sábado, 5 de março de 2011

PENAFIEL - cumpli-CIDADE...


Penafiel, meu amor
Terra minha corpo inteiro.
Faz de mim, o seu pintor
Poeta, talvez cantor
Deste breve “cancioneiro”!

É uma terra que se gosta
Uma cidade que se ama.
Está muito dela exposta
Numa espécie de resposta
A quem bem por ela chama!

É suspeito ao falar dela
Todo o penafidelense.
Ou porque vive com ela
´Té lhe pinta linda tela
De todo a ela pertence!

Um pouco por todo o lado
Lê-se histórias de encantar.
É como um livro sagrado
Com vestígios do passado
Que devemos estudar!

Foi a sul que ela nasceu.
Em Oldrões, lá num castelo.
Mais a norte ela cresceu
Tanto se desenvolveu
Este nosso grande anelo!

Esta terra, este pedaço
Foi Arrifana de Sousa.
Acolheu no seu espaço
Todo o mundo num abraço
Entre dois rios repousa!

O Rio Sousa de um lado
E o Cavalum do outro,
Numa espécie de bailado
Banham este povoado
Já desde um tempo remoto!

Foi sede de freguesia
S. Martinho de Moazares.
Ali em Santa Luzia
Antiga paróquia havia
Dos mais remotos lugares!

Mas Arrifana nasceu
Junto ao “Sousa” em Santiago.
Nome que o rio lhe deu
P´los tempos prevaleceu
E estendeu ao seu orago!

Então passou-se a chamar
S. Martinho de Arrifana
Do Sousa, cujo lugar
Tinha na Matriz altar
Zona já, já bem urbana!

Esta nossa freguesia
Foi vila muito depois.
D. João Quinto trazia
Num acto de cortesia
Um calor de sete sóis.

Durante vinte e nove anos
Esta terra rejubila.
Mas os nossos “arrifanos”
Todos cheios de planos
Queriam ser mais que vila!

Passou então a cidade!
3 de Março inesquecível.
Foi sua maioridade
Assinada em probidade
E com letra bem legível!

D. José foi o soberano
Que lhe deu esta ventura.
Foi a modos que um piano
A tocar ele todo ufano
Uma nova partitura!

Foi criada esta cidade
Penafiel de sua graça.
A penafidelidade
E sua civilidade
´Stão também na sua raça!

E foi no ano de mil
Setecentos e setenta
Que este espaço mercantil
Majestoso, varonil
Teve nova vestimenta!

Já vem de tempos reais
Tem idade longa e lenta.
Já viveu muitos Natais
Suas Páscoas já são mais
De duzentas e quarenta!


Estas são algumas das quintilhas que fazem parte do próximo Opúsculo "PENAFIEL - Cumpli-CIDADE", a sair brevemente.
Como a nossa cidade está de parabéns não ficará mal esta pequena homenagem...


PENAFIDELÊNCIAS - Advogado Coriolano Freitas Beça


Poeta, escritor, artista
No seio de artes nasceu.
Foi um grande concertista
Este violoncelista
Para a cultura viveu!

P´ra além de intelectual
Foi um grande advogado
E dentro do tribunal
Ele era um profissional
Muito e bem prestigiado!

No teatro se envolveu
Coriolano de Freitas Beça.
Mais um dom com ele nasceu:
De quatro que ele escreveu
Ele interpretou uma peça!

Foi eleito p´rá presidência
Da Câm´ra desta cidade
Dois anos de competência
Com cultura e sapiência
Semeou prosperidade!

E sabendo este letrista
Que a Terra à história não foge
Legou-nos como cronista
Muito passado em revista
“Penafiel Ontem e Hoje”!

PENAFIDELÊNCIAS - Fotógrafo Antony


Fotógrafo, jornalista
Pequena grande figura,
Este nosso retratista
Foi um grande, grande artista
Sem chegar a ser doutor!

Tirou milhões de retratos
Que nos servem de memória
Pequenos grandes relatos
´Screvendo com estes actos
Páginas da nossa história!

Ele tipicou figuras
De norte a sul do concelho
Caras de tantas ternuras
Alegrias e amarguras
Muitas delas nosso espelho!

Marcou a sua existência
Na bela Rua do Paço.
Antony, sua excelência
Com fotos de referência
Retratou nosso “pedaço”.

Ele pintou quase a pincel
Fotos de história com arte.
Em bocados de papel
Deixou a Penafiel
Quadros por toda a parte!

SABIA QUE...

Sabia que antes desta francesice, funcionaram outras lojas insignificantes, que tão depressa abriam como passado alguns meses fechavam, existiu durante décadas aqui uma mercearia chamada MARTINS. Este local que fica na esquina da Rua do Paço, era um ponto de referência ao dizermos "esquina do Martins". O seu proprietário era conhecido por ser rico e parecer pobre, tão mal vestido andava...

quarta-feira, 2 de março de 2011

CAVACO SILVA...

"Cavaco toma posse quarta-feira, dia 9, mas antes visita navios"

Este senhor por acaso não poderia ficar a ver navios?
Era sorte demais para o país...

PENAFIDELÊNCIAS - Futebolista António Oliveira


Chama-se António Oliveira
Antigamente o “Vilaça”.
Começou sua carreira
C´umas bolas de trapeira
Na rua, quelho ou praça!

Seu jeito pró futebol
Nesta terra não cabia.
Procurou lugar ao sol
No Porto ele fez escol
Abriu-se a porta à magia.

Era na relva um esplendor
E o estádio levantava
Quando a bola com primor
Chutada com tal vigor
O “véu da noiva” beijava!

Em Penafiel jogou
´Té chegou a presidente.
Meio mundo motivou
Outro meio apaixonou
Esta estrela refulgente!

Virtuoso jogador
Na selecção nacional.
Talentoso treinador
Grande seleccionador
Das cores de Portugal!

 

PENAFIDELÊNCIAS - António Ferreira Gomes ex-Bispo do Porto


Foi nas fraldas da cidade
Milhundos, a freguesia
Que esta personalidade
Quis estudar p´ra ser padre
Junto ao Cavalum nascia!

Foi jornalista escritor
Este “G. Penafiel”
Pseudónimo de autor
Com obras de mui valor
Publicou muito “papel”!

Este ilustre cidadão
António Ferreira Gomes
Que mais tarde teve o Dom
De cumprir uma missão
Honrando ele assim bons nomes:

Da sua terra natal
O do Porto que o bispou
Até o de Portugal
Quando Salazar o tal
Que p´ra longe o deportou!

Regressado a Portugal
Voltou a Bispo do Porto
A doutrina social
Retomou bem afinal
Neste país meio morto!

terça-feira, 1 de março de 2011

SABIA QUE...

Neste local, onde actualmente funciona a Telecom de Penafiel, esteve aberta à população penafidelense uma tasca de nome "SOBREIRA". Uma referência na nossa terra. Um paradeiro para os amantes dos "comes e bebes", mas também para quem gostava de ouvir cantar o fado. De vez em quando havia de facto belas sessões da chamada "canção nacional".

domingo, 27 de fevereiro de 2011

SABIA QUE...

Que neste edifício já degradado, que faz esquina com a rua Direita e Avenida Araújo e Silva no andar de cima, já funcionou a Biblioteca Municipal de Penafiel e que já foi sede da União Desportiva Penafidelense (clube de futebol, ainda antes do FC de Penafiel)?
E que no rés do chão funcionou durante muitos anos a barbearia PIRÓLA? 
Se não sabia fica a saber...

OS PACÓVIOS BAIRRISTAS PENAFIDELENSES...

E se de repente, alguém dissesse que bairrismo é um sentimento pacóvio? Enviava-se-lhe um ramo de flores? Um frasco de perfume? Um postal de boas festas? Um mail a aplaudir? Se calhar nada disso. Mas um comentário procurar-se-ia junto de alguém que seja bairrista. De repente julgou-se necessário ter uma pequena conversa sobre a dialéctica “bairrista/pacóvio”.
Foi o que se fez. Fomos ao encontro de alguém que nasceu, cresceu, vive e escreve muito sobre Penafiel.

Sr. Asdrúbal, o senhor é bairrista?
Sou. Gosto muito da minha terra. Amo este pedaço de chão que me viu nascer. Ao ponto de falar dele, escrever sobre ele e de o elevar ao ponto mais alto que puder. Por ser bairrista, é que critico muitas coisas desta minha aldeia, sempre com o objectivo de que as coisas se façam ou mudem na melhor direcção, para satisfação e felicidade de quem cá vive.

Neste mundo globalizado, não acha que o bairrismo, está a ficar fora de moda?
De modo nenhum. É precisamente fulcral, que nesta tentativa de se misturar tudo e todos, que o bairrismo não se perca. Um dia destes vamos acordar e não sabemos que povo somos. Nunca se sabe se amanhã somos espanholeses ou portunhóis. Engraçado que sendo eu bairrista, já não sou muito patriota. O patriotismo remete-nos para um todo que é Portugal e eu da história de Portugal tenho uma visão muito complexa. Acho que o hino nacional e a bandeira portuguesa estão a cair na banalidade muito por causa do futebol. Eu gosto do meu país, porque é nesse país que fica a minha rua, a minha travessa, a minha gente, a minha escola, o meu local de trabalho. O bairrismo é mais local, tem a ver com as nossas raízes, as nossas origens, as nossas vivências. É uma marca que diferencia as populações, sem estarem de costas voltadas umas para as outras. As pessoas, os povos, são diferentes, quantos deles estando separados, se complementam muito bem.

Mas há quem diga que o bairrismo é um sentimento pacóvio…
Eu sei que há. E não só. Também há quem titule uma pessoa que defende os interesses da sua terra, de bairrista paroquial. É só para achincalhar. Já ouvi isso da boca de políticos e de intelectuais de trazer por casa.
Um bairrista é aquilo que eu disse atrás. Um pacóvio é um simplório, um analfabeto que sabendo ler, é um ignorante. Conheci muita gente de ontem e de hoje que foram grandes bairristas e que de pacóvios não tinham nada. Estou a falar de nomes como por exemplo: Abílio Miranda, Albano Morais, Antony, Alberto Pinto, etc., etc.. É só consultar a História de Penafiel, que é a terra deles

Na sua terra há bairristas?
Há sim senhor. E também há pacóvios. Conheço de facto muitos bairristas, sem serem aqueles que se sentem mais bairristas do que os outros, só porque são sócios do FC de Penafiel. Conheço alguns bairristas que não indo em futebóis, gastam muito do seu tempo, até do seu dinheiro a fazer e a dizer coisas sobre a sua terra, às vezes com custos morais para eles próprios. E conheço pacóvios, que não são bairristas porque não têm que o ser. Ou porque não são de cá, ou sendo de cá naturais, não têm capacidade de sentir as suas origens, nunca sabendo, ou não querendo, detectar o que está bem ou mal na terra que os viu nascer. São assim uma espécie de mania de ir com as outras.

Quer concretizar melhor essas ideias?
Com certeza. Por exemplo, será que eu sou pacóvio quando digo que o Prémio de Poesia Daniel Faria, deveria ter o nome de um poeta penafidelense? Acho que não. Isto nem sequer é bairrismo. Isto é reagir a um erro grave que foi cometido em Penafiel. Aqui não há bairrismo, aqui há um sentimento de injustiça, que todo e qualquer penafidelense pressente. Será que sou pacóvio se eu ficar feliz pelo facto de o nosso Museu Municipal ganhar um prémio nacional de museus? Isto é ser pacóvio? Bairrista ainda aceito, pacóvio, por amor de deus. Será que sou pacóvio ao criticar as “Grandes Escritarias”, quando nesta terra ainda não se fez a mais pequena colectânea de poetas penafidelenses, tanto do passado, como de hoje? Não sou pacóvio, nem sequer bairrista. Sou realista. Estou a chamar a atenção para mais uma injustiça cultural. Outro exemplo: O Justino do Fundo ao “puxar” para Penafiel o Hospital Padre Américo, foi bairrista ou pacóvio? Se há pacóvios em Penafiel, ele não foi de certeza. Bairrista talvez, mas porque sabia o que era melhor para nós, penafidelenses. O nosso actual presidente da Câmara Municipal, ao trazer para Penafiel, a Bracalândia, a Loja do Cidadão, ou o Tribunal Administrativo, foi pacóvio? Não foi. Simplesmente entendeu que eram mais valias para Penafiel. O Coelho Ferreira que só escreve sobre Penafiel é um pacóvio? Não. É alguém que gosta do que faz que é investigar coisas sobre a sua terra.

Então quem são os pacóvios?
Há pacóvios que eu conheço, que sendo simplórios, ignorantes analfabetos, o são, não por culpa própria. São vítimas das sociedades e de alguns perversos sistemas políticos. Eu sei que não há sociedades perfeitas. Há gente simplória em todo o lado. Mas os verdadeiros pacóvios são aqueles que querem fazer dos outros, tudo isso e mais alguma coisa. Esses é que são os pacóvios. São esses que, julgando-se muito eruditos, muito cultos, muito Mozarts, muito Bachs, muito Chopins, muito Prousts, grandes camonianos, grandes pessoanos, não passam de seres que vegetam por aí à procura dos holofotes.

Está a falar de alguém em particular?
Estou a falar de pessoas que se calhar nem sequer são de Penafiel. Serão pessoas cultas. Enchem páginas de jornais de coisas eruditas que praticamente ninguém lê. Nunca falam de Penafiel. Só pensam em cultura num patamar superior, para que fiquem a falar sozinhos. Falam de grandes livros, de grandes obras, de grandes escritores. Exultam com a “Escritaria” e o Prémio Daniel Faria e se calhar desconhecem a maioria dos poetas de Penafiel. Nunca mexeram uma “palheira” no sentido de sensibilizar quem tem dinheiro e poder nesta terra, para que, por exemplo, se edite, pelo menos, a tal colectânea de poetas da nossa terra, de que falei atrás e que está por fazer. Tenho a certeza que eles desconhecem qual o poeta penafidelense que escreveu o lindíssimo poema “ As minhas três amantes”, ou o autor das belíssimas “Palavras Mansas”. Mais, eles não estiveram presentes no maior recital de poesia que se realizou em Penafiel, há três ou quatro anos. Não têm sensibilidade nem cultura para isso.

Quer concluir?
Concluo, dizendo que lamento que nesta terra haja pessoas, que andam para aí de nariz empinado julgando-se mais cultos que toda a gente, quando não passam de pacóvios como eu, por exemplo, não sendo eles bairristas…


Esta entrevista, é pura ficção, mas parte de um "mimo" proferido e publicado no jornal "O Penafidelense", pelo articulista Alfredo de Sousa ao dizer que "o bairrismo é um sentimento pacóvio". Esta "entrevista"  foi rejeitada para publicação, pelas redacções dos jornais "municipais"  "Notícias de Penafiel"  e "O Penafidelense"... 

O IC-35 e a estrada nacional 106...


Anda a circular em Penafiel, uma petição a favor da construção da IC 35, estrada que vai ligar Entre-os-Rios a Penafiel e vice-versa.

Não me incomoda nada que a construam, assim como não me escandaliza nada que o projecto não vá para a frente. O que me parece é que e petição está fora do tempo politicamente. Esta história já tem muito tempo, mas só agora é que surge “pedição” das assinaturas. Como esta história já leva dez anos, eu não vi esta reivindicação ser feita no tempo em que o PSD foi governo, entre 2002 e 2005, sendo a cor política do presidente da câmara de Penafiel a mesma de Durão Barroso e Santana Lopes, ex-primeiros ministros. Se o actual governo fosse social democrata, estou convencido que Alberto Santos não andava tão agitado.

A estrada nacional 106, pode não ser uma auto-estrada, mas é uma boa via. Se a quantidade de acidentes é grande, é tão grande como a falta de civismo das pessoas que nela transitam. A sinistralidade está na forma como os condutores abordam a estrada. Pensam que é tudo deles.

O país europeu com mais auto-estradas na Europa é Portugal. Quer considerando o critério do número de auto-estradas por número de habitantes, quer considerando o número de auto-estradas por quilómetro quadrado. O país está todo estralhaçado com tanto alcatrão em detrimento de zonas verdes, só porque suas excelências querem chegar mais depressa  aos seus destinos. Não é por acaso que não estou de acordo com a construção do TGV. Iria mais pela recuperação de linhas férreas que têm sido abatidas ao longo dos tempos por políticas economicistas.

Não duvido da necessidade das ambulâncias terem de chegar o mais depressa possível aos hospitais, porque estamos a falar de vidas em alto risco. Não duvido que mais e melhores estradas podem significar mais desenvolvimento do país, concretamente no interior escondido e profundo. Mas do que também não duvido é que muitas das reivindicações estradistas são pensadas dentro dos bólides topos de gama dos políticos, nada condizentes com a obrigatoriedade de andar a 50-60 ou70 à hora.

As premissas dessa petição não me convencem muito. Por exemplo a nº 3 diz que “Os concelhos e as freguesias abrangidas poderão ver melhorada, de uma forma considerável a sua condição socioeconómica, estimulando o investimento e consequentemente a criação de emprego, tendo em conta as potencialidades comerciais e industriais que esta via poderá desenvolver, reduzindo os custos das empresas e conseguindo mais investimentos para a região.”

Na minha opinião, se for construída a IC 35, muito do comércio que está instalado ao longo desta 106 poderá desaparecer. Logo pode dar origem precisamente o contrário que o pressuposto prevê, quanto ao emprego. Cafés, restaurantes, “tascas” e outras lojas, seriam as principais vítimas. Há milhares de exemplos por este país abaixo e acima.

A premissa nº 5 diz que “o congestionamento da EN 106, faz com que os seus utilizadores demorem muito tempo para percorrerem pequenas distâncias.”

Srs. condutores, se querem chegar a tempo e horas aos seus empregos saiam de casa mais cedo. Liguem a rádio e oiçam por exemplo, um Mozart, um Lizt, um Chopin e vão ver que chegam aos seus escritórios a horas e menos stressados. Tenham tempo de apreciar a paisagem penafidelense, que é lindíssima. Verdura é formosura. Lembrem-se que a pressa é inimiga da perfeição e mais vale perder um minuto na vida do que ir desta para melhor. Depois quando se pensa numa boa estrada, pensa-se logo que vai dar azo à entrada de gente, que vai beneficiar isto e aquilo, sem se pensar que uma estrada dá para entrar, mas também dá para sair.

Mas o que incomoda mais nesta história é ver o Sr. presidente da câmara municipal de Penafiel muito preocupado com a sinistralidade da EN 106, chegando a fazer chantagem emocional, como recentemente o fez com a morte de uma senhora idosa, nas Termas de S. Vicente, que atravessou a rua e foi atropelada fora de uma passadeira. Parece que quantas mais pessoas morrerem melhor, só para reforçar esta reivindicação da IC 35. Isto para mim é trágico, é obsceno.

Pode haver de facto umas estradas melhores que outras, mas não há estradas perigosas. Há é condutores perigosos e muita gente incivilizada. Todo o mundo sabe que a maioria dos acidentes que se registam no nosso país, se devem ao excesso álcool e às altas velocidades. Também sabemos que há gente que em vez de ter um carro na mão, devia ter era um carro de mão.

Texto publicado na última edição do jornal "Imediato"

SABIA QUE...

Antes desta "chinesice", esta loja era uma das casas de comércio mais famosas de Penafiel? Chamava-se MANUEL AFONSO. Vendia por junto e a retalho e empregava bastante gente. Lembro-me do Sr. Deolindo Simões, do Sr. Silva já falecido, do Lameiras, do Ribeiro, do irmão do autor deste blogue, António Beça Moreira, do Sr. Campos entre outros.
Manuel António Afonso era transmontano, radicou-se nesta cidade e cá viveu muitos anos...

PENAFIDELÊNCIAS - Médico Rocha Melo

Dele disse Eugénio de Andrade:
“Eu gosto de gente assim…”
Disse o poeta a verdade…
Esta personalidade
Tem uma obra sem fim!

Médico, Homem, Amigo
Muito culto e estudioso.
Trazia sempre consigo
Um grande “porto de abrigo”
P´ró doente mais penoso!

Foi o doutor Rocha Melo
Um médico da cabeça.
Exerceu com tanto zelo
Não é possível esquecê-lo
Nem que a memória arrefeça!

E foi num grande hospital
O Santo António do Porto
Que este médico mental
Curou tanto, tanto mal
Dando vida a muito “morto”!

Era um doutor portuense
Grã neurocirurgião
A todo o mundo ele pertence
Sendo penafidelense
De origem e coração!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

F.C. DE PENAFIEL DE OUTRAS ERAS...

Esta equipa é formada por, de pé: Carneiro, Hernani, Nila, Maioto Viriato (?).
Aninhados: Nelson, Amândio, Silva Pereira, Aparício e Quintino.
Decáda de 60

FC DE PENAFIEL DE OUTRAS ERAS...

Não conheço os jogadores todos. Mas serão de de princípios da década de 60. Está ali p grande capitão Silva Pereira, o António Taco, o Manuel Taco, o Livramento, o Vítor, o Marocas, o guarda redes Manolo, que era espanhol.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

JOSÉ DO TELHADO...

Uma bela campa não há dúvida. Este penafidelense mereceu-a com certeza...

PENAFIDELÊNCIAS - José da Paz


Da família dos “Brandões”
Médico, que aqui nasceu.
Em constantes digressões
Em humanistas missões
Pouco tempo cá viveu!

Em serviço humanitário
Este “médico do mundo”
Da saúde missionário
Sempre como voluntário
Fez um trabalho fecundo!

No seu próprio avião
Foi “médico voador”.
Levou à população
Saúde em medicação
Para acalmar muita dor.

Uma vez, foi desterrado
P´rá Ilha de Moçambique
Por ter ele denunciado
Tanto povo massacrado
No tempo de um tal cacique!

Se ele foi condecorado
Não foi por ser mau rapaz.
Foi por estar sempre do lado
Do mais pobre adoentado.
Chama-se ele José da Paz!

MUSEU MUNICIPAL DE PENAFIEL...

Esta foto é de uma revista municipal de 1999. Mostra a apresentação da maquete do futuro Museu Municipal de Penafiel. Reconhecem-se: Manuel Maria Carrilho, ministro da Cultura; Agostinho Gonçalves presidente da Câmara; Emídio Alves vereador do PSD e Fenando Távora, o autor do projecto.

Nessa altura o PSD de Alberto Santos era contra a construção do futuro melhor museu português.

Sabia, Sr. Tiago Daniel Lopes, do blogue Riquezas e Tradições de Penafiel? Sabia Paula Mota, assistente do blogue dos andores e procissões? 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

VIVA ZECA AFONSO...


Faz hoje 24 anos que o Zeca nos deixou. 23 de Fevereiro de 1987, foi um dia negro para a música e para a poesia. Algo me diz que este cantor compositor hoje faz falta para avisar a malta.

Falo daqui, para o meu amigo Fernando Oliveira, para nos lembrar daquela grande festa de solidariedade para com o autor do "Venham Mais Cinco", que fomos ver em Viana do Castelo. Muita gente da música (da verdadeira música) esteve presente: Trovante, Vitorino, Francisco Fanhais, Sérgio Godinho, Janita Salomé, entre muitos outros de muita classse...

Por isso VIVA ZECA AFONSO...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

PENAFIDELÊNCIAS - Agricultor Rodrigo Leitão

Natural de Recesinhos
S. Martinho deste chão.
Faz poemas p´los caminhos
Por estes vales maninhos.
Ele é Rodrigo Leitão!

Homem de vasta cultura
E grande sabedoria
Faz da sua agricultura
A sua literatura
Em resmas de poesia!

Amante da natureza.
- Água, terra, sol e vento –
Na sua maior pureza
Faz dela sua riqueza
E seu maior linimento!

É na área dos sonetos
Onde se sente à vontade.
Duas quadras, dois tercetos
Ele burila seus versetos
Desde a sua mocidade!

Ele evoca seus amores
De um passado algo distante
Não se esquece dos odores
Dessas tantas, tantas flores
Que recorda a cada instante!

PENAFIDELÊNCIAS - Político Barbosa de Melo


Licenciado em Direito
Foi professor catedrático
P´rá política levou jeito
A um Partido deu o peito
O Popular Democrático!

Na vida profissional
Deu especial atenção
À administração central
Também ao poder local
E sua emancipação!

Presidente da Assembleia
Da República Portuguesa
Foi o canto da sereia
Neste cidadão de aldeia
Lagares sua princesa!

Voltou a ser presidente
Na sua terra natal
De uma assembleia dif´rente
Esta deputadamente
De cariz municipal!

Foi a sua dimensão
Devidamente inspirada
Num universal padrão:
Liberdade de expressão
Que em Abril foi retomada!

PENAFIDELÊNCIAS - Poeta Joaquim Araújo


No Café Bar ele nasceu.
O nosso maior poeta
Pouco tempo lá viveu.
Bem cedo desapar´ceu
Est ´alma sempre inquieta!

Ele é o Joaquim de Araújo
Cedo escreveu poesia
Era um dos poetas, cujo
Papel só deixava sujo
Se o poema não saía!

Escreveu “Um Verso a Camões”
“Piratagem”, “Romanceiro”.
Imensas publicações
De pequenas dimensões
Com o seu próprio dinheiro!

Foi director de revistas
Nosso Cônsul no estrangeiro
Privou com muitos artistas
Divulgou nossos letristas
Este poeta albardeiro!

Seu espólio está em Veneza.
Muito e valioso papel.
Deverá ser com certeza
De uma tão grande riqueza…
Faz falta a Penafiel!

PENAFIDELÊNCIAS - Poeta José Júlio


José Júlio, o comandante
Dos bombeiros da cidade
Foi um poeta brilhante
De uma escrita rutilante
Tal a musicalidade!

“Arrifana Alegre e Linda”
Foi ele que escreveu um dia.
Hoje cantamos ainda
Essa estrofe tão avinda
Já que é um hino à poesia!

Amava a sua cidade
Mas as mulheres muito mais.
Musas da carnalidade
Natural leviandade
Nos amores marginais!

Ele usava um pseudónimo
Bonito, “David Airada”,
Que fazia dele anónimo
Na verdade era sinónino
Da vida por ele levada!

Ele nasceu em Louredo
Nos subúrbios da cidade.
Rabiscou muito folhedo
Viveu, morreu no folguedo
Hoje “mora” na Saudade.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

PENAFIDELÊNCIAS - Abílio Miranda


Arqueólogo notável
Das “pedras” estudioso.
Um jornalista indomável
Etnógrafo incansável
Um escritor talentoso!

Um grande investigador
Pela cultura fez guerra.
E foi como vereador
O grande organizador
Da Biblioteca da terra.

Ele criou uma revista:
PENHAFIDÉLIS, que tem
Os textos deste cronista
Uma obra de bairrista
Maior do que muito alguém!

Muitas vezes incompreendido
P´las mais variadas razões.
Sendo mesmo perseguido
Ignorado e demitido
De algumas nobres funções!

Quem era este cidadão
De cultura e cara branda?
Era um senhor de paixão
Por esta terra, este chão
De nome Abílio Miranda!



PENAFIDELÊNCIAS

A partir de hoje vou deixar aqui algumas "penafidelências". No género de quintilha, vou falar de nomes de penafidelenses que fizeram história nesta terra e ou neste país, como foram os casos de: Abílio Miranda, Albano Morais, António Oliveira, Padre Américo, Visconde de Oliveira, Fernanda Ribeiro, D. António Ferreira Gomes, José do Telhado, Alberto Pinto, José Júlio, Rodrigo Leitão, Barbosa de Melo, Cunha Rodrigues, José da Paz, etc, etc.
Este trabalho é o quarto livro de uma série "Colecção Opúsculo" que começou a ser editada em 2009. 

TOURADAS...

Esta semana em dois artigos no Jornal de Notícias, Manuel António Pina, notável escritor e grande poeta, falou das touradas, concretamente de uma que se realizou este mês em Vinhais. Ele como defensor dos direitos dos animais, condenou esta aberração que os humanos ainda vão praticando.
Porém, um leitor escreveu-lhe dizendo em abono da tourada, que grandes nomes da cultura, como Hemingway e Picasso gostavam deste espectáculo. Manuel António Pina respondeu no jornal mais ou menos assim: "Picasso, juntamente com as touradas, teve outra devoção, não menos sangrenta, Estaline. Hemingway partilhou com Hitler, além do desprezo pelas mulheres, o gosto pela carnificina de judeus."
Isto para dizer o quê? Para dizer que há pessoas de cultura que são capazes de se divertir com o sofrimento e agonia dos animais, neste caso dos touros nas arenas.  
Mas nós penafidelenses não precisamos de ir tão longe buscar esses exemplos. Nós temos por cá, por Penafiel, exemplos desses. Temos o escritor Alberto Santos, presidente da câmara municipal desta terra. Um homem de cultura que já escreveu dois livros e também gosta de touradas. Também aprecia o sofrimento dos animais nas arenas.
Ou não foi verdade que em 2002 e 2003 ele trouxe esse espectáculo hediondo, dantesco, criminoso, degradante, desumano a Penafiel, para mentecaptos verem?
Como diz o meu amigo Pina, o facto desta gente apreciar touradas, desabona a favor deles e não abona a favor das touradas.

Paula Mota, este bloguezeco, lembrou-se de falar destas coisas, com o seu presidente no meio. Veja lá... que azar o seu, eu não falar de andores e procissões... 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A OITAVA MARAVILHA...

Mulheres do norte com o Magalhães nas mãos

O RIO DA MINHA ALDEIA...

Ó Zé, eu não te disse que ias passar a ser um heterónimo meu?

Eu sou Fernando e sou pessoa, mas não sou Fernando Pessoa. Nem poeta eu sou. Tomara eu...
A Paula não sabe nada destas coisas. É areia demais para a Mota dela...

Zé não te metas nestas coisas... Aquela gente é mais "perigosa"
que o rio da minha aldeia, que me faz pensar em nada...

PORTUGAL ESTRELADO...


Ainda dizem que somos o Portugal dos Pequeninos.
Este é o país das Estrelas e dinheiro no bolso delas. 

Primeira Página
do "Correio da Manhã 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

NOTAS PENAFIDELENSES...


A primeira nota é sobre mobilidade e acessibilidade em Penafiel. Nesta matéria acho que se anda a falar muito e a concretizar pouco. Que o diga o Sr. Joaquim de idade avançada, que foi parar ao hospital, por obra e graça desgraçada, da falta de acessibilidade mesmo aos pés do edifício da Câmara Municipal, não sem antes ter deixado no chão as marcas a vermelho resultantes do tombo que deu.
Julgo que a mobilidade está por fazer. O que se tem feito é livros, conferências, reuniões, balanços, entrevistas, reportagens e sofás na praça pública, ou seja a festa do costume. Entretanto as bandeiras de prata, de ouro, continuam a acariciar o rosto do Egas Moniz. Um dia destes vamos ser contemplados com uma bandeira de platina, por estarmos na vanguarda, por sermos pioneiros, por estarmos em primeiro em tudo e mais alguma coisa.

A segunda nota vai para os cortes financeiros que a autarquia vai fazer. Estou de acordo com os cortes no futebol. Estou admirado o senhor presidente Alberto Santos ir por aí, uma vez que considera o FC de Penafiel, como o nosso maior embaixador. Na minha opinião o clube penafidelense tem de viver à sua custa e não com dinheiros públicos. Cinco mil contos por mês é uma fortuna.
Porém, já não estou de acordo que se acabe com os concertos da Orquestra do Norte, porque a música é uma das maiores alavancas de desenvolvimento intelectual dos povos. Estou de acordo com o fim da Rota da Lampreia. E aplaudiria o fim da “Escritaria”, que não passa de um gasto supérfluo. Isto de homenagear homenageados e consagrados escritores, não é para municípios pequenos carentes das coisas mais básicas.
Não sei o que aconteceu ao Prémio de Poesia Daniel Faria. Também não faria mal nenhum se acabasse de uma vez. Não cumpriu os objectivos a que se propunha. Estes dinheiros que se poupariam já dariam para, por exemplo, mandar restaurar dezenas de livros da Biblioteca, que não foram, ou não vão para restauro, por falta de verba.

A terceira nota vai para a empresa municipal “Penafiel Verde”. A sua excelentíssima administração, vai aumentar a receita referente ao consumo de água, subindo as várias taxas que as facturas contêm. Com os cortes salariais, com o congelamento de pensões e reformas, com a subida do IVA, que o novo Orçamento de Estado impõe, sabe-se que muita gente já está a passar pior a partir do mês de Janeiro. E essa muita gente é consumidora de água. Parece-me que a “Penafiel Verde” não vê isso. Parece-me que esta empresa municipal que gere a água e o saneamento necessita de dinheiro, é para patrocinar o futebol profissional da terra. Já agora, Sr. Presidente Mário Magalhães, diga à gente quanto custa essa publicidade nas camisolas do FCP. Dinheiro dos consumidores penafidelenses que não foram tidos nem achados sobre semelhante “investimento”.

A quarta nota vai para a degradação urbanística que está a minar a cidade de Penafiel. Há muitos prédios em vias de ruir. Se a Câmara não virar a bússola para essa feiosidade e calamidade, não há planos estratégicos que resistam. Todo e qualquer projecto urbanístico que se queira implementar, é o mesmo que começar a construir casas pelo telhado. Que nos interessa termos um belo e novo Museu, um Infacts também novo, se a cidade de Penafiel está a cair aos bocados?

A quinta e última nota é sobre a petição popular que vai circular em Penafiel, a propósito da IC 35. Eu não assino essa petição, embora reconheça que a Câmara Municipal tem razão. Do que duvido é da postura do Sr. presidente da câmara. Se o governo central fosse da cor do executivo camarário, se calhar não haveria petição nenhuma. Se calhar Alberto Santos esperava para ver…


Texto publicado na última edição do jornal "Imediato"

sábado, 12 de fevereiro de 2011

CINE-TEATRO S. MARTINHO...

Esta foto é histórica. Remonta a 1997/98. O local é o antigo Cine-Teatro S. Martinho. Na imagem vê-se o ministro da cultura, Manuel Maria Carrilho, o presidente da Câmara Agostinho Gonçalves, Emídio Alves, vereador (?) do PSD, o presidente da Junta de Freguesia de Penafiel, Joaquim Nunes e dois jornalistas.
Esta foto é histórica porque vem mostrar que afinal o PS de Penafiel, quando estava na Câmara Municipal, pelo menos tentou fazer alguma coisa pela recuperação do nosso Cinema.
Segundo fonte segura, a recuperação do Cine-Teatro não foi para a frente, porque entretanto, o ministro demitiu-se por incompatibilidade com o primeiro-ministro António Guterres.
Pelo que li posteriormente, Carrilho foi-se embora porque Guterres não tinha a verba que ele pretendia para recuperar bibliotecas e Cine-Teatros deste país. Não nos devemos esquecer que em Portugal foram recuperados muitíssimos Cinemas do mesmo tempo que o nosso.

Quem nunca deu um passo em favor da construção do Cine-Teatro, foi Alberto Santos e a sua coligação "Penafiel Quer". As suas prioridades eram outras, tais como passagens de modelos, imagem, muita imagem, muito marketing, passeatas, mais passeatas, touradas, almoços e jantares à bordaleza.
Enfim, era a sua forma de "Sentir Penafiel"...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

OS COMEDORES DE DINHEIRO...

Sempre os mesmos comedores e fracos trabalhadores:
Médicos, catedráticos, procuradores e juizes...

Primeira página do "Jornal de Notícisas"

O VETO DE CAVACO...


"O Governo lamentou hoje que o Presidente da República tenha vetado “de forma inesperada” o diploma sobre prescrição de medicamentos, frisando que continuará a trabalhar para concretizar uma reforma que constituiu "um avanço para o interesse público".
A posição do executivo foi transmitida em conferência de imprensa pelo secretário de Estado da Presidência, João Tiago Silveira, depois de o chefe de Estado ter vetado o diploma sobre prescrição de medicamentos, o qual permite que a prescrição da marca do medicamento pelo médico seja substituída pelo farmacêutico, quer por medicamento genérico, quer por outro essencialmente similar."

Eis o Cavaco no seu melhor...
Meus amigos, preparem-se para um mandato revanchista deste cínico senhor...
Olha-se para a cara dele e vê-se logo...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O PARTIDO DE MANUEL ALEGRE...

Meu caro Manuel Alegre, estás bem arranjado com o Partido Socialista. Devias saber que este partido tem duas caras: uma de esquerda quando anda pela oposição e outra de direita quando está no governo.O PS nunca pôde contigo porque sempre foste fiel aos teus princípios, ao contrário do PS, que parece uma barata tonta, nem sabe para onde ir.
Alías o PS é o grande culpado das duas maiores tragédias dos últimos anos, que é termos um presidente da república chamado Cavaco Silva...
Meu caro poeta, o PS não te merece...

Foto e notícia retiradas do jornal "Sol"

LACÃO OU LATÃO...


Na minha perspectiva o Parlamento devia ser composto por 308 deputados, tantos quantos os concelhos deste país. Desta forma os municípios e as regiões estariam melhor representados. Menos partidarite, mais cidadania, melhor política... 
Portanto não vou pelo que diz o Lacão, que quer acabar com a representividade dos partidos mais pequenos...
Depois, creio que haverá outras formas de poupar dinheiro pela parte do estado...

OS PROFESSORES...

Outra vez os profes a manifestarem-se. Eles acham que Sócrates que acabar com a escola pública.
Esta tropa é fodida...

MARIA SCHNEIDER...

Chama-se Maria Schneider. Esta imagem é do seu melhor filme: O Último Tango em Paris" que a colocou ao lado de Marlon Brando. As imagens da sua nudez, belíssima nudez, vieram revolucionar o cinema mundial a partir da década de 70. O realizador foi Bernardo Bertolucci.
Maria Schneider, faleceu há dias com 58 anos...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

MANUEL ALEGRE EM PENAFIEL

Este assunto está atrasado alguns dias. Mas só agora tive acesso a esta foto, por obra e graça de uma jornalista do jornal "Verdadeiro Olhar" e do jornal "Progresso de Paredes". A ambos eu agradeço o privilégio que me deram.
De facto não posso esconder que estive com o Manuel Alegre, quando passou por Penafiel aquando da campanha eleitoral. Estive e tive muita honra nesse facto. A foto mostra o momento em que ofereci um dos meus "Opúsculos", o "Penafidelências", porque nele vem inserido algumas biografias de ilustres penafidelenses, que também foram notáveis no país, como são os casos de Fenanda Ribeiro, Barbosa de Melo, Cunha Rodrigues, José da Paz, António Ferreira Gomes, Padre Américo, José do Telhado e por aí fora. Até um penafidelense que foi primeiro ministro de Portugal durante a primeira república, de nome Vitorino Guimarães.
Foi um momento bom. Foi bom ter chegado à fala com o poeta autor das "Trovas do Vento que Passa", com um homem que lutou pela democracia e pela liberdade, ao contrário de Cavaco Silva, que também por cá passou,  que não levantou uma palha pelo 25 de Abril.
Aliás por ele, se calhar nem haveria 25 de Abril...

REVISTA MUNICIPAL DE PENAFIEL...

Esta é a Revista Municipal. Um luxo nos tempos que correm, um desperdício de dinheiro para a câmara que temos. A nossa edilidade, que agora por tudo e por nada diz que não há verba,  que fez cortes inadmissíveis, como por exemplo às freguesias, aos concertos da Orquestra do Norte, às iluminações de natal às iluminações de algumas zonas da cidade, não se pode dar a uma "orgia" destas.
E depois todos os jornais locais e regionais já deram a suficiente visibilidade à totalidade do seu conteúdo: Inaugurações, festas, lançamentos de livros, Agrival, museu, museu e mais museu.
Este gasto nesta revista não se justifica. Não chega dizer que é necessário poupar. É preciso saber poupar. Parece-me que a câmara municipal não sabe...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

RIQUEZAS E TRADIÇÕES... ONDE?

No blogue “Riquezas e Tradições de Penafiel”, a Paula Mota voltou àquilo que ela sabe fazer melhor: insultar.

A Paula Mota com tanto baixo nível que exibe, tem relutância em dizer a palavra merda. Não percebo. Você que não quer gastar o seu latim comigo. Mas você sabe latim? Olhe, eu não sei, confesso a minha ignorância. Mas há coisas que eu sei e que você, se calhar nunca saberá: Saber conversar.


Devo dizer que eu não li a resposta do Tiago a um mail meu, quando disse “poupe-me aos seus joguinhos, aliás NUNCA FUI NEM SEREI SEU AMIGO.” Eu fico espantado. Esta frase só mostra o nível de pessoa que ele é. Claro que a amizade é um sentimento que nem todos sabem usar...


Olhe Tiago, eu enviei-lhe umas músicas com toda a boa intenção. Nós somos pessoas, com bons ou maus feitios. Eu não sou de ódios, porque depois de uma discussão há que saber tirar as devidas ilações, e eu nunca fico de pé atrás com ninguém. Depois há uma coisa que ainda ninguém entendeu: eu gosto de ironizar, tenho um grande sentido de humor, ao contrário de todos vocês. Não me zango com ninguém, mesmo que se tenham dito algumas coisas menos bonitas. Gosto do diálogo, gosto de uma polémica, gosto de conversar com gente.


Nunca se esqueça, que quem começou a falar mal foi você e alguns dos seus amigos, ao rotular-me de ser socialista e de dizer mal de tudo. Como se fosse crime ter ideologia ou de exercer um direito de cidadania: que é falar da minha terra... 


Não estou zangado com ninguém, inclusive com a Paula Mota, que de facto de vez em quando passa-se dos “carretos”. É uma desbocada...


Tiago, já agora, eu gostava de saber o que pensa da regeneração urbana da cidade que vem aí. Diga você. Fale você. Diga o que pensa. Olhe,eu já disse muito sobre isso.


Sabe, eu gosto de Penafiel, por isso tenho opinião sobre esta terra. Sempre tive, tenho e terei. Você não diz nada para não se comprometer. Limita-se a anunciar.


Olhe, ninguém sabia que o Penafiel empatou com o Moreirense e perdeu com a Naval. Olha as novidades! Quanto à IC 35 também já sabíamos da sua petição popular. Já escrevi sobre isso.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

PETIÇÃO IC 35...

Eis aqui algo que eu não subscrevo. Alberto Santos pode ter todas as razões de andar indignado com o governo central sobre a construção desta via. Mas tenho sérias dúvidas, que, se o governo fosse da cor do executivo camarário penafidelense, se haveria petição alguma. Vejo aqui muita politiquice.
Depois também tenho muitas dúvidas sobre a urgência desta estrada.
Fala-se muito da sinistralidade da estrada existente que liga Entre-os-Rios a Penafiel. Toda a gente sabe, que a maioria dos acidentes que ocorrem em qualquer via neste país se deve à forma como os condutores abordam a estrada. Pensam que é tudo deles...

domingo, 30 de janeiro de 2011

TRISTEZAS E PRESUNÇÕES

No blogue "Tristezas e Presunções de Penafiel", um tal Rodrigo apareceu a dizer que eu sou socialista ferrenho. Mais. Diz que me conhece há muitos anos. Até parece que ser socialista é crime. Era o que faltava. Foda-se...
Se o Rodrigo me conhecesse há muito tempo saberia que não sou socialista coisa nenhuma. O que eu sou é um "comuna" inveterado, sem cura possível. 
Esta gente que vai aparecendo a dar vivas ao dito blogue, mal se identifica. Comigo não é assim. Eu sou como o Cavaco Silva, quando diz: os portugueses conhecem-me. E eu digo: os penafidelenses conhecem-me. E quem me conhece sabe de onde vim, onde estou, e para onde quero ir...
Rodrigo, você é socialista, olhe que nesse blogue, não aceitam gente dessa estirpe. Aí, é só cavaquistas e albertosantistas, por isso não deve saber o chão que pisa...

Rodrigo só conheço um:  o fadista e mais nenhum.  E canta assim: Ai cais do Sodré / Ai cais do Sodré. Canta bem com ó c...

Ó Tiago, os seus amigos do blogue fazem-me rir pra caraças. Pelo menos fico bem disposto, melhor, só quando o FC do Porto ganha e o Benfica perde.

Apesar de tudo, um abraço a todos. Menos para uma senhora muito mal educada de nome Paula Mota. Essa amiga não bebeu chã quando era pequena. Nem ela nem o Cavaco, que bem me lixou ao ganhar as eleições com a grande perecentagem de 23 por centos dos eleitores...

sábado, 29 de janeiro de 2011

UM V DE VINGANÇA...


Este V não é de vitória. Este V quer dizer que é preciso nascer duas vezes para serem mais honestos que Cavaco Silva.

Ele se fosse um exemplo de honestidade, prescindia das suas reformas no valor de dez mil euros mensais, e não caía no ridículo de ser um presidente não remunerado.
Afinal ele sabe fazer contas. Porque dez mil euros sempre são mais que os 6 523 euros que é o vencimento de presidente da república.
Um dia destes ainda o vamos ouvir dizer que não ganha nada em ser presidente da república, e que está ali por amor à camisola.

Ele não ganha nada de facto porque não podia acumular. Só a lei é que o obrigou, porque por vontade dele, ele acumularia tudo e mais qualquer coisa. Ele por dinheiro é como as moscas por...
Vejam como ele comprou as acções do BPN?

Lembram-se - é que já foi há cerca de quinze dias e as pessoas têm a memória curta - de Cavaco durante a campanha eleitoral dizer que a mulher dele tinha uma reforma de apenas 800 euros para quem trabalhou toda a vida. Pois, o que ele não disse é que Maria Cavaco, só trabalhou durante catorze anos.
   
Lembram-se de ele dizer que foi o autor do décimo quarto mês para os pensionistas. Se calhar até é verdade. Mas fez um lindo serviço, na medida que hoje andam milhares e milhares de reformados com duas e três milionárias chorudas. Ele se fosse um político competente, daria o 14º mês aos pensionistas mais necessitados. Imaginem, um casal de professores, com reformas superiores a 2500 euros a receberem 14 meses? Agora imaginem um casal que trabalhou a vida inteira e que recebem juntos 600 euros. Vejam a democracia de Cavaco e de todos os governantes que pelo poder têm passado.

De uma vez por todas, aquele V não é de vitória. Aquele V é de vingança. Sócrates que se cuide...

NOVO GOVERNO?

Afinal quem é que está a governar este país? Pela notícia do Expresso, estes três marmanjos já estão a afiar os dentes para se banquetearem em futuro governo, que o Sr. Cavaco Silva lhes vai oferecer de bandeja...
Este Bento foi o que veio há dias à televisão defender os salários dos gestores, quando veio à baila, que o vencimento do gestor brasileiro da TAP é superior ao vencimento do presidente dos Estados Unidos e o vencimento de Faria de Oliveira da Caixa Geral de Depósitos, é mais elevado que o  da Chanceler da Alemanha, Ângela Merck...
Lembram-se do Eduardo Catroga, quando foi ao Estádio das Antas confiscar uma sanita de uma casa de banho? É esta gente que se prepara para assaltar o poder?
Quanto ao Duque, o seu nome diz tudo, é um duque. Se fosse um ás, sempre era de acreditar!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O SENTIDO DE VOTO...

    
Estes 280 mil socialistas
que votaram Cavaco Silva são traidores.

A VIDA E OBRA DE CAVACO SILVA (6)


Para terminar esta resenha da vida e obra de Cavaco Silva, aqui se vão deixar mais alguns pequenos apontamentos sobre este grande estadista.

Em 1994, na crise da empresa vidreira Manuel Pereira Roldão, a Marinha Grande assistiu àquela que foi, sem dúvida, a mais grave das situações vividas quando do seu encerramento.

Foram muitos dias de luta, muitos confrontos com a polícia de choque. Em consequência da última intervenção da polícia de choque gerou-se uma enorme onda de solidariedade que abrangeu, não será exagero dizer, toda a população da Marinha Grande, com os comerciantes a fecharem as portas dos seus estabelecimentos; os trabalhadores a paralisarem o trabalho e a virem para a rua protestar.

Nessa carga policial ninguém foi poupado: invasão do Quartel dos Bombeiros Voluntários em perseguição dos populares que lá se refugiaram, bem como a igreja da Marinha Grande, até o Sr. Padre foi agredido. Alguns dias antes já tinha havido uma carga policial, na altura com invasão da Câmara Municipal.
O canal de televisão SIC fez um documentário sobre esta luta e há algum tempo atrás, no programa Perdidos e Achados voltou a passá-lo em horário nobre, para que a memória se mantenha.

Quem não se lembra do célebre "Factor VIII"? Em Fevereiro de 1987, era Cavaco Silva o primeiro-ministro, quando deu entrada em Portugal de uma quantidade de sangue contaminado para a hemodiálise de hemofílicos. Leonor Beleza era então a ministra da saúde coadjuvada por sua mãe neste mesmo ministério. Morreram 23 hemofílicos. Houve crime por negligência, mas nunca ninguém foi responsabilizado.

Quem esquece a carga policial sobre outros polícias, em 21 de Abril de 1989, os "Secos e Molhados"?  Imagens degradantes, que correram mundo. Polícias contra polícias. Inacreditável!

Não devemos esquecer os incidentes da Ponte 25 de Abril, em 24 de Junho de 1994, em que um cidadão ficou tetraplégico, motivado por uma bala da polícia de choque comandada por esse grande senhor do BPN, Dias Loureiro.

Mas outras cargas se seguiram, no tempo de Cavaco e Loureiro. Uma sobre os trabalhadores da TAP e outra sobre os estudantes do ensino superior. Bater em tudo o que mexia era o lema de Dias Loureiro na “quinta” de Cavaco Silva.

Em finais da “ditadura” cavaquista, este país, dizia ele, circulava no "pelotão da frente". E tinha razão. Nos quinze países da União Europeia, Portugal ia de facto à frente de todos os outros nos seguintes indicadores de “desenvolvimento”: sida, tuberculose, analfabetismo, concentração de população nas três grandes cidades, mortalidade infantil, sinistralidade nas estradas, com o consequente recorde de mortos.

Foi este homem que 23 por cento dos portugueses, escolheram no dia 23 de Janeiro.

A VIDA E OBRA DE CAVACO SILVA (5)


Foi também durante o consulado cavaquista que a indústria mineira sofreu uma ofensiva sem precedentes. A luta dos trabalhadores mineiros foi longa e dura. O governo e o capital mancomunaram-se e, depois de milhões e milhões atribuídos supostamente para sanar os buracos financeiros e arrancar para novos voos, o que foi ficando semeado pelo caminho foi trabalhadores no desemprego e minas fechadas com as galerias abertas. Pejão, Panasqueira, Aljustrel, Borralha, Vale das Gatas, Arcozelo, Montesinho, Urgeiriça, Jales, Nelas são nomes que já preenchem o imaginário popular de homens esgotados pelo trabalho penoso, a silicose como recompensa, atirados para o desemprego, para fora das suas próprias casas a que julgavam ter direito. Porque o mercado mundial não garantia os lucros necessários e o Estado não estava disposto a assegurar a extracção do volfrâmio, do cobre, do urânio, do ouro nem que fosse para salvar a face e o bom nome.

O emprego vai, qualquer dia há-de vir. Diz Cavaco. Passou o tempo do emprego garantido. Flexibilidade – precariedade - é a palavra de ordem.

Com efeito, depois da assinatura em 1992 do novo acordo social entre o Governo e o patronato contra a lei da greve com o apoio da UGT, a precariedade passou a ser a situação normal : contratos a prazo e flexibilidade nos despedimentos.

Empresas emblemáticas do ponto de vista industrial e cultural foram liquidadas sem dó nem piedade. A Fábrica Escola Irmãos Stephan na Marinha Grande foi uma delas. Aliás, a luta dos vidreiros da Marinha Grande ao longo dos anos passou por sequestros, ocupações da estação da CP, arrancamento de 200 metros de linha, cortes de estradas, marchas sobre Lisboa, contando sempre ou quase sempre, com as respectivas cargas policiais que culminaram no Outono quente de 1994 com a invasão da própria CM da Marinha Grande pela polícia em perseguição dos trabalhadores.

Na Marinha Grande contra os vidreiros, na luta dos estudantes frente à Assembleia da República e na revolta da ponte 25 de Abril a polícia cavaquista deu sempre bboa conta do prestígio do patrão.
O Luís Miguel Figueiredo ficou hemiplégico por ter apanhado um tiro da polícia no primeiro dia da luta da ponte. Provou-se que o tiro foi disparado pela polícia...mas como os polícias eram muitos e não se sabe qual foi, a culpa morreu solteira e o Luís Miguel até hoje, passados onze anos, não teve direito a uma indemnização.

O mesmo aconteceu com as viúvas dos mortos no afundamento do Bolama. E com as famílias dos hemofílicos assassinados por sangue contaminado. O caso em que a responsável, a ministra Leonor Beleza, viu o processo prescrever e ainda queria que lhe pedissem desculpa pelo incómodo.
Estamos pois na fase do salve-se quem puder.

Continua...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011