Nos anos 60 havia muitas bandas no nosso país. Centenas. Algumas só faziam restolho. O que não era o caso d`Os Tártaros que deixaram algumas interpretações de bastante nível. Ouçam e dancem se for o caso, esta Valsa da Meia Noite...
quinta-feira, 10 de março de 2011
OS EKOS - Esquece
Os Sheiks eram uma banda que cantava em inglês. Estes Ekos que são da mesma altura só cantavam em português. O seu maior sucesso foi o inesquecível "Esquece". Estavamos no ano de 1965.
ROGER DALTREY - Giving It All Away
Eis sua excelência, Roger Daltrey, na magnífica canção "Giving It All Away". Mais uma preciosidade, esta de 1973. Ouvi-la é fazer jus ao império dos sentidos...
PROCOL HARUM - A Whiter Shade Of Pale
Para mim há dois tipos de música: a que presta e a que não presta. Eu gosto de facto da que presta. E esta canção dos Procol Harum é do melhor. Para ouvir e repousar. Para ouvir e dançar agarrradinhos é o máximo. Fi-lo centenas de vezes quando era puto adolescente. Chega de palavras. Ouçam que é melhor...
quarta-feira, 9 de março de 2011
LEONARD COHEN - So Long Marianne
Claro que Leonard Cohen tinha de aparecer, ou não fosse ele detentor de uma voz e de um estilo inconfundíveis, no mundo da música. É canadiano, já tem uma boa idade, mas ainda assim tem milhões que o aplaudem pelo mundo inteiro. Esteve recentemente no Pavilhão Atlântico em Lisboa. Os seus trabalhos fazem parte da minha colecção de vinil. Esta canção é uma das minha preferidas e é das mais antigas...
CONCERTO PARA UMA VOZ
Não me chegam as palavras para dizer o que quer que seja sobre este "concerto para uma voz". Não sei de quem é esta voz. Só sei que andei mais de quarenta anos sem a ouvir. Finalmente aconteceu este desiderato. Ao ouvirmos esta voz, estes acordes, estamos a ser transportados para um infinito de mares e ares, de azuis e verdes, capazes de fazerem as pazes com o mundo em que vivemos. É um som que se pensava não existir. E se existe é porque vale a pena viver só para o ouvir...
MÚSICA NÃO PARA TODOS OS GOSTOS...
Um dia destes vou tentar trazer uma selecção de música romântica de outros tempos. Vamos entrar na música italiana e francesa e alguma portuguesa. Vamos andar á volta de nomes como Adamo, Francoise Hardi, Silvie Vartan, Al Bano e Romina Power, Doménico Modugno, Máximo Ranieri, Edoardo Vianello, George Moustaki, o Conjunto de João Paulo, os Ekos e por aí fora...
Até já...
Até já...
ROLLING STONES - Paint it Black
Esta canção "Paint It Black" serviu de bandeira contra a guerra do Vietname. Alía foi mesmo genérico musical de uma série dos anos 70 em que focalizava a dita e estúpida guerra levada a cabo pelos "grandes" americanos. Mas é uma canção lindíssima. Eu tinha cerca d 17 anos pedi-a para um programa de "discos pedidos" da Radio Porto muito em voga na altura.
CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL - Have You Ever Seen The Rain
Viva o luxo! Os Creedence Clearwater Revival neste blogue. Esta canção é curta mas é espectacular Ouçam-na que vão repetir. Realmente é de ouvir com atenção. este som faz bem à alma, mesmo sendo dentro da área do rock...
BEE GEES - I Starded a Joke
Já tem mais de 45 anos esta canção. Esta banda é uma das melhores do mundo, concorrendo com outras bandas como os Rolling Stones ou os Beatles que são do mesmo tempo. Destaco aqui a voz do Maurice Gib, que é fabulosa. Esta banda (dos irmãos Gib) parece que acabou na altura do falecimento de um deles, há quatro ou cinco anos.
THE ANIMALS - House Of The Rising Sun
Esta banda com mais 45 anos às costas, esteve no ano passado na vila do Crato no Alentejo, numa Feira de Artesanato. Sem o fulgor de outrora, conseguiu mesmo assim, encantar os milhares de "saudosistas" que lá foram. Esta canção é muito conhecida. Anda por aí na boca de quem tem bom gosto...
THE MONKEES - I`m a Believer
Outra preciosidade da música anglo saxónica da ida década de ouro. Estou a falar da década de 60, evidentemente. Esta é de ouvir também em alto som... Uma delícia!
terça-feira, 8 de março de 2011
THE TROOGS - Wild Thing
Esta canção "Wild Thing" foi ouvida milhares de vezes na instalação sonora do Jardim do Calvário, todas as noites de verão. Foi no tempo em que havia animação nocturna ao ar livre. Claro em Penafiel. Esta música deve ser ouvida com o volume um pouco para cima...
OS SHEIKS - Missing You
Os Sheiks foram uma banda dos anos 60. Era composta por elementos como Carlos Mendes e Paulo de Carvalho. Fernando Tordo chegou a passar por lá. Este trabalho " Missing You" que terá sido o seu maior sucesso, é de 1965...
BOB DYLAN - Like a Rolling Stone
A música é o expoente máximo dos sentidos. Aqui deixo um registo daquilo que para mim é a melhor canção de todos os tempos...
domingo, 6 de março de 2011
SABIA QUE...
Esta casa fica na Rua Alfredo Pereira, praticamente no Largo da Ajuda. Recentemente foi uma dependência da Seguraça Social. O que muita gente não sabe é que antes disso, foi a Casa Salvador. Algumas décadas a fabricar fatos, samarras, capotes, gabardines, casacos, calças, etc. etc. Paralelamente era também uma loja de pronto a vestir. Este estabelecimento ocupava o prédio todo.
O autor deste blogue trabalhou lá durante dez anos, cujo proprietário era Justino do Fundo, o melhor presidente de câmara de todos os tempos...
O autor deste blogue trabalhou lá durante dez anos, cujo proprietário era Justino do Fundo, o melhor presidente de câmara de todos os tempos...
POSTAIS DA CIDADE...
Este pedaço de Penafiel é na Vila Gualdina. Espantem-se meus senhores! É uma praça com duas praças. Vamos lá ver se nos entendemos.
Desde há anos que este local se chama Praça Vila Gualdina (está lá a placa). Só que posteriormente, os "competentes" desta terra resolveram dotá-la com mais uma. Desta vez uma praceta: a de Frei António da Ressurreição. Foi um festão na altura da sua inauguração. Houve discursos. Esteve cá até o Bispo de Bragaça e muitas outras individualidades.
Vejam o ridículo da situação. Reparem como um tão pequeno espaço ficou com duas praças.
Depois para compor o ramalhete foram colocar estes ecopontos tão coloridos no local. Eis aqui um postal de Penafiel que vale por muitos...
RIDÍCULO!...
Tiago Daniel e Paula Mota ainda não viram isto, tão penafidelenses que voçês são?
POSTAIS DA CIDADE...
Este postal é um espectáculo. Este local é na Escola Primária Conde de Ferreira (a antiga dos rapazes). Reparem o que lá fizeram. O arquitecto, vê-se que teve bom gosto. Será isto uma riqueza de Penafiel. Se calhar é...
Esta obra já deve ter 4 ou 5 anos. Quem era o presidente da Junta de Freguesia de Penafiel? Eu não sei. Creio que não existe, nem mesmo existiu algum dia...
PENAFIDELÊNCIAS - José do Telhado
Do senhor Zé do Telhado
Dizem que roubava aos nobres
Um pouco por todo o lado
Sendo o produto furtado
Distribuído p´los pobres!
Crimes terá cometido
´Té com sangue derramado.
Um romântico “bandido”
P´los ricos perseguido
Pelos pobres bem amado!
Foi um dos maiores “vilões”
Da história de Portugal
Este chefe de ladrões
Natural de Castelões
Foi um grande liberal!
Na revolta popular
Bela “Maria da Fonte”
P´la liberdade foi dar
Seu contributo, lutar
Por um mais belo horizonte!
Esta personalidade
É muito diabolizada.
Deu-lhe a sua heroicidade
E a sua lealdade
A Medalha de Torre e Espada!
PENAFIDELÊNCIAS - Justino do Fundo
Ele amava esta cidade
Dos pés até à cabeça.
Desde a sua mocidade
Que era a sua identidade
Deixando essa ideia expressa!
Homem de carácter forte
Foi ele Justino do Fundo.
Nunca perdeu ele o norte
E nunca fez nada à sorte
Na “melhor terra do mundo”!
Foi na sua edilidade
Que deixou obra de vulto
Matou a sede à cidade
Biblioteca é majestade
De três mandatos de culto!
Hoje temos Hospital
Desta terra nosso espelho.
Sem esquecer o Tribunal
Palácio fundamental
Prá cidade e pró concelho!
Homem de muito valor
Bairrista não de papel.
Nunca foi PENA doutor
Foi um grande criador
Neste concelho FIEL!
sábado, 5 de março de 2011
POSTAIS DA CIDADE...
O blogue "Riquezas e Tradições" tem uma rubrica intitulada "Postais de Penafiel", em que mostra as belezas da nossa terra, dando azo a comentadores e comentários muito profundos.
Eu vou começar a postar também, mas de vez em quando, neste meu blogue, uns postaizinhos da minha cidade em que vão mostar algumas belezas de se lhe tirar o chapéu...
Esperem para ver...
OLHEM LÁ VEM UM
Eu vou começar a postar também, mas de vez em quando, neste meu blogue, uns postaizinhos da minha cidade em que vão mostar algumas belezas de se lhe tirar o chapéu...
Esperem para ver...
OLHEM LÁ VEM UM
Pra começar não está nada mal. É lixo...
PENAFIEL - cumpli-CIDADE...
Penafiel, meu amor
Terra minha corpo inteiro.
Faz de mim, o seu pintor
Poeta, talvez cantor
Deste breve “cancioneiro”!
É uma terra que se gosta
Uma cidade que se ama.
Está muito dela exposta
Numa espécie de resposta
A quem bem por ela chama!
É suspeito ao falar dela
Todo o penafidelense.
Ou porque vive com ela
´Té lhe pinta linda tela
De todo a ela pertence!
Um pouco por todo o lado
Lê-se histórias de encantar.
É como um livro sagrado
Com vestígios do passado
Que devemos estudar!
Foi a sul que ela nasceu.
Em Oldrões, lá num castelo.
Mais a norte ela cresceu
Tanto se desenvolveu
Este nosso grande anelo!
Esta terra, este pedaço
Foi Arrifana de Sousa.
Acolheu no seu espaço
Todo o mundo num abraço
Entre dois rios repousa!
O Rio Sousa de um lado
E o Cavalum do outro,
Numa espécie de bailado
Banham este povoado
Já desde um tempo remoto!
Foi sede de freguesia
S. Martinho de Moazares.
Ali em Santa Luzia
Antiga paróquia havia
Dos mais remotos lugares!
Mas Arrifana nasceu
Junto ao “Sousa” em Santiago.
Nome que o rio lhe deu
P´los tempos prevaleceu
E estendeu ao seu orago!
Então passou-se a chamar
S. Martinho de Arrifana
Do Sousa, cujo lugar
Tinha na Matriz altar
Zona já, já bem urbana!
Esta nossa freguesia
Foi vila muito depois.
D. João Quinto trazia
Num acto de cortesia
Um calor de sete sóis.
Durante vinte e nove anos
Esta terra rejubila.
Mas os nossos “arrifanos”
Todos cheios de planos
Queriam ser mais que vila!
Passou então a cidade!
3 de Março inesquecível.
Foi sua maioridade
Assinada em probidade
E com letra bem legível!
D. José foi o soberano
Que lhe deu esta ventura.
Foi a modos que um piano
A tocar ele todo ufano
Uma nova partitura!
Foi criada esta cidade
Penafiel de sua graça.
A penafidelidade
E sua civilidade
´Stão também na sua raça!
E foi no ano de mil
Setecentos e setenta
Que este espaço mercantil
Majestoso, varonil
Teve nova vestimenta!
Já vem de tempos reais
Tem idade longa e lenta.
Tem idade longa e lenta.
Já viveu muitos Natais
Suas Páscoas já são mais
De duzentas e quarenta!
Estas são algumas das quintilhas que fazem parte do próximo Opúsculo "PENAFIEL - Cumpli-CIDADE", a sair brevemente.
Como a nossa cidade está de parabéns não ficará mal esta pequena homenagem...
PENAFIDELÊNCIAS - Advogado Coriolano Freitas Beça
Poeta, escritor, artista
No seio de artes nasceu.
Foi um grande concertista
Este violoncelista
Para a cultura viveu!
P´ra além de intelectual
Foi um grande advogado
E dentro do tribunal
Ele era um profissional
Muito e bem prestigiado!
No teatro se envolveu
Coriolano de Freitas Beça.
Mais um dom com ele nasceu:
De quatro que ele escreveu
Ele interpretou uma peça!
Foi eleito p´rá presidência
Da Câm´ra desta cidade
Dois anos de competência
Com cultura e sapiência
Semeou prosperidade!
E sabendo este letrista
Que a Terra à história não foge
Legou-nos como cronista
Muito passado em revista
“Penafiel Ontem e Hoje”!
PENAFIDELÊNCIAS - Fotógrafo Antony
Fotógrafo, jornalista
Pequena grande figura,
Este nosso retratista
Foi um grande, grande artista
Sem chegar a ser doutor!
Tirou milhões de retratos
Que nos servem de memória
Pequenos grandes relatos
´Screvendo com estes actos
Páginas da nossa história!
Ele tipicou figuras
De norte a sul do concelho
Caras de tantas ternuras
Alegrias e amarguras
Muitas delas nosso espelho!
Marcou a sua existência
Na bela Rua do Paço.
Antony, sua excelência
Com fotos de referência
Retratou nosso “pedaço”.
Ele pintou quase a pincel
Fotos de história com arte.
Em bocados de papel
Deixou a Penafiel
Quadros por toda a parte!
SABIA QUE...
Sabia que antes desta francesice, funcionaram outras lojas insignificantes, que tão depressa abriam como passado alguns meses fechavam, existiu durante décadas aqui uma mercearia chamada MARTINS. Este local que fica na esquina da Rua do Paço, era um ponto de referência ao dizermos "esquina do Martins". O seu proprietário era conhecido por ser rico e parecer pobre, tão mal vestido andava...
quarta-feira, 2 de março de 2011
CAVACO SILVA...
"Cavaco toma posse quarta-feira, dia 9, mas antes visita navios"
Este senhor por acaso não poderia ficar a ver navios?
Era sorte demais para o país...
Este senhor por acaso não poderia ficar a ver navios?
Era sorte demais para o país...
PENAFIDELÊNCIAS - Futebolista António Oliveira
Chama-se António Oliveira
Antigamente o “Vilaça”.
Começou sua carreira
C´umas bolas de trapeira
Na rua, quelho ou praça!
Seu jeito pró futebol
Nesta terra não cabia.
Procurou lugar ao sol
No Porto ele fez escol
Abriu-se a porta à magia.
Era na relva um esplendor
E o estádio levantava
Quando a bola com primor
Chutada com tal vigor
O “véu da noiva” beijava!
Em Penafiel jogou
´Té chegou a presidente.
Meio mundo motivou
Outro meio apaixonou
Esta estrela refulgente!
Virtuoso jogador
Na selecção nacional.
Talentoso treinador
Grande seleccionador
Das cores de Portugal!
PENAFIDELÊNCIAS - António Ferreira Gomes ex-Bispo do Porto
Foi nas fraldas da cidade
Milhundos, a freguesia
Que esta personalidade
Quis estudar p´ra ser padre
Junto ao Cavalum nascia!
Foi jornalista escritor
Este “G. Penafiel”
Pseudónimo de autor
Com obras de mui valor
Publicou muito “papel”!
Este ilustre cidadão
António Ferreira Gomes
Que mais tarde teve o Dom
De cumprir uma missão
Honrando ele assim bons nomes:
Da sua terra natal
O do Porto que o bispou
Até o de Portugal
Quando Salazar o tal
Que p´ra longe o deportou!
Regressado a Portugal
Voltou a Bispo do Porto
A doutrina social
Retomou bem afinal
Neste país meio morto!
terça-feira, 1 de março de 2011
SABIA QUE...
Neste local, onde actualmente funciona a Telecom de Penafiel, esteve aberta à população penafidelense uma tasca de nome "SOBREIRA". Uma referência na nossa terra. Um paradeiro para os amantes dos "comes e bebes", mas também para quem gostava de ouvir cantar o fado. De vez em quando havia de facto belas sessões da chamada "canção nacional".
domingo, 27 de fevereiro de 2011
SABIA QUE...
Que neste edifício já degradado, que faz esquina com a rua Direita e Avenida Araújo e Silva no andar de cima, já funcionou a Biblioteca Municipal de Penafiel e que já foi sede da União Desportiva Penafidelense (clube de futebol, ainda antes do FC de Penafiel)?
E que no rés do chão funcionou durante muitos anos a barbearia PIRÓLA?
Se não sabia fica a saber...
OS PACÓVIOS BAIRRISTAS PENAFIDELENSES...
E se de repente, alguém dissesse que bairrismo é um sentimento pacóvio? Enviava-se-lhe um ramo de flores? Um frasco de perfume? Um postal de boas festas? Um mail a aplaudir? Se calhar nada disso. Mas um comentário procurar-se-ia junto de alguém que seja bairrista. De repente julgou-se necessário ter uma pequena conversa sobre a dialéctica “bairrista/pacóvio”.
Foi o que se fez. Fomos ao encontro de alguém que nasceu, cresceu, vive e escreve muito sobre Penafiel.
Sr. Asdrúbal, o senhor é bairrista?
Sou. Gosto muito da minha terra. Amo este pedaço de chão que me viu nascer. Ao ponto de falar dele, escrever sobre ele e de o elevar ao ponto mais alto que puder. Por ser bairrista, é que critico muitas coisas desta minha aldeia, sempre com o objectivo de que as coisas se façam ou mudem na melhor direcção, para satisfação e felicidade de quem cá vive.
Neste mundo globalizado, não acha que o bairrismo, está a ficar fora de moda?
De modo nenhum. É precisamente fulcral, que nesta tentativa de se misturar tudo e todos, que o bairrismo não se perca. Um dia destes vamos acordar e não sabemos que povo somos. Nunca se sabe se amanhã somos espanholeses ou portunhóis. Engraçado que sendo eu bairrista, já não sou muito patriota. O patriotismo remete-nos para um todo que é Portugal e eu da história de Portugal tenho uma visão muito complexa. Acho que o hino nacional e a bandeira portuguesa estão a cair na banalidade muito por causa do futebol. Eu gosto do meu país, porque é nesse país que fica a minha rua, a minha travessa, a minha gente, a minha escola, o meu local de trabalho. O bairrismo é mais local, tem a ver com as nossas raízes, as nossas origens, as nossas vivências. É uma marca que diferencia as populações, sem estarem de costas voltadas umas para as outras. As pessoas, os povos, são diferentes, quantos deles estando separados, se complementam muito bem.
Mas há quem diga que o bairrismo é um sentimento pacóvio…
Eu sei que há. E não só. Também há quem titule uma pessoa que defende os interesses da sua terra, de bairrista paroquial. É só para achincalhar. Já ouvi isso da boca de políticos e de intelectuais de trazer por casa.
Um bairrista é aquilo que eu disse atrás. Um pacóvio é um simplório, um analfabeto que sabendo ler, é um ignorante. Conheci muita gente de ontem e de hoje que foram grandes bairristas e que de pacóvios não tinham nada. Estou a falar de nomes como por exemplo: Abílio Miranda, Albano Morais, Antony, Alberto Pinto, etc., etc.. É só consultar a História de Penafiel, que é a terra deles
Na sua terra há bairristas?
Há sim senhor. E também há pacóvios. Conheço de facto muitos bairristas, sem serem aqueles que se sentem mais bairristas do que os outros, só porque são sócios do FC de Penafiel. Conheço alguns bairristas que não indo em futebóis, gastam muito do seu tempo, até do seu dinheiro a fazer e a dizer coisas sobre a sua terra, às vezes com custos morais para eles próprios. E conheço pacóvios, que não são bairristas porque não têm que o ser. Ou porque não são de cá, ou sendo de cá naturais, não têm capacidade de sentir as suas origens, nunca sabendo, ou não querendo, detectar o que está bem ou mal na terra que os viu nascer. São assim uma espécie de mania de ir com as outras.
Quer concretizar melhor essas ideias?
Com certeza. Por exemplo, será que eu sou pacóvio quando digo que o Prémio de Poesia Daniel Faria, deveria ter o nome de um poeta penafidelense? Acho que não. Isto nem sequer é bairrismo. Isto é reagir a um erro grave que foi cometido em Penafiel. Aqui não há bairrismo, aqui há um sentimento de injustiça, que todo e qualquer penafidelense pressente. Será que sou pacóvio se eu ficar feliz pelo facto de o nosso Museu Municipal ganhar um prémio nacional de museus? Isto é ser pacóvio? Bairrista ainda aceito, pacóvio, por amor de deus. Será que sou pacóvio ao criticar as “Grandes Escritarias”, quando nesta terra ainda não se fez a mais pequena colectânea de poetas penafidelenses, tanto do passado, como de hoje? Não sou pacóvio, nem sequer bairrista. Sou realista. Estou a chamar a atenção para mais uma injustiça cultural. Outro exemplo: O Justino do Fundo ao “puxar” para Penafiel o Hospital Padre Américo, foi bairrista ou pacóvio? Se há pacóvios em Penafiel, ele não foi de certeza. Bairrista talvez, mas porque sabia o que era melhor para nós, penafidelenses. O nosso actual presidente da Câmara Municipal, ao trazer para Penafiel, a Bracalândia, a Loja do Cidadão, ou o Tribunal Administrativo, foi pacóvio? Não foi. Simplesmente entendeu que eram mais valias para Penafiel. O Coelho Ferreira que só escreve sobre Penafiel é um pacóvio? Não. É alguém que gosta do que faz que é investigar coisas sobre a sua terra.
Então quem são os pacóvios?
Há pacóvios que eu conheço, que sendo simplórios, ignorantes analfabetos, o são, não por culpa própria. São vítimas das sociedades e de alguns perversos sistemas políticos. Eu sei que não há sociedades perfeitas. Há gente simplória em todo o lado. Mas os verdadeiros pacóvios são aqueles que querem fazer dos outros, tudo isso e mais alguma coisa. Esses é que são os pacóvios. São esses que, julgando-se muito eruditos, muito cultos, muito Mozarts, muito Bachs, muito Chopins, muito Prousts, grandes camonianos, grandes pessoanos, não passam de seres que vegetam por aí à procura dos holofotes.
Está a falar de alguém em particular?
Estou a falar de pessoas que se calhar nem sequer são de Penafiel. Serão pessoas cultas. Enchem páginas de jornais de coisas eruditas que praticamente ninguém lê. Nunca falam de Penafiel. Só pensam em cultura num patamar superior, para que fiquem a falar sozinhos. Falam de grandes livros, de grandes obras, de grandes escritores. Exultam com a “Escritaria” e o Prémio Daniel Faria e se calhar desconhecem a maioria dos poetas de Penafiel. Nunca mexeram uma “palheira” no sentido de sensibilizar quem tem dinheiro e poder nesta terra, para que, por exemplo, se edite, pelo menos, a tal colectânea de poetas da nossa terra, de que falei atrás e que está por fazer. Tenho a certeza que eles desconhecem qual o poeta penafidelense que escreveu o lindíssimo poema “ As minhas três amantes”, ou o autor das belíssimas “Palavras Mansas”. Mais, eles não estiveram presentes no maior recital de poesia que se realizou em Penafiel, há três ou quatro anos. Não têm sensibilidade nem cultura para isso.
Quer concluir?
Concluo, dizendo que lamento que nesta terra haja pessoas, que andam para aí de nariz empinado julgando-se mais cultos que toda a gente, quando não passam de pacóvios como eu, por exemplo, não sendo eles bairristas…
Esta entrevista, é pura ficção, mas parte de um "mimo" proferido e publicado no jornal "O Penafidelense", pelo articulista Alfredo de Sousa ao dizer que "o bairrismo é um sentimento pacóvio". Esta "entrevista" foi rejeitada para publicação, pelas redacções dos jornais "municipais" "Notícias de Penafiel" e "O Penafidelense"...
Foi o que se fez. Fomos ao encontro de alguém que nasceu, cresceu, vive e escreve muito sobre Penafiel.
Sr. Asdrúbal, o senhor é bairrista?
Sou. Gosto muito da minha terra. Amo este pedaço de chão que me viu nascer. Ao ponto de falar dele, escrever sobre ele e de o elevar ao ponto mais alto que puder. Por ser bairrista, é que critico muitas coisas desta minha aldeia, sempre com o objectivo de que as coisas se façam ou mudem na melhor direcção, para satisfação e felicidade de quem cá vive.
Neste mundo globalizado, não acha que o bairrismo, está a ficar fora de moda?
De modo nenhum. É precisamente fulcral, que nesta tentativa de se misturar tudo e todos, que o bairrismo não se perca. Um dia destes vamos acordar e não sabemos que povo somos. Nunca se sabe se amanhã somos espanholeses ou portunhóis. Engraçado que sendo eu bairrista, já não sou muito patriota. O patriotismo remete-nos para um todo que é Portugal e eu da história de Portugal tenho uma visão muito complexa. Acho que o hino nacional e a bandeira portuguesa estão a cair na banalidade muito por causa do futebol. Eu gosto do meu país, porque é nesse país que fica a minha rua, a minha travessa, a minha gente, a minha escola, o meu local de trabalho. O bairrismo é mais local, tem a ver com as nossas raízes, as nossas origens, as nossas vivências. É uma marca que diferencia as populações, sem estarem de costas voltadas umas para as outras. As pessoas, os povos, são diferentes, quantos deles estando separados, se complementam muito bem.
Mas há quem diga que o bairrismo é um sentimento pacóvio…
Eu sei que há. E não só. Também há quem titule uma pessoa que defende os interesses da sua terra, de bairrista paroquial. É só para achincalhar. Já ouvi isso da boca de políticos e de intelectuais de trazer por casa.
Um bairrista é aquilo que eu disse atrás. Um pacóvio é um simplório, um analfabeto que sabendo ler, é um ignorante. Conheci muita gente de ontem e de hoje que foram grandes bairristas e que de pacóvios não tinham nada. Estou a falar de nomes como por exemplo: Abílio Miranda, Albano Morais, Antony, Alberto Pinto, etc., etc.. É só consultar a História de Penafiel, que é a terra deles
Na sua terra há bairristas?
Há sim senhor. E também há pacóvios. Conheço de facto muitos bairristas, sem serem aqueles que se sentem mais bairristas do que os outros, só porque são sócios do FC de Penafiel. Conheço alguns bairristas que não indo em futebóis, gastam muito do seu tempo, até do seu dinheiro a fazer e a dizer coisas sobre a sua terra, às vezes com custos morais para eles próprios. E conheço pacóvios, que não são bairristas porque não têm que o ser. Ou porque não são de cá, ou sendo de cá naturais, não têm capacidade de sentir as suas origens, nunca sabendo, ou não querendo, detectar o que está bem ou mal na terra que os viu nascer. São assim uma espécie de mania de ir com as outras.
Quer concretizar melhor essas ideias?
Com certeza. Por exemplo, será que eu sou pacóvio quando digo que o Prémio de Poesia Daniel Faria, deveria ter o nome de um poeta penafidelense? Acho que não. Isto nem sequer é bairrismo. Isto é reagir a um erro grave que foi cometido em Penafiel. Aqui não há bairrismo, aqui há um sentimento de injustiça, que todo e qualquer penafidelense pressente. Será que sou pacóvio se eu ficar feliz pelo facto de o nosso Museu Municipal ganhar um prémio nacional de museus? Isto é ser pacóvio? Bairrista ainda aceito, pacóvio, por amor de deus. Será que sou pacóvio ao criticar as “Grandes Escritarias”, quando nesta terra ainda não se fez a mais pequena colectânea de poetas penafidelenses, tanto do passado, como de hoje? Não sou pacóvio, nem sequer bairrista. Sou realista. Estou a chamar a atenção para mais uma injustiça cultural. Outro exemplo: O Justino do Fundo ao “puxar” para Penafiel o Hospital Padre Américo, foi bairrista ou pacóvio? Se há pacóvios em Penafiel, ele não foi de certeza. Bairrista talvez, mas porque sabia o que era melhor para nós, penafidelenses. O nosso actual presidente da Câmara Municipal, ao trazer para Penafiel, a Bracalândia, a Loja do Cidadão, ou o Tribunal Administrativo, foi pacóvio? Não foi. Simplesmente entendeu que eram mais valias para Penafiel. O Coelho Ferreira que só escreve sobre Penafiel é um pacóvio? Não. É alguém que gosta do que faz que é investigar coisas sobre a sua terra.
Então quem são os pacóvios?
Há pacóvios que eu conheço, que sendo simplórios, ignorantes analfabetos, o são, não por culpa própria. São vítimas das sociedades e de alguns perversos sistemas políticos. Eu sei que não há sociedades perfeitas. Há gente simplória em todo o lado. Mas os verdadeiros pacóvios são aqueles que querem fazer dos outros, tudo isso e mais alguma coisa. Esses é que são os pacóvios. São esses que, julgando-se muito eruditos, muito cultos, muito Mozarts, muito Bachs, muito Chopins, muito Prousts, grandes camonianos, grandes pessoanos, não passam de seres que vegetam por aí à procura dos holofotes.
Está a falar de alguém em particular?
Estou a falar de pessoas que se calhar nem sequer são de Penafiel. Serão pessoas cultas. Enchem páginas de jornais de coisas eruditas que praticamente ninguém lê. Nunca falam de Penafiel. Só pensam em cultura num patamar superior, para que fiquem a falar sozinhos. Falam de grandes livros, de grandes obras, de grandes escritores. Exultam com a “Escritaria” e o Prémio Daniel Faria e se calhar desconhecem a maioria dos poetas de Penafiel. Nunca mexeram uma “palheira” no sentido de sensibilizar quem tem dinheiro e poder nesta terra, para que, por exemplo, se edite, pelo menos, a tal colectânea de poetas da nossa terra, de que falei atrás e que está por fazer. Tenho a certeza que eles desconhecem qual o poeta penafidelense que escreveu o lindíssimo poema “ As minhas três amantes”, ou o autor das belíssimas “Palavras Mansas”. Mais, eles não estiveram presentes no maior recital de poesia que se realizou em Penafiel, há três ou quatro anos. Não têm sensibilidade nem cultura para isso.
Quer concluir?
Concluo, dizendo que lamento que nesta terra haja pessoas, que andam para aí de nariz empinado julgando-se mais cultos que toda a gente, quando não passam de pacóvios como eu, por exemplo, não sendo eles bairristas…
Esta entrevista, é pura ficção, mas parte de um "mimo" proferido e publicado no jornal "O Penafidelense", pelo articulista Alfredo de Sousa ao dizer que "o bairrismo é um sentimento pacóvio". Esta "entrevista" foi rejeitada para publicação, pelas redacções dos jornais "municipais" "Notícias de Penafiel" e "O Penafidelense"...
O IC-35 e a estrada nacional 106...
Anda a circular em Penafiel, uma petição a favor da construção da IC 35, estrada que vai ligar Entre-os-Rios a Penafiel e vice-versa.
Não me incomoda nada que a construam, assim como não me escandaliza nada que o projecto não vá para a frente. O que me parece é que e petição está fora do tempo politicamente. Esta história já tem muito tempo, mas só agora é que surge “pedição” das assinaturas. Como esta história já leva dez anos, eu não vi esta reivindicação ser feita no tempo em que o PSD foi governo, entre 2002 e 2005, sendo a cor política do presidente da câmara de Penafiel a mesma de Durão Barroso e Santana Lopes, ex-primeiros ministros. Se o actual governo fosse social democrata, estou convencido que Alberto Santos não andava tão agitado.
A estrada nacional 106, pode não ser uma auto-estrada, mas é uma boa via. Se a quantidade de acidentes é grande, é tão grande como a falta de civismo das pessoas que nela transitam. A sinistralidade está na forma como os condutores abordam a estrada. Pensam que é tudo deles.
O país europeu com mais auto-estradas na Europa é Portugal. Quer considerando o critério do número de auto-estradas por número de habitantes, quer considerando o número de auto-estradas por quilómetro quadrado. O país está todo estralhaçado com tanto alcatrão em detrimento de zonas verdes, só porque suas excelências querem chegar mais depressa aos seus destinos. Não é por acaso que não estou de acordo com a construção do TGV. Iria mais pela recuperação de linhas férreas que têm sido abatidas ao longo dos tempos por políticas economicistas.
Não duvido da necessidade das ambulâncias terem de chegar o mais depressa possível aos hospitais, porque estamos a falar de vidas em alto risco. Não duvido que mais e melhores estradas podem significar mais desenvolvimento do país, concretamente no interior escondido e profundo. Mas do que também não duvido é que muitas das reivindicações estradistas são pensadas dentro dos bólides topos de gama dos políticos, nada condizentes com a obrigatoriedade de andar a 50-60 ou70 à hora.
As premissas dessa petição não me convencem muito. Por exemplo a nº 3 diz que “Os concelhos e as freguesias abrangidas poderão ver melhorada, de uma forma considerável a sua condição socioeconómica, estimulando o investimento e consequentemente a criação de emprego, tendo em conta as potencialidades comerciais e industriais que esta via poderá desenvolver, reduzindo os custos das empresas e conseguindo mais investimentos para a região.”
Na minha opinião, se for construída a IC 35, muito do comércio que está instalado ao longo desta 106 poderá desaparecer. Logo pode dar origem precisamente o contrário que o pressuposto prevê, quanto ao emprego. Cafés, restaurantes, “tascas” e outras lojas, seriam as principais vítimas. Há milhares de exemplos por este país abaixo e acima.
A premissa nº 5 diz que “o congestionamento da EN 106, faz com que os seus utilizadores demorem muito tempo para percorrerem pequenas distâncias.”
Srs. condutores, se querem chegar a tempo e horas aos seus empregos saiam de casa mais cedo. Liguem a rádio e oiçam por exemplo, um Mozart, um Lizt, um Chopin e vão ver que chegam aos seus escritórios a horas e menos stressados. Tenham tempo de apreciar a paisagem penafidelense, que é lindíssima. Verdura é formosura. Lembrem-se que a pressa é inimiga da perfeição e mais vale perder um minuto na vida do que ir desta para melhor. Depois quando se pensa numa boa estrada, pensa-se logo que vai dar azo à entrada de gente, que vai beneficiar isto e aquilo, sem se pensar que uma estrada dá para entrar, mas também dá para sair.
Mas o que incomoda mais nesta história é ver o Sr. presidente da câmara municipal de Penafiel muito preocupado com a sinistralidade da EN 106, chegando a fazer chantagem emocional, como recentemente o fez com a morte de uma senhora idosa, nas Termas de S. Vicente, que atravessou a rua e foi atropelada fora de uma passadeira. Parece que quantas mais pessoas morrerem melhor, só para reforçar esta reivindicação da IC 35. Isto para mim é trágico, é obsceno.
Pode haver de facto umas estradas melhores que outras, mas não há estradas perigosas. Há é condutores perigosos e muita gente incivilizada. Todo o mundo sabe que a maioria dos acidentes que se registam no nosso país, se devem ao excesso álcool e às altas velocidades. Também sabemos que há gente que em vez de ter um carro na mão, devia ter era um carro de mão.
Texto publicado na última edição do jornal "Imediato"
SABIA QUE...
Antes desta "chinesice", esta loja era uma das casas de comércio mais famosas de Penafiel? Chamava-se MANUEL AFONSO. Vendia por junto e a retalho e empregava bastante gente. Lembro-me do Sr. Deolindo Simões, do Sr. Silva já falecido, do Lameiras, do Ribeiro, do irmão do autor deste blogue, António Beça Moreira, do Sr. Campos entre outros.
Manuel António Afonso era transmontano, radicou-se nesta cidade e cá viveu muitos anos...
PENAFIDELÊNCIAS - Médico Rocha Melo
Dele disse Eugénio de Andrade:
“Eu gosto de gente assim…”
Disse o poeta a verdade…
Esta personalidade
Tem uma obra sem fim!
Médico, Homem, Amigo
Muito culto e estudioso.
Trazia sempre consigo
Um grande “porto de abrigo”
P´ró doente mais penoso!
Foi o doutor Rocha Melo
Um médico da cabeça.
Exerceu com tanto zelo
Não é possível esquecê-lo
Nem que a memória arrefeça!
E foi num grande hospital
O Santo António do Porto
Que este médico mental
Curou tanto, tanto mal
Dando vida a muito “morto”!
Era um doutor portuense
Grã neurocirurgião
A todo o mundo ele pertence
Sendo penafidelense
De origem e coração!
“Eu gosto de gente assim…”
Disse o poeta a verdade…
Esta personalidade
Tem uma obra sem fim!
Médico, Homem, Amigo
Muito culto e estudioso.
Trazia sempre consigo
Um grande “porto de abrigo”
P´ró doente mais penoso!
Foi o doutor Rocha Melo
Um médico da cabeça.
Exerceu com tanto zelo
Não é possível esquecê-lo
Nem que a memória arrefeça!
E foi num grande hospital
O Santo António do Porto
Que este médico mental
Curou tanto, tanto mal
Dando vida a muito “morto”!
Era um doutor portuense
Grã neurocirurgião
A todo o mundo ele pertence
Sendo penafidelense
De origem e coração!
sábado, 26 de fevereiro de 2011
F.C. DE PENAFIEL DE OUTRAS ERAS...
Esta equipa é formada por, de pé: Carneiro, Hernani, Nila, Maioto Viriato (?).
Aninhados: Nelson, Amândio, Silva Pereira, Aparício e Quintino.
Decáda de 60
FC DE PENAFIEL DE OUTRAS ERAS...
Não conheço os jogadores todos. Mas serão de de princípios da década de 60. Está ali p grande capitão Silva Pereira, o António Taco, o Manuel Taco, o Livramento, o Vítor, o Marocas, o guarda redes Manolo, que era espanhol.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
PENAFIDELÊNCIAS - José da Paz
Da família dos “Brandões”
Médico, que aqui nasceu.
Em constantes digressões
Em humanistas missões
Pouco tempo cá viveu!
Em serviço humanitário
Este “médico do mundo”
Da saúde missionário
Sempre como voluntário
Fez um trabalho fecundo!
No seu próprio avião
Foi “médico voador”.
Levou à população
Saúde em medicação
Para acalmar muita dor.
Uma vez, foi desterrado
P´rá Ilha de Moçambique
Por ter ele denunciado
Tanto povo massacrado
No tempo de um tal cacique!
Se ele foi condecorado
Não foi por ser mau rapaz.
Foi por estar sempre do lado
Do mais pobre adoentado.
Chama-se ele José da Paz!
MUSEU MUNICIPAL DE PENAFIEL...
Esta foto é de uma revista municipal de 1999. Mostra a apresentação da maquete do futuro Museu Municipal de Penafiel. Reconhecem-se: Manuel Maria Carrilho, ministro da Cultura; Agostinho Gonçalves presidente da Câmara; Emídio Alves vereador do PSD e Fenando Távora, o autor do projecto.
Nessa altura o PSD de Alberto Santos era contra a construção do futuro melhor museu português.
Sabia, Sr. Tiago Daniel Lopes, do blogue Riquezas e Tradições de Penafiel? Sabia Paula Mota, assistente do blogue dos andores e procissões?
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
VIVA ZECA AFONSO...
Faz hoje 24 anos que o Zeca nos deixou. 23 de Fevereiro de 1987, foi um dia negro para a música e para a poesia. Algo me diz que este cantor compositor hoje faz falta para avisar a malta.
Falo daqui, para o meu amigo Fernando Oliveira, para nos lembrar daquela grande festa de solidariedade para com o autor do "Venham Mais Cinco", que fomos ver em Viana do Castelo. Muita gente da música (da verdadeira música) esteve presente: Trovante, Vitorino, Francisco Fanhais, Sérgio Godinho, Janita Salomé, entre muitos outros de muita classse...
Por isso VIVA ZECA AFONSO...
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
PENAFIDELÊNCIAS - Agricultor Rodrigo Leitão
Natural de Recesinhos
S. Martinho deste chão.
Faz poemas p´los caminhos
Por estes vales maninhos.
Ele é Rodrigo Leitão!
Homem de vasta cultura
E grande sabedoria
Faz da sua agricultura
A sua literatura
Em resmas de poesia!
Amante da natureza.
- Água, terra, sol e vento –
Na sua maior pureza
Faz dela sua riqueza
E seu maior linimento!
É na área dos sonetos
Onde se sente à vontade.
Duas quadras, dois tercetos
Ele burila seus versetos
Desde a sua mocidade!
Ele evoca seus amores
De um passado algo distante
Não se esquece dos odores
Dessas tantas, tantas flores
Que recorda a cada instante!
S. Martinho deste chão.
Faz poemas p´los caminhos
Por estes vales maninhos.
Ele é Rodrigo Leitão!
Homem de vasta cultura
E grande sabedoria
Faz da sua agricultura
A sua literatura
Em resmas de poesia!
Amante da natureza.
- Água, terra, sol e vento –
Na sua maior pureza
Faz dela sua riqueza
E seu maior linimento!
É na área dos sonetos
Onde se sente à vontade.
Duas quadras, dois tercetos
Ele burila seus versetos
Desde a sua mocidade!
Ele evoca seus amores
De um passado algo distante
Não se esquece dos odores
Dessas tantas, tantas flores
Que recorda a cada instante!
PENAFIDELÊNCIAS - Político Barbosa de Melo
Licenciado em Direito
Foi professor catedrático
P´rá política levou jeito
A um Partido deu o peito
O Popular Democrático!
Na vida profissional
Deu especial atenção
À administração central
Também ao poder local
E sua emancipação!
Presidente da Assembleia
Da República Portuguesa
Foi o canto da sereia
Neste cidadão de aldeia
Lagares sua princesa!
Voltou a ser presidente
Na sua terra natal
De uma assembleia dif´rente
Esta deputadamente
De cariz municipal!
Foi a sua dimensão
Devidamente inspirada
Num universal padrão:
Liberdade de expressão
Que em Abril foi retomada!
PENAFIDELÊNCIAS - Poeta Joaquim Araújo
No Café Bar ele nasceu.
O nosso maior poeta
Pouco tempo lá viveu.
Bem cedo desapar´ceu
Est ´alma sempre inquieta!
Ele é o Joaquim de Araújo
Cedo escreveu poesia
Era um dos poetas, cujo
Papel só deixava sujo
Se o poema não saía!
Escreveu “Um Verso a Camões”
“Piratagem”, “Romanceiro”.
Imensas publicações
De pequenas dimensões
Com o seu próprio dinheiro!
Foi director de revistas
Nosso Cônsul no estrangeiro
Privou com muitos artistas
Divulgou nossos letristas
Este poeta albardeiro!
Seu espólio está em Veneza.
Muito e valioso papel.
Deverá ser com certeza
De uma tão grande riqueza…
Faz falta a Penafiel!
PENAFIDELÊNCIAS - Poeta José Júlio
José Júlio, o comandante
Dos bombeiros da cidade
Dos bombeiros da cidade
Foi um poeta brilhante
De uma escrita rutilante
Tal a musicalidade!
“Arrifana Alegre e Linda”
Foi ele que escreveu um dia.
Hoje cantamos ainda
Essa estrofe tão avinda
Já que é um hino à poesia!
Amava a sua cidade
Mas as mulheres muito mais.
Musas da carnalidade
Natural leviandade
Nos amores marginais!
Ele usava um pseudónimo
Bonito, “David Airada”,
Que fazia dele anónimo
Na verdade era sinónino
Da vida por ele levada!
Ele nasceu em Louredo
Nos subúrbios da cidade.
Rabiscou muito folhedo
Viveu, morreu no folguedo
Hoje “mora” na Saudade.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
PENAFIDELÊNCIAS - Abílio Miranda
Arqueólogo notável
Das “pedras” estudioso.
Um jornalista indomável
Etnógrafo incansável
Um escritor talentoso!
Um grande investigador
Pela cultura fez guerra.
E foi como vereador
O grande organizador
Da Biblioteca da terra.
Ele criou uma revista:
PENHAFIDÉLIS, que tem
Os textos deste cronista
Uma obra de bairrista
Maior do que muito alguém!
Muitas vezes incompreendido
P´las mais variadas razões.
Sendo mesmo perseguido
Ignorado e demitido
De algumas nobres funções!
Quem era este cidadão
De cultura e cara branda?
Era um senhor de paixão
Por esta terra, este chão
De nome Abílio Miranda!
PENAFIDELÊNCIAS
A partir de hoje vou deixar aqui algumas "penafidelências". No género de quintilha, vou falar de nomes de penafidelenses que fizeram história nesta terra e ou neste país, como foram os casos de: Abílio Miranda, Albano Morais, António Oliveira, Padre Américo, Visconde de Oliveira, Fernanda Ribeiro, D. António Ferreira Gomes, José do Telhado, Alberto Pinto, José Júlio, Rodrigo Leitão, Barbosa de Melo, Cunha Rodrigues, José da Paz, etc, etc.
Este trabalho é o quarto livro de uma série "Colecção Opúsculo" que começou a ser editada em 2009.
Este trabalho é o quarto livro de uma série "Colecção Opúsculo" que começou a ser editada em 2009.
TOURADAS...
Esta semana em dois artigos no Jornal de Notícias, Manuel António Pina, notável escritor e grande poeta, falou das touradas, concretamente de uma que se realizou este mês em Vinhais. Ele como defensor dos direitos dos animais, condenou esta aberração que os humanos ainda vão praticando.
Porém, um leitor escreveu-lhe dizendo em abono da tourada, que grandes nomes da cultura, como Hemingway e Picasso gostavam deste espectáculo. Manuel António Pina respondeu no jornal mais ou menos assim: "Picasso, juntamente com as touradas, teve outra devoção, não menos sangrenta, Estaline. Hemingway partilhou com Hitler, além do desprezo pelas mulheres, o gosto pela carnificina de judeus."
Isto para dizer o quê? Para dizer que há pessoas de cultura que são capazes de se divertir com o sofrimento e agonia dos animais, neste caso dos touros nas arenas.
Isto para dizer o quê? Para dizer que há pessoas de cultura que são capazes de se divertir com o sofrimento e agonia dos animais, neste caso dos touros nas arenas.
Mas nós penafidelenses não precisamos de ir tão longe buscar esses exemplos. Nós temos por cá, por Penafiel, exemplos desses. Temos o escritor Alberto Santos, presidente da câmara municipal desta terra. Um homem de cultura que já escreveu dois livros e também gosta de touradas. Também aprecia o sofrimento dos animais nas arenas.
Ou não foi verdade que em 2002 e 2003 ele trouxe esse espectáculo hediondo, dantesco, criminoso, degradante, desumano a Penafiel, para mentecaptos verem?
Como diz o meu amigo Pina, o facto desta gente apreciar touradas, desabona a favor deles e não abona a favor das touradas.
Paula Mota, este bloguezeco, lembrou-se de falar destas coisas, com o seu presidente no meio. Veja lá... que azar o seu, eu não falar de andores e procissões...
Como diz o meu amigo Pina, o facto desta gente apreciar touradas, desabona a favor deles e não abona a favor das touradas.
Paula Mota, este bloguezeco, lembrou-se de falar destas coisas, com o seu presidente no meio. Veja lá... que azar o seu, eu não falar de andores e procissões...
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
O RIO DA MINHA ALDEIA...
Ó Zé, eu não te disse que ias passar a ser um heterónimo meu?
Eu sou Fernando e sou pessoa, mas não sou Fernando Pessoa. Nem poeta eu sou. Tomara eu...
A Paula não sabe nada destas coisas. É areia demais para a Mota dela...
Zé não te metas nestas coisas... Aquela gente é mais "perigosa"
que o rio da minha aldeia, que me faz pensar em nada...
Eu sou Fernando e sou pessoa, mas não sou Fernando Pessoa. Nem poeta eu sou. Tomara eu...
A Paula não sabe nada destas coisas. É areia demais para a Mota dela...
Zé não te metas nestas coisas... Aquela gente é mais "perigosa"
que o rio da minha aldeia, que me faz pensar em nada...
PORTUGAL ESTRELADO...
Ainda dizem que somos o Portugal dos Pequeninos.
Este é o país das Estrelas e dinheiro no bolso delas.
Primeira Página
do "Correio da Manhã
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
NOTAS PENAFIDELENSES...
A primeira nota é sobre mobilidade e acessibilidade em Penafiel. Nesta matéria acho que se anda a falar muito e a concretizar pouco. Que o diga o Sr. Joaquim de idade avançada, que foi parar ao hospital, por obra e graça desgraçada, da falta de acessibilidade mesmo aos pés do edifício da Câmara Municipal, não sem antes ter deixado no chão as marcas a vermelho resultantes do tombo que deu.
Julgo que a mobilidade está por fazer. O que se tem feito é livros, conferências, reuniões, balanços, entrevistas, reportagens e sofás na praça pública, ou seja a festa do costume. Entretanto as bandeiras de prata, de ouro, continuam a acariciar o rosto do Egas Moniz. Um dia destes vamos ser contemplados com uma bandeira de platina, por estarmos na vanguarda, por sermos pioneiros, por estarmos em primeiro em tudo e mais alguma coisa.
A segunda nota vai para os cortes financeiros que a autarquia vai fazer. Estou de acordo com os cortes no futebol. Estou admirado o senhor presidente Alberto Santos ir por aí, uma vez que considera o FC de Penafiel, como o nosso maior embaixador. Na minha opinião o clube penafidelense tem de viver à sua custa e não com dinheiros públicos. Cinco mil contos por mês é uma fortuna.
Porém, já não estou de acordo que se acabe com os concertos da Orquestra do Norte, porque a música é uma das maiores alavancas de desenvolvimento intelectual dos povos. Estou de acordo com o fim da Rota da Lampreia. E aplaudiria o fim da “Escritaria”, que não passa de um gasto supérfluo. Isto de homenagear homenageados e consagrados escritores, não é para municípios pequenos carentes das coisas mais básicas.
Não sei o que aconteceu ao Prémio de Poesia Daniel Faria. Também não faria mal nenhum se acabasse de uma vez. Não cumpriu os objectivos a que se propunha. Estes dinheiros que se poupariam já dariam para, por exemplo, mandar restaurar dezenas de livros da Biblioteca, que não foram, ou não vão para restauro, por falta de verba.
A terceira nota vai para a empresa municipal “Penafiel Verde”. A sua excelentíssima administração, vai aumentar a receita referente ao consumo de água, subindo as várias taxas que as facturas contêm. Com os cortes salariais, com o congelamento de pensões e reformas, com a subida do IVA, que o novo Orçamento de Estado impõe, sabe-se que muita gente já está a passar pior a partir do mês de Janeiro. E essa muita gente é consumidora de água. Parece-me que a “Penafiel Verde” não vê isso. Parece-me que esta empresa municipal que gere a água e o saneamento necessita de dinheiro, é para patrocinar o futebol profissional da terra. Já agora, Sr. Presidente Mário Magalhães, diga à gente quanto custa essa publicidade nas camisolas do FCP. Dinheiro dos consumidores penafidelenses que não foram tidos nem achados sobre semelhante “investimento”.
A quarta nota vai para a degradação urbanística que está a minar a cidade de Penafiel. Há muitos prédios em vias de ruir. Se a Câmara não virar a bússola para essa feiosidade e calamidade, não há planos estratégicos que resistam. Todo e qualquer projecto urbanístico que se queira implementar, é o mesmo que começar a construir casas pelo telhado. Que nos interessa termos um belo e novo Museu, um Infacts também novo, se a cidade de Penafiel está a cair aos bocados?
A quinta e última nota é sobre a petição popular que vai circular em Penafiel, a propósito da IC 35. Eu não assino essa petição, embora reconheça que a Câmara Municipal tem razão. Do que duvido é da postura do Sr. presidente da câmara. Se o governo central fosse da cor do executivo camarário, se calhar não haveria petição nenhuma. Se calhar Alberto Santos esperava para ver…
Texto publicado na última edição do jornal "Imediato"
sábado, 12 de fevereiro de 2011
CINE-TEATRO S. MARTINHO...
Esta foto é histórica. Remonta a 1997/98. O local é o antigo Cine-Teatro S. Martinho. Na imagem vê-se o ministro da cultura, Manuel Maria Carrilho, o presidente da Câmara Agostinho Gonçalves, Emídio Alves, vereador (?) do PSD, o presidente da Junta de Freguesia de Penafiel, Joaquim Nunes e dois jornalistas.
Esta foto é histórica porque vem mostrar que afinal o PS de Penafiel, quando estava na Câmara Municipal, pelo menos tentou fazer alguma coisa pela recuperação do nosso Cinema.
Segundo fonte segura, a recuperação do Cine-Teatro não foi para a frente, porque entretanto, o ministro demitiu-se por incompatibilidade com o primeiro-ministro António Guterres.
Pelo que li posteriormente, Carrilho foi-se embora porque Guterres não tinha a verba que ele pretendia para recuperar bibliotecas e Cine-Teatros deste país. Não nos devemos esquecer que em Portugal foram recuperados muitíssimos Cinemas do mesmo tempo que o nosso.
Quem nunca deu um passo em favor da construção do Cine-Teatro, foi Alberto Santos e a sua coligação "Penafiel Quer". As suas prioridades eram outras, tais como passagens de modelos, imagem, muita imagem, muito marketing, passeatas, mais passeatas, touradas, almoços e jantares à bordaleza.
Enfim, era a sua forma de "Sentir Penafiel"...
Esta foto é histórica porque vem mostrar que afinal o PS de Penafiel, quando estava na Câmara Municipal, pelo menos tentou fazer alguma coisa pela recuperação do nosso Cinema.
Segundo fonte segura, a recuperação do Cine-Teatro não foi para a frente, porque entretanto, o ministro demitiu-se por incompatibilidade com o primeiro-ministro António Guterres.
Pelo que li posteriormente, Carrilho foi-se embora porque Guterres não tinha a verba que ele pretendia para recuperar bibliotecas e Cine-Teatros deste país. Não nos devemos esquecer que em Portugal foram recuperados muitíssimos Cinemas do mesmo tempo que o nosso.
Quem nunca deu um passo em favor da construção do Cine-Teatro, foi Alberto Santos e a sua coligação "Penafiel Quer". As suas prioridades eram outras, tais como passagens de modelos, imagem, muita imagem, muito marketing, passeatas, mais passeatas, touradas, almoços e jantares à bordaleza.
Enfim, era a sua forma de "Sentir Penafiel"...
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
OS COMEDORES DE DINHEIRO...
Sempre os mesmos comedores e fracos trabalhadores:
Médicos, catedráticos, procuradores e juizes...
Médicos, catedráticos, procuradores e juizes...
Primeira página do "Jornal de Notícisas"
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