natal
De uma assembleia dif´rente
Esta deputadamente
De cariz municipal!

Foi a sua dimensão
Devidamente inspirada
Num universal padrão:
Liberdade de expressão
Que em Abril foi retomada!

PENAFIDELÊNCIAS - Poeta Joaquim Araújo


No Café Bar ele nasceu.
O nosso maior poeta
Pouco tempo lá viveu.
Bem cedo desapar´ceu
Est ´alma sempre inquieta!

Ele é o Joaquim de Araújo
Cedo escreveu poesia
Era um dos poetas, cujo
Papel só deixava sujo
Se o poema não saía!

Escreveu “Um Verso a Camões”
“Piratagem”, “Romanceiro”.
Imensas publicações
De pequenas dimensões
Com o seu próprio dinheiro!

Foi director de revistas
Nosso Cônsul no estrangeiro
Privou com muitos artistas
Divulgou nossos letristas
Este poeta albardeiro!

Seu espólio está em Veneza.
Muito e valioso papel.
Deverá ser com certeza
De uma tão grande riqueza…
Faz falta a Penafiel!

PENAFIDELÊNCIAS - Poeta José Júlio


José Júlio, o comandante
Dos bombeiros da cidade
Foi um poeta brilhante
De uma escrita rutilante
Tal a musicalidade!

“Arrifana Alegre e Linda”
Foi ele que escreveu um dia.
Hoje cantamos ainda
Essa estrofe tão avinda
Já que é um hino à poesia!

Amava a sua cidade
Mas as mulheres muito mais.
Musas da carnalidade
Natural leviandade
Nos amores marginais!

Ele usava um pseudónimo
Bonito, “David Airada”,
Que fazia dele anónimo
Na verdade era sinónino
Da vida por ele levada!

Ele nasceu em Louredo
Nos subúrbios da cidade.
Rabiscou muito folhedo
Viveu, morreu no folguedo
Hoje “mora” na Saudade.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

PENAFIDELÊNCIAS - Abílio Miranda


Arqueólogo notável
Das “pedras” estudioso.
Um jornalista indomável
Etnógrafo incansável
Um escritor talentoso!

Um grande investigador
Pela cultura fez guerra.
E foi como vereador
O grande organizador
Da Biblioteca da terra.

Ele criou uma revista:
PENHAFIDÉLIS, que tem
Os textos deste cronista
Uma obra de bairrista
Maior do que muito alguém!

Muitas vezes incompreendido
P´las mais variadas razões.
Sendo mesmo perseguido
Ignorado e demitido
De algumas nobres funções!

Quem era este cidadão
De cultura e cara branda?
Era um senhor de paixão
Por esta terra, este chão
De nome Abílio Miranda!



PENAFIDELÊNCIAS

A partir de hoje vou deixar aqui algumas "penafidelências". No género de quintilha, vou falar de nomes de penafidelenses que fizeram história nesta terra e ou neste país, como foram os casos de: Abílio Miranda, Albano Morais, António Oliveira, Padre Américo, Visconde de Oliveira, Fernanda Ribeiro, D. António Ferreira Gomes, José do Telhado, Alberto Pinto, José Júlio, Rodrigo Leitão, Barbosa de Melo, Cunha Rodrigues, José da Paz, etc, etc.
Este trabalho é o quarto livro de uma série "Colecção Opúsculo" que começou a ser editada em 2009. 

TOURADAS...

Esta semana em dois artigos no Jornal de Notícias, Manuel António Pina, notável escritor e grande poeta, falou das touradas, concretamente de uma que se realizou este mês em Vinhais. Ele como defensor dos direitos dos animais, condenou esta aberração que os humanos ainda vão praticando.
Porém, um leitor escreveu-lhe dizendo em abono da tourada, que grandes nomes da cultura, como Hemingway e Picasso gostavam deste espectáculo. Manuel António Pina respondeu no jornal mais ou menos assim: "Picasso, juntamente com as touradas, teve outra devoção, não menos sangrenta, Estaline. Hemingway partilhou com Hitler, além do desprezo pelas mulheres, o gosto pela carnificina de judeus."
Isto para dizer o quê? Para dizer que há pessoas de cultura que são capazes de se divertir com o sofrimento e agonia dos animais, neste caso dos touros nas arenas.  
Mas nós penafidelenses não precisamos de ir tão longe buscar esses exemplos. Nós temos por cá, por Penafiel, exemplos desses. Temos o escritor Alberto Santos, presidente da câmara municipal desta terra. Um homem de cultura que já escreveu dois livros e também gosta de touradas. Também aprecia o sofrimento dos animais nas arenas.
Ou não foi verdade que em 2002 e 2003 ele trouxe esse espectáculo hediondo, dantesco, criminoso, degradante, desumano a Penafiel, para mentecaptos verem?
Como diz o meu amigo Pina, o facto desta gente apreciar touradas, desabona a favor deles e não abona a favor das touradas.

Paula Mota, este bloguezeco, lembrou-se de falar destas coisas, com o seu presidente no meio. Veja lá... que azar o seu, eu não falar de andores e procissões... 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A OITAVA MARAVILHA...

Mulheres do norte com o Magalhães nas mãos

O RIO DA MINHA ALDEIA...

Ó Zé, eu não te disse que ias passar a ser um heterónimo meu?

Eu sou Fernando e sou pessoa, mas não sou Fernando Pessoa. Nem poeta eu sou. Tomara eu...
A Paula não sabe nada destas coisas. É areia demais para a Mota dela...

Zé não te metas nestas coisas... Aquela gente é mais "perigosa"
que o rio da minha aldeia, que me faz pensar em nada...

PORTUGAL ESTRELADO...


Ainda dizem que somos o Portugal dos Pequeninos.
Este é o país das Estrelas e dinheiro no bolso delas. 

Primeira Página
do "Correio da Manhã 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

NOTAS PENAFIDELENSES...


A primeira nota é sobre mobilidade e acessibilidade em Penafiel. Nesta matéria acho que se anda a falar muito e a concretizar pouco. Que o diga o Sr. Joaquim de idade avançada, que foi parar ao hospital, por obra e graça desgraçada, da falta de acessibilidade mesmo aos pés do edifício da Câmara Municipal, não sem antes ter deixado no chão as marcas a vermelho resultantes do tombo que deu.
Julgo que a mobilidade está por fazer. O que se tem feito é livros, conferências, reuniões, balanços, entrevistas, reportagens e sofás na praça pública, ou seja a festa do costume. Entretanto as bandeiras de prata, de ouro, continuam a acariciar o rosto do Egas Moniz. Um dia destes vamos ser contemplados com uma bandeira de platina, por estarmos na vanguarda, por sermos pioneiros, por estarmos em primeiro em tudo e mais alguma coisa.

A segunda nota vai para os cortes financeiros que a autarquia vai fazer. Estou de acordo com os cortes no futebol. Estou admirado o senhor presidente Alberto Santos ir por aí, uma vez que considera o FC de Penafiel, como o nosso maior embaixador. Na minha opinião o clube penafidelense tem de viver à sua custa e não com dinheiros públicos. Cinco mil contos por mês é uma fortuna.
Porém, já não estou de acordo que se acabe com os concertos da Orquestra do Norte, porque a música é uma das maiores alavancas de desenvolvimento intelectual dos povos. Estou de acordo com o fim da Rota da Lampreia. E aplaudiria o fim da “Escritaria”, que não passa de um gasto supérfluo. Isto de homenagear homenageados e consagrados escritores, não é para municípios pequenos carentes das coisas mais básicas.
Não sei o que aconteceu ao Prémio de Poesia Daniel Faria. Também não faria mal nenhum se acabasse de uma vez. Não cumpriu os objectivos a que se propunha. Estes dinheiros que se poupariam já dariam para, por exemplo, mandar restaurar dezenas de livros da Biblioteca, que não foram, ou não vão para restauro, por falta de verba.

A terceira nota vai para a empresa municipal “Penafiel Verde”. A sua excelentíssima administração, vai aumentar a receita referente ao consumo de água, subindo as várias taxas que as facturas contêm. Com os cortes salariais, com o congelamento de pensões e reformas, com a subida do IVA, que o novo Orçamento de Estado impõe, sabe-se que muita gente já está a passar pior a partir do mês de Janeiro. E essa muita gente é consumidora de água. Parece-me que a “Penafiel Verde” não vê isso. Parece-me que esta empresa municipal que gere a água e o saneamento necessita de dinheiro, é para patrocinar o futebol profissional da terra. Já agora, Sr. Presidente Mário Magalhães, diga à gente quanto custa essa publicidade nas camisolas do FCP. Dinheiro dos consumidores penafidelenses que não foram tidos nem achados sobre semelhante “investimento”.

A quarta nota vai para a degradação urbanística que está a minar a cidade de Penafiel. Há muitos prédios em vias de ruir. Se a Câmara não virar a bússola para essa feiosidade e calamidade, não há planos estratégicos que resistam. Todo e qualquer projecto urbanístico que se queira implementar, é o mesmo que começar a construir casas pelo telhado. Que nos interessa termos um belo e novo Museu, um Infacts também novo, se a cidade de Penafiel está a cair aos bocados?

A quinta e última nota é sobre a petição popular que vai circular em Penafiel, a propósito da IC 35. Eu não assino essa petição, embora reconheça que a Câmara Municipal tem razão. Do que duvido é da postura do Sr. presidente da câmara. Se o governo central fosse da cor do executivo camarário, se calhar não haveria petição nenhuma. Se calhar Alberto Santos esperava para ver…


Texto publicado na última edição do jornal "Imediato"

sábado, 12 de fevereiro de 2011

CINE-TEATRO S. MARTINHO...

Esta foto é histórica. Remonta a 1997/98. O local é o antigo Cine-Teatro S. Martinho. Na imagem vê-se o ministro da cultura, Manuel Maria Carrilho, o presidente da Câmara Agostinho Gonçalves, Emídio Alves, vereador (?) do PSD, o presidente da Junta de Freguesia de Penafiel, Joaquim Nunes e dois jornalistas.
Esta foto é histórica porque vem mostrar que afinal o PS de Penafiel, quando estava na Câmara Municipal, pelo menos tentou fazer alguma coisa pela recuperação do nosso Cinema.
Segundo fonte segura, a recuperação do Cine-Teatro não foi para a frente, porque entretanto, o ministro demitiu-se por incompatibilidade com o primeiro-ministro António Guterres.
Pelo que li posteriormente, Carrilho foi-se embora porque Guterres não tinha a verba que ele pretendia para recuperar bibliotecas e Cine-Teatros deste país. Não nos devemos esquecer que em Portugal foram recuperados muitíssimos Cinemas do mesmo tempo que o nosso.

Quem nunca deu um passo em favor da construção do Cine-Teatro, foi Alberto Santos e a sua coligação "Penafiel Quer". As suas prioridades eram outras, tais como passagens de modelos, imagem, muita imagem, muito marketing, passeatas, mais passeatas, touradas, almoços e jantares à bordaleza.
Enfim, era a sua forma de "Sentir Penafiel"...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

OS COMEDORES DE DINHEIRO...

Sempre os mesmos comedores e fracos trabalhadores:
Médicos, catedráticos, procuradores e juizes...

Primeira página do "Jornal de Notícisas"

O VETO DE CAVACO...


"O Governo lamentou hoje que o Presidente da República tenha vetado “de forma inesperada” o diploma sobre prescrição de medicamentos, frisando que continuará a trabalhar para concretizar uma reforma que constituiu "um avanço para o interesse público".
A posição do executivo foi transmitida em conferência de imprensa pelo secretário de Estado da Presidência, João Tiago Silveira, depois de o chefe de Estado ter vetado o diploma sobre prescrição de medicamentos, o qual permite que a prescrição da marca do medicamento pelo médico seja substituída pelo farmacêutico, quer por medicamento genérico, quer por outro essencialmente similar."

Eis o Cavaco no seu melhor...
Meus amigos, preparem-se para um mandato revanchista deste cínico senhor...
Olha-se para a cara dele e vê-se logo...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O PARTIDO DE MANUEL ALEGRE...

Meu caro Manuel Alegre, estás bem arranjado com o Partido Socialista. Devias saber que este partido tem duas caras: uma de esquerda quando anda pela oposição e outra de direita quando está no governo.O PS nunca pôde contigo porque sempre foste fiel aos teus princípios, ao contrário do PS, que parece uma barata tonta, nem sabe para onde ir.
Alías o PS é o grande culpado das duas maiores tragédias dos últimos anos, que é termos um presidente da república chamado Cavaco Silva...
Meu caro poeta, o PS não te merece...

Foto e notícia retiradas do jornal "Sol"

LACÃO OU LATÃO...


Na minha perspectiva o Parlamento devia ser composto por 308 deputados, tantos quantos os concelhos deste país. Desta forma os municípios e as regiões estariam melhor representados. Menos partidarite, mais cidadania, melhor política... 
Portanto não vou pelo que diz o Lacão, que quer acabar com a representividade dos partidos mais pequenos...
Depois, creio que haverá outras formas de poupar dinheiro pela parte do estado...

OS PROFESSORES...

Outra vez os profes a manifestarem-se. Eles acham que Sócrates que acabar com a escola pública.
Esta tropa é fodida...

MARIA SCHNEIDER...

Chama-se Maria Schneider. Esta imagem é do seu melhor filme: O Último Tango em Paris" que a colocou ao lado de Marlon Brando. As imagens da sua nudez, belíssima nudez, vieram revolucionar o cinema mundial a partir da década de 70. O realizador foi Bernardo Bertolucci.
Maria Schneider, faleceu há dias com 58 anos...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

MANUEL ALEGRE EM PENAFIEL

Este assunto está atrasado alguns dias. Mas só agora tive acesso a esta foto, por obra e graça de uma jornalista do jornal "Verdadeiro Olhar" e do jornal "Progresso de Paredes". A ambos eu agradeço o privilégio que me deram.
De facto não posso esconder que estive com o Manuel Alegre, quando passou por Penafiel aquando da campanha eleitoral. Estive e tive muita honra nesse facto. A foto mostra o momento em que ofereci um dos meus "Opúsculos", o "Penafidelências", porque nele vem inserido algumas biografias de ilustres penafidelenses, que também foram notáveis no país, como são os casos de Fenanda Ribeiro, Barbosa de Melo, Cunha Rodrigues, José da Paz, António Ferreira Gomes, Padre Américo, José do Telhado e por aí fora. Até um penafidelense que foi primeiro ministro de Portugal durante a primeira república, de nome Vitorino Guimarães.
Foi um momento bom. Foi bom ter chegado à fala com o poeta autor das "Trovas do Vento que Passa", com um homem que lutou pela democracia e pela liberdade, ao contrário de Cavaco Silva, que também por cá passou,  que não levantou uma palha pelo 25 de Abril.
Aliás por ele, se calhar nem haveria 25 de Abril...

REVISTA MUNICIPAL DE PENAFIEL...

Esta é a Revista Municipal. Um luxo nos tempos que correm, um desperdício de dinheiro para a câmara que temos. A nossa edilidade, que agora por tudo e por nada diz que não há verba,  que fez cortes inadmissíveis, como por exemplo às freguesias, aos concertos da Orquestra do Norte, às iluminações de natal às iluminações de algumas zonas da cidade, não se pode dar a uma "orgia" destas.
E depois todos os jornais locais e regionais já deram a suficiente visibilidade à totalidade do seu conteúdo: Inaugurações, festas, lançamentos de livros, Agrival, museu, museu e mais museu.
Este gasto nesta revista não se justifica. Não chega dizer que é necessário poupar. É preciso saber poupar. Parece-me que a câmara municipal não sabe...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

RIQUEZAS E TRADIÇÕES... ONDE?

No blogue “Riquezas e Tradições de Penafiel”, a Paula Mota voltou àquilo que ela sabe fazer melhor: insultar.

A Paula Mota com tanto baixo nível que exibe, tem relutância em dizer a palavra merda. Não percebo. Você que não quer gastar o seu latim comigo. Mas você sabe latim? Olhe, eu não sei, confesso a minha ignorância. Mas há coisas que eu sei e que você, se calhar nunca saberá: Saber conversar.


Devo dizer que eu não li a resposta do Tiago a um mail meu, quando disse “poupe-me aos seus joguinhos, aliás NUNCA FUI NEM SEREI SEU AMIGO.” Eu fico espantado. Esta frase só mostra o nível de pessoa que ele é. Claro que a amizade é um sentimento que nem todos sabem usar...


Olhe Tiago, eu enviei-lhe umas músicas com toda a boa intenção. Nós somos pessoas, com bons ou maus feitios. Eu não sou de ódios, porque depois de uma discussão há que saber tirar as devidas ilações, e eu nunca fico de pé atrás com ninguém. Depois há uma coisa que ainda ninguém entendeu: eu gosto de ironizar, tenho um grande sentido de humor, ao contrário de todos vocês. Não me zango com ninguém, mesmo que se tenham dito algumas coisas menos bonitas. Gosto do diálogo, gosto de uma polémica, gosto de conversar com gente.


Nunca se esqueça, que quem começou a falar mal foi você e alguns dos seus amigos, ao rotular-me de ser socialista e de dizer mal de tudo. Como se fosse crime ter ideologia ou de exercer um direito de cidadania: que é falar da minha terra... 


Não estou zangado com ninguém, inclusive com a Paula Mota, que de facto de vez em quando passa-se dos “carretos”. É uma desbocada...


Tiago, já agora, eu gostava de saber o que pensa da regeneração urbana da cidade que vem aí. Diga você. Fale você. Diga o que pensa. Olhe,eu já disse muito sobre isso.


Sabe, eu gosto de Penafiel, por isso tenho opinião sobre esta terra. Sempre tive, tenho e terei. Você não diz nada para não se comprometer. Limita-se a anunciar.


Olhe, ninguém sabia que o Penafiel empatou com o Moreirense e perdeu com a Naval. Olha as novidades! Quanto à IC 35 também já sabíamos da sua petição popular. Já escrevi sobre isso.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

PETIÇÃO IC 35...

Eis aqui algo que eu não subscrevo. Alberto Santos pode ter todas as razões de andar indignado com o governo central sobre a construção desta via. Mas tenho sérias dúvidas, que, se o governo fosse da cor do executivo camarário penafidelense, se haveria petição alguma. Vejo aqui muita politiquice.
Depois também tenho muitas dúvidas sobre a urgência desta estrada.
Fala-se muito da sinistralidade da estrada existente que liga Entre-os-Rios a Penafiel. Toda a gente sabe, que a maioria dos acidentes que ocorrem em qualquer via neste país se deve à forma como os condutores abordam a estrada. Pensam que é tudo deles...

domingo, 30 de janeiro de 2011

TRISTEZAS E PRESUNÇÕES

No blogue "Tristezas e Presunções de Penafiel", um tal Rodrigo apareceu a dizer que eu sou socialista ferrenho. Mais. Diz que me conhece há muitos anos. Até parece que ser socialista é crime. Era o que faltava. Foda-se...
Se o Rodrigo me conhecesse há muito tempo saberia que não sou socialista coisa nenhuma. O que eu sou é um "comuna" inveterado, sem cura possível. 
Esta gente que vai aparecendo a dar vivas ao dito blogue, mal se identifica. Comigo não é assim. Eu sou como o Cavaco Silva, quando diz: os portugueses conhecem-me. E eu digo: os penafidelenses conhecem-me. E quem me conhece sabe de onde vim, onde estou, e para onde quero ir...
Rodrigo, você é socialista, olhe que nesse blogue, não aceitam gente dessa estirpe. Aí, é só cavaquistas e albertosantistas, por isso não deve saber o chão que pisa...

Rodrigo só conheço um:  o fadista e mais nenhum.  E canta assim: Ai cais do Sodré / Ai cais do Sodré. Canta bem com ó c...

Ó Tiago, os seus amigos do blogue fazem-me rir pra caraças. Pelo menos fico bem disposto, melhor, só quando o FC do Porto ganha e o Benfica perde.

Apesar de tudo, um abraço a todos. Menos para uma senhora muito mal educada de nome Paula Mota. Essa amiga não bebeu chã quando era pequena. Nem ela nem o Cavaco, que bem me lixou ao ganhar as eleições com a grande perecentagem de 23 por centos dos eleitores...

sábado, 29 de janeiro de 2011

UM V DE VINGANÇA...


Este V não é de vitória. Este V quer dizer que é preciso nascer duas vezes para serem mais honestos que Cavaco Silva.

Ele se fosse um exemplo de honestidade, prescindia das suas reformas no valor de dez mil euros mensais, e não caía no ridículo de ser um presidente não remunerado.
Afinal ele sabe fazer contas. Porque dez mil euros sempre são mais que os 6 523 euros que é o vencimento de presidente da república.
Um dia destes ainda o vamos ouvir dizer que não ganha nada em ser presidente da república, e que está ali por amor à camisola.

Ele não ganha nada de facto porque não podia acumular. Só a lei é que o obrigou, porque por vontade dele, ele acumularia tudo e mais qualquer coisa. Ele por dinheiro é como as moscas por...
Vejam como ele comprou as acções do BPN?

Lembram-se - é que já foi há cerca de quinze dias e as pessoas têm a memória curta - de Cavaco durante a campanha eleitoral dizer que a mulher dele tinha uma reforma de apenas 800 euros para quem trabalhou toda a vida. Pois, o que ele não disse é que Maria Cavaco, só trabalhou durante catorze anos.
   
Lembram-se de ele dizer que foi o autor do décimo quarto mês para os pensionistas. Se calhar até é verdade. Mas fez um lindo serviço, na medida que hoje andam milhares e milhares de reformados com duas e três milionárias chorudas. Ele se fosse um político competente, daria o 14º mês aos pensionistas mais necessitados. Imaginem, um casal de professores, com reformas superiores a 2500 euros a receberem 14 meses? Agora imaginem um casal que trabalhou a vida inteira e que recebem juntos 600 euros. Vejam a democracia de Cavaco e de todos os governantes que pelo poder têm passado.

De uma vez por todas, aquele V não é de vitória. Aquele V é de vingança. Sócrates que se cuide...

NOVO GOVERNO?

Afinal quem é que está a governar este país? Pela notícia do Expresso, estes três marmanjos já estão a afiar os dentes para se banquetearem em futuro governo, que o Sr. Cavaco Silva lhes vai oferecer de bandeja...
Este Bento foi o que veio há dias à televisão defender os salários dos gestores, quando veio à baila, que o vencimento do gestor brasileiro da TAP é superior ao vencimento do presidente dos Estados Unidos e o vencimento de Faria de Oliveira da Caixa Geral de Depósitos, é mais elevado que o  da Chanceler da Alemanha, Ângela Merck...
Lembram-se do Eduardo Catroga, quando foi ao Estádio das Antas confiscar uma sanita de uma casa de banho? É esta gente que se prepara para assaltar o poder?
Quanto ao Duque, o seu nome diz tudo, é um duque. Se fosse um ás, sempre era de acreditar!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O SENTIDO DE VOTO...

    
Estes 280 mil socialistas
que votaram Cavaco Silva são traidores.

A VIDA E OBRA DE CAVACO SILVA (6)


Para terminar esta resenha da vida e obra de Cavaco Silva, aqui se vão deixar mais alguns pequenos apontamentos sobre este grande estadista.

Em 1994, na crise da empresa vidreira Manuel Pereira Roldão, a Marinha Grande assistiu àquela que foi, sem dúvida, a mais grave das situações vividas quando do seu encerramento.

Foram muitos dias de luta, muitos confrontos com a polícia de choque. Em consequência da última intervenção da polícia de choque gerou-se uma enorme onda de solidariedade que abrangeu, não será exagero dizer, toda a população da Marinha Grande, com os comerciantes a fecharem as portas dos seus estabelecimentos; os trabalhadores a paralisarem o trabalho e a virem para a rua protestar.

Nessa carga policial ninguém foi poupado: invasão do Quartel dos Bombeiros Voluntários em perseguição dos populares que lá se refugiaram, bem como a igreja da Marinha Grande, até o Sr. Padre foi agredido. Alguns dias antes já tinha havido uma carga policial, na altura com invasão da Câmara Municipal.
O canal de televisão SIC fez um documentário sobre esta luta e há algum tempo atrás, no programa Perdidos e Achados voltou a passá-lo em horário nobre, para que a memória se mantenha.

Quem não se lembra do célebre "Factor VIII"? Em Fevereiro de 1987, era Cavaco Silva o primeiro-ministro, quando deu entrada em Portugal de uma quantidade de sangue contaminado para a hemodiálise de hemofílicos. Leonor Beleza era então a ministra da saúde coadjuvada por sua mãe neste mesmo ministério. Morreram 23 hemofílicos. Houve crime por negligência, mas nunca ninguém foi responsabilizado.

Quem esquece a carga policial sobre outros polícias, em 21 de Abril de 1989, os "Secos e Molhados"?  Imagens degradantes, que correram mundo. Polícias contra polícias. Inacreditável!

Não devemos esquecer os incidentes da Ponte 25 de Abril, em 24 de Junho de 1994, em que um cidadão ficou tetraplégico, motivado por uma bala da polícia de choque comandada por esse grande senhor do BPN, Dias Loureiro.

Mas outras cargas se seguiram, no tempo de Cavaco e Loureiro. Uma sobre os trabalhadores da TAP e outra sobre os estudantes do ensino superior. Bater em tudo o que mexia era o lema de Dias Loureiro na “quinta” de Cavaco Silva.

Em finais da “ditadura” cavaquista, este país, dizia ele, circulava no "pelotão da frente". E tinha razão. Nos quinze países da União Europeia, Portugal ia de facto à frente de todos os outros nos seguintes indicadores de “desenvolvimento”: sida, tuberculose, analfabetismo, concentração de população nas três grandes cidades, mortalidade infantil, sinistralidade nas estradas, com o consequente recorde de mortos.

Foi este homem que 23 por cento dos portugueses, escolheram no dia 23 de Janeiro.

A VIDA E OBRA DE CAVACO SILVA (5)


Foi também durante o consulado cavaquista que a indústria mineira sofreu uma ofensiva sem precedentes. A luta dos trabalhadores mineiros foi longa e dura. O governo e o capital mancomunaram-se e, depois de milhões e milhões atribuídos supostamente para sanar os buracos financeiros e arrancar para novos voos, o que foi ficando semeado pelo caminho foi trabalhadores no desemprego e minas fechadas com as galerias abertas. Pejão, Panasqueira, Aljustrel, Borralha, Vale das Gatas, Arcozelo, Montesinho, Urgeiriça, Jales, Nelas são nomes que já preenchem o imaginário popular de homens esgotados pelo trabalho penoso, a silicose como recompensa, atirados para o desemprego, para fora das suas próprias casas a que julgavam ter direito. Porque o mercado mundial não garantia os lucros necessários e o Estado não estava disposto a assegurar a extracção do volfrâmio, do cobre, do urânio, do ouro nem que fosse para salvar a face e o bom nome.

O emprego vai, qualquer dia há-de vir. Diz Cavaco. Passou o tempo do emprego garantido. Flexibilidade – precariedade - é a palavra de ordem.

Com efeito, depois da assinatura em 1992 do novo acordo social entre o Governo e o patronato contra a lei da greve com o apoio da UGT, a precariedade passou a ser a situação normal : contratos a prazo e flexibilidade nos despedimentos.

Empresas emblemáticas do ponto de vista industrial e cultural foram liquidadas sem dó nem piedade. A Fábrica Escola Irmãos Stephan na Marinha Grande foi uma delas. Aliás, a luta dos vidreiros da Marinha Grande ao longo dos anos passou por sequestros, ocupações da estação da CP, arrancamento de 200 metros de linha, cortes de estradas, marchas sobre Lisboa, contando sempre ou quase sempre, com as respectivas cargas policiais que culminaram no Outono quente de 1994 com a invasão da própria CM da Marinha Grande pela polícia em perseguição dos trabalhadores.

Na Marinha Grande contra os vidreiros, na luta dos estudantes frente à Assembleia da República e na revolta da ponte 25 de Abril a polícia cavaquista deu sempre bboa conta do prestígio do patrão.
O Luís Miguel Figueiredo ficou hemiplégico por ter apanhado um tiro da polícia no primeiro dia da luta da ponte. Provou-se que o tiro foi disparado pela polícia...mas como os polícias eram muitos e não se sabe qual foi, a culpa morreu solteira e o Luís Miguel até hoje, passados onze anos, não teve direito a uma indemnização.

O mesmo aconteceu com as viúvas dos mortos no afundamento do Bolama. E com as famílias dos hemofílicos assassinados por sangue contaminado. O caso em que a responsável, a ministra Leonor Beleza, viu o processo prescrever e ainda queria que lhe pedissem desculpa pelo incómodo.
Estamos pois na fase do salve-se quem puder.

Continua...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

DIA DA LIBERTAÇÃO...

27 de Janeiro de 1945, dia da libertação do campo de concentração de Auschwitz.
Para não esquecer...

A VIDA E OBRA DE CAVACO SILVA (4)


Já em 1986 D. Manuel Martins, bispo de Setúbal , alertava para o facto de nos três últimos anos terem fechado mais de setenta empresas no distrito aumentando o desemprego, a precariedade e os salários em atraso.

Tratou-se de processos cheios de fintas, cambalachos, torcidelas e violações da lei e da Constituição, numa cumplicidade pornográfica entre o grande capital e Cavaco, que lenta mas dolorosamente iam acabando com o emprego e com o tecido industrial, lançando a praga do trabalho precário a seguir à dos salários em atraso.

Mas para estes tinha Cavaco uma solução: os trabalhadores que rescindissem amigavelmente os contratos teriam direito à indemnização e ainda a seis meses de subsídio de desemprego.
Aliás para Cavaco não havia salários em atraso: o que “há é falências em atraso” (sic).

O primeiro período, em 85, de governação em minoria, foi dos mais frutuosos para a direita. Foi aí que Cavaco lançou as bases do que iria ser a sua governação até 1995. Ainda sem maioria absoluta mas contando com um discreto apoio do PRD até 1987.

A fé de Cavaco era alimentada por uma conjuntura internacional favorável (baixa do dólar, das taxas de juro e dos preços do petróleo) e pelo maná dos fundos comunitários que chegou a ser de um milhão de contos por dia, grosso modo. Traduzia-se no apoio do governo aos capitalistas que lançaram os trabalhadores no desemprego, pagaram salários competitivos (mais baixos que no 3º mundo) que disfarçavam os despedimentos colectivos atirando milhares de trabalhadores para a inactividade dentro das empresas, em processos de chantagem e de uma violência moral inaudita, enfraquecendo energias a fim de impor a rescisão “voluntária”, enquanto eram alugados, à hora, trabalhadores de empreitada sem direitos.

Foi tal fé que inspirou a grande ofensiva para privatização dos sectores fundamentais da economia: agricultura, pescas, indústria, transportes.
Os grandes industriais, entretanto, iam preparando a passagem com armas e bagagens para o sector financeiro e imobiliário.


Continua...

A VIDA E OBRA DE CAVACO SILVA (3)


O eleito da Figueira iria acabar com o Bloco Central enquanto aliança governativa. E a sua vitória nas legislativas de 1985 de novo esperava pela eleição de um presidente que desse corpo ao desígnio carneirista. Porém a derrota de Freitas do Amaral deixou Cavaco sem presidente mas com apoio oportuno do PRD .

Diga-se, em abono da verdade, que o anterior governo do Bloco Central dirigido por Mário Soares lhe abrira um largo e bem asfaltado caminho. Assim, a Cavaco bastou-lhe ressuscitar a proposta de lei dos despedimentos do Bloco Central em que tudo passou a ser motivo de despedimento com justa causa: inadequação à evolução tecnológica, necessidade de extinção do posto de trabalho, pois claro, e motivos económicos, tecnológicos e estruturais de mercado. Ou seja, quando o patrão quiser.

A reprivatização, ainda ao arrepio da Constituição, do sector nacionalizado, nomeadamente os sectores básicos da economia, foi também inspirada numa proposta governamental do Bloco Central que argumentava, nomeadamente, ser “um contra senso a absolutização da irreversibilidade das nacionalizações” pois não permitiria a introdução de novas tecnologias ou a alienação de alguns equipamentos!...
Ninguém como Cavaco Silva foi tão activo ao serviço dos velhos interesses monopolistas. Ele foi, dentro da inspiração neoliberal, o seu homem de mão mais eficaz.

A reestruturação dos impérios financeiros, numa primeira fase mascarados de industriais, veio articulada com o ataque à indústria pesada metalomecânica.

A grande crise do distrito de Setúbal resultante do ataque concertado à produção da Lisnave, Setenave, Quimigal, Siderurgia, teve origem na política já traçada desde o início dos anos oitenta, mas Cavaco Silva deu-lhe o impulso decisivo. Nos finais de 1994 todo o processo de liquidção da Lisnave – o mais emblemático - com o despedimento final de mais 4 mil trabalhadores chegava ao fim, abrindo espaço à especulação imobiliária e conduzindo à morte da indústria de construção naval em larga escala.
A Siderurgia Nacional foi divida em três partes e vendida ao desbarato A SN/Empresa de Serviços ficou nas mãos do então IPE,hoje Parapública, para resolver o problema do despedimento de centenas de trabalhadores.

O ataque à Sorefame, como todos os ataques cavaquistas em forma, começa com grandes investimentos sem sentido e sem consequência na produção de material necessário aos caminhos de ferro, passando-se a alugar material de circulação a Espanha! O objectivo, nunca confessado mas alcançado, era o de dar liberdade de acção, sem concorrência, ao negócio das rodoviárias privadas, através do fecho de estações e apeadeiros e mesmo de linhas dos Caminhos de Ferro.


Continua...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A VIDA E OBRA DE CAVACO SILVA (2)


Cavaco Silva avançou com a desregulação administrativa da economia, o ataque ao sector público, à reforma agrária, redução da inflação através da contracção do poder de compra, perspectivar o desemprego como um fenómeno de curto prazo, apostando no investimento privado estimulado pelos baixos salários e pelo controlo da inflação. Para isso os trabalhadores “têm de colaborar”, baixando as suas reivindicações. Enfim, imposição do pacto social, ou nacional ou patriótico, a bem ou a mal. Cavaco no seu melhor então como em 1985/91 ou em 2006 se lhe dessem rédea.

O projecto de Soares Carneiro era apresentado como “Reencontro histórico com Portugal para repensar o seu futuro”. E esse reencontro histórico passava pela tentativa de revogar, por referendo, o texto fundamental do 25 de Abril, a Constituição. Um plebiscito contra a Constituição.

Na altura, em Outubro de 1980, o deputado da ASDI Jorge Miranda dizia, a propósito da questão: “ A democracia constrói-se através da democracia. A democracia é acima de tudo uma atitude moral”.
Cavaco achava, já nesse tempo, que não. Achava, como hoje, que a democracia se constrói na libertinagem do mercado que a Constituição entravava.

Preparando o golpe, a AD lançou um forte ataque à liberdade de informação, impedindo os Conselhos de Redacção de funcionar, chegando-se ao ponto de os testas de ferro na RDP chamarem a polícia para impedir o Conselho de Redacção de reunir.

Grande parte dos melhores jornalistas da RDP e da RTP foram irradiados ou colocados na prateleira sendo substituídos por comissariozinhos políticos e analfabetos
O próprio Marcelo Rebelo de Sousa dizia no Expresso em Outubro de 1980: “temos, deste modo, à frente da gestão das instituições informativas controladas pelo Estado pessoas escolhidas de acordo com um critério político e que obviamente actuarão de acordo com esse critério”.

Sá Carneiro dizia na RTP que, se o seu candidato perdesse, as “grandes batalhas políticas se travariam no Parlamento”. Portanto, ganhando Soares Carneiro, as grandes batalhas políticas deixavam de se fazer no Parlamento. Sá Carneiro já morreu e Soares Carneiro já não vai a jogo. Cavaco, então membro do Governo, saberá onde iriam travar-se as grandes batalhas políticas se o seu candidato presidencial ganhasse!

Assim nasceu, pois, a vocação política e democrática de Cavaco Silva que o iria levar à Figueira da Foz em 1985 para repor o projecto inicial da AD, o repescado projecto ideológico que ainda hoje conduz, como um bolsar incontinente, os impulsos estratégicos do PSD – uma maioria, um governo, um presidente... e tudo será nosso.

Continua...

A VIDA E OBRA DE CAVACO SILVA (1)


Cavaco Silva despertou para o serviço público quando a AD traçou o seu projecto de regresso a um marcelismo pós-colonial. Tal projecto tinha como alicerces as personalidades de Sá Carneiro e Soares Carneiro um general fascista, admirador confesso de Hitler, responsável pelo Campo de Concentração de S. Nicolau, em Angola .

Em 1980 a AD une todas as camadas sociais e forças políticas, à excepção do PS, que se haviam conjurado para liquidar o movimento popular e, após o 25 de Novembro, acabar com a Constituição aprovada por todos os partidos políticos com assento parlamentar exceptuando o CDS.

A base social da AD queria impor ordem no arraial, a rápida recuperação do poder económico perdido, a reconquista de todos os privilégios postos em causa pelo 25 de Abril.

Para isso já não bastava um militar como Eanes ainda que de óculos escuros. Era preciso um militar “nato” fascista, que isso em militar disfarça melhor que em civil.

Esta rememoração é importante para ver com quem lidamos. O projecto de Sá Carneiro passava pela marginalização da Assembleia da República, apesar de nela dispor de maioria, para não ter que responder formalmente perante a oposição. Sá Carneiro recusou apresentar programa de governo depois das eleições de Outubro de 1980 e, em vez disso, apresentou uma moção de confiança sem qualquer sustentação. Tratava-se de um projecto golpista a contar com a eleição de Soares Carneiro para Presidente da República que imporia, então, como constava do seu programa, o referendo contra a Constituição.

Cavaco era o ministro das finanças desta espécie de comissão eleitoral cuja actividade se destinava à propaganda do já dado como vitorioso general de S. Nicolau.

Continua...
 
Caricatura de henricartoon

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

CAVACO SILVA NO SEU MELHOR...

Agora que o Cavaco já lá mora, vamos dar uma vista de olhos ao seu currículo. Sim, porque toda a gente quando concorre a um emprego tem de apresentar o seu "deve e haver" da sua vida. E verdade se diga que Cavaco Silva tem um currículo político de se lhe tirar o chapéu...

Por exemplo, quem se lembra das horas tolas de Verão no tempo do Cavaco? Era engraçado. Às onze da noite ainda era dia. De manhã às nove horas ainda era noite. A criançada ia para a escola acabar de dormir, porque de véspera iam para a cama tardíssimo, porque anoitecia 2 horas mais tarde que o horário normal. Felizmente que Cavaco levou um chuto em 1995 e as coisas voltaram ao seu estado natural...

Era o Cavaco no seu melhor...

domingo, 23 de janeiro de 2011

IGREJAS E PROCISSÕES...

Há um blogue penafidelense que, dizem, fala muito de Penafiel. Mas na realidade o que mais aborda são igrejas, procissões, andores e santos. O seu autor, até pode ser bom rapaz. É um puto novo, mas já está com alguns vícios que lhe tiram alguma lucidez. É censor, é arrogante, é pretensioso e está rodeado de um grupo de pessoas, julgo que jovens, com pouca formação ao nivel da cidadania e sem cultutra democrática. A esta gente, apesar de nova, dedico-lhe as mesmas palavras que o jornalista Óscar de Mascarenhas dedicou há dias a Cavaco Silva: "Quantas piscinas municipais de chá precisa um homem destes de beber antes de ser digno do lugar que ocupa?"

O autor do blogue em questão não tem a noção do que é um blogue na sua essência. Não é independente. Politicamente, não pensa por si próprio. Pensa pela cabeça dos outros e mais não é que o porta voz da Câmara Municipal de Penafiel, apostada que está em destruir referências desta terra. O blogue em causa não pratica (se calhar a isso não é obrigado) um serviço publico e só é aplaudido pelos seus amigos, comadres e compadres da JSD. Basta ler os seus comentários.  Não denuncia, não alerta, não faz nada por Penafiel. Limita-se a tirar fotos de igrejas, andores e procissões. Outras fotos que coloca no blogue, são fotos de uma paisagem penafidelense por onde Alberto Santos não passou. Felizmente para nós penafidelenses, Alberto Santos passou por poucos lados. Caso contrário Penafiel estaria irreconhecível, como se calhar virá a estar quando se der início à famigerada regeneração urbana que promete para 2011.
É um blogue que é muito visitado, diz o seu autor, mas que não é muito recomendável, porque não traz nada de novo a não ser uma bocas recorrentes, que nada vêm a acrescentar a Penafiel...

Bom, afinal porque é que eu estou aqui com estas coisas? Eu estou a falar disto, porque eu costumo fazer comentários nesse dito blogue. Eu gosto de comentar tudo e qualquer coisa, concretamente problemas que digam respeito a Penafiel. Eu gosto de debater, de discordar. Gosto até de alguma polémica, desde que esta não ultrapasse as regras da boa educação, o que aconteceu muitas vezes. Quem me conhece sabe que eu não sou cobarde. Que não atiro pedras e escondo a mão. Escrevo nos jornais desde 1984 e sempre assinei os textos que escrevi. Nunca fui anónimo. Não sou anónimo. Nunca serei anónimo.

É desta gente nova que eu tenho medo. Mostra que o futuro desta terra e deste país pode estar comprometido com semelhante gente. Por sinal muita gente...
Com gente como esta,  a minha terra e o meu país estão entregues à bicharada. Pobre terra e pobre país...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

MANUEL ALEGRE...


Manuel Alegre esteve ontem em Penafiel. Teve menos gente que Cavaco . A fazer a diferença talvez a não presença de alguns que estiveram no sábado, tais como: assessores da câmara municial de Penafiel, alguns indigentes, alguns indecentes e muitos lacaios. Estes não estiveram lá ontem a aplaudir o poeta que diz: "há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não".
Quem também não esteve, foram os radicais socialistas do PS de Rio Mau. É por estas e por outras que andamos todos a gramar Cavacos e cavaquistas um pouco por todo o lado. O Partido Socialista não tem emenda. É uma caricatura...

Mas a a maior caricatura política destes dias, foi a presença junto de Cavaco no sábado, do presidente da Junta de Freguesia de Guilhufe, que era do PS e que depois passou a "independente social democrata".
Há pessoas que não têm um pingo de vergonha...
Porque que este homem não assumiu logo que virou do PS para o PSD?

domingo, 16 de janeiro de 2011

VIVA A MADEIRA...

Nem Cavaco Silva conseguiu escapar às novas regras de austeridade. Alberto João Jardim e outros seis políticos madeirenses não vão ser abrangidos pela proibição, imposta pelo Governo, de acumular a reforma com o vencimento que recebem como titulares de cargos políticos, prevista no Orçamento de 2011 e num decreto-lei que altera o Estatuto da Aposentação, não pode ser aplicada nas regiões autónomas, dado ser matéria sobre a qual só a região pode legislar.
Enquanto isso não acontecer, Jardim pode continuar a receber a pensão de cerca de 4000 euros na totalidade, em simultâneo com o ordenado de presidente do Governo Regional. Na mesma situação está o presidente do parlamento regional, Miguel Mendonça, um secretário regional, três deputados do PSD/M e um do PS.
A situação não é semelhante nos Açores porque, desde 2005, Carlos César ajustou o estatuto dos políticos açorianos ao do Continente.
Ah grande Madeira, grande Jardim, grande PSD...

CAVACO SILVA...



 Ontem esteve cá em Penafiel este senhor, que tudo indica vai ser de novo o Presidente da República. Este é o senhor que não faz comentários ao que quer que seja quando confrontado pela comunicação social. Pois, ele o que sabe é nada. Este homem, sabe é nada. Nunca soube. Quando foi primeiro ministro, o que soube fazer, foi dar cabo do aparelho produtivo e dar dinheiro aos funcionários públicos. Este homem em apenas dez anos deu cabo de um país de quase nove séculos. É este senhor que vai bater o recorde de mais tempo no poder, vinte anos.
Ontem em Penafiel, foi uma festa. Na confusão, vi gente indigente, vi gente indecente de bandeirinha na mão. Vi assessores da câmara municipal a dar vivas ao Cavaco.  
A sua visita a Penafiel teve uma nota positiva: Assim se cortou a erva que estava junto ao edifício da Câmara Municipal. Faz lembrar, quando ele veio inaugurar o Museu. A Câmara mandou limpar as ruas por onde sua excelência tinha de passar. Houve receio que ele visse o asseio da nossa cidade...
Ontem foi igual...