Eis aqui algo que eu não subscrevo. Alberto Santos pode ter todas as razões de andar indignado com o governo central sobre a construção desta via. Mas tenho sérias dúvidas, que, se o governo fosse da cor do executivo camarário penafidelense, se haveria petição alguma. Vejo aqui muita politiquice.
Depois também tenho muitas dúvidas sobre a urgência desta estrada.
Fala-se muito da sinistralidade da estrada existente que liga Entre-os-Rios a Penafiel. Toda a gente sabe, que a maioria dos acidentes que ocorrem em qualquer via neste país se deve à forma como os condutores abordam a estrada. Pensam que é tudo deles...
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
TRISTEZAS E PRESUNÇÕES
No blogue "Tristezas e Presunções de Penafiel", um tal Rodrigo apareceu a dizer que eu sou socialista ferrenho. Mais. Diz que me conhece há muitos anos. Até parece que ser socialista é crime. Era o que faltava. Foda-se...
Se o Rodrigo me conhecesse há muito tempo saberia que não sou socialista coisa nenhuma. O que eu sou é um "comuna" inveterado, sem cura possível.
Esta gente que vai aparecendo a dar vivas ao dito blogue, mal se identifica. Comigo não é assim. Eu sou como o Cavaco Silva, quando diz: os portugueses conhecem-me. E eu digo: os penafidelenses conhecem-me. E quem me conhece sabe de onde vim, onde estou, e para onde quero ir...
Rodrigo, você é socialista, olhe que nesse blogue, não aceitam gente dessa estirpe. Aí, é só cavaquistas e albertosantistas, por isso não deve saber o chão que pisa...
Rodrigo só conheço um: o fadista e mais nenhum. E canta assim: Ai cais do Sodré / Ai cais do Sodré. Canta bem com ó c...
Ó Tiago, os seus amigos do blogue fazem-me rir pra caraças. Pelo menos fico bem disposto, melhor, só quando o FC do Porto ganha e o Benfica perde.
Apesar de tudo, um abraço a todos. Menos para uma senhora muito mal educada de nome Paula Mota. Essa amiga não bebeu chã quando era pequena. Nem ela nem o Cavaco, que bem me lixou ao ganhar as eleições com a grande perecentagem de 23 por centos dos eleitores...
Se o Rodrigo me conhecesse há muito tempo saberia que não sou socialista coisa nenhuma. O que eu sou é um "comuna" inveterado, sem cura possível.
Esta gente que vai aparecendo a dar vivas ao dito blogue, mal se identifica. Comigo não é assim. Eu sou como o Cavaco Silva, quando diz: os portugueses conhecem-me. E eu digo: os penafidelenses conhecem-me. E quem me conhece sabe de onde vim, onde estou, e para onde quero ir...
Rodrigo, você é socialista, olhe que nesse blogue, não aceitam gente dessa estirpe. Aí, é só cavaquistas e albertosantistas, por isso não deve saber o chão que pisa...
Rodrigo só conheço um: o fadista e mais nenhum. E canta assim: Ai cais do Sodré / Ai cais do Sodré. Canta bem com ó c...
Ó Tiago, os seus amigos do blogue fazem-me rir pra caraças. Pelo menos fico bem disposto, melhor, só quando o FC do Porto ganha e o Benfica perde.
Apesar de tudo, um abraço a todos. Menos para uma senhora muito mal educada de nome Paula Mota. Essa amiga não bebeu chã quando era pequena. Nem ela nem o Cavaco, que bem me lixou ao ganhar as eleições com a grande perecentagem de 23 por centos dos eleitores...
sábado, 29 de janeiro de 2011
UM V DE VINGANÇA...
Ele se fosse um exemplo de honestidade, prescindia das suas reformas no valor de dez mil euros mensais, e não caía no ridículo de ser um presidente não remunerado.
Afinal ele sabe fazer contas. Porque dez mil euros sempre são mais que os 6 523 euros que é o vencimento de presidente da república.
Um dia destes ainda o vamos ouvir dizer que não ganha nada em ser presidente da república, e que está ali por amor à camisola.
Ele não ganha nada de facto porque não podia acumular. Só a lei é que o obrigou, porque por vontade dele, ele acumularia tudo e mais qualquer coisa. Ele por dinheiro é como as moscas por...
Vejam como ele comprou as acções do BPN?
Lembram-se - é que já foi há cerca de quinze dias e as pessoas têm a memória curta - de Cavaco durante a campanha eleitoral dizer que a mulher dele tinha uma reforma de apenas 800 euros para quem trabalhou toda a vida. Pois, o que ele não disse é que Maria Cavaco, só trabalhou durante catorze anos.
Lembram-se de ele dizer que foi o autor do décimo quarto mês para os pensionistas. Se calhar até é verdade. Mas fez um lindo serviço, na medida que hoje andam milhares e milhares de reformados com duas e três milionárias chorudas. Ele se fosse um político competente, daria o 14º mês aos pensionistas mais necessitados. Imaginem, um casal de professores, com reformas superiores a 2500 euros a receberem 14 meses? Agora imaginem um casal que trabalhou a vida inteira e que recebem juntos 600 euros. Vejam a democracia de Cavaco e de todos os governantes que pelo poder têm passado.
De uma vez por todas, aquele V não é de vitória. Aquele V é de vingança. Sócrates que se cuide...
NOVO GOVERNO?
Afinal quem é que está a governar este país? Pela notícia do Expresso, estes três marmanjos já estão a afiar os dentes para se banquetearem em futuro governo, que o Sr. Cavaco Silva lhes vai oferecer de bandeja...
Este Bento foi o que veio há dias à televisão defender os salários dos gestores, quando veio à baila, que o vencimento do gestor brasileiro da TAP é superior ao vencimento do presidente dos Estados Unidos e o vencimento de Faria de Oliveira da Caixa Geral de Depósitos, é mais elevado que o da Chanceler da Alemanha, Ângela Merck...
Este Bento foi o que veio há dias à televisão defender os salários dos gestores, quando veio à baila, que o vencimento do gestor brasileiro da TAP é superior ao vencimento do presidente dos Estados Unidos e o vencimento de Faria de Oliveira da Caixa Geral de Depósitos, é mais elevado que o da Chanceler da Alemanha, Ângela Merck...
Lembram-se do Eduardo Catroga, quando foi ao Estádio das Antas confiscar uma sanita de uma casa de banho? É esta gente que se prepara para assaltar o poder?
Quanto ao Duque, o seu nome diz tudo, é um duque. Se fosse um ás, sempre era de acreditar!
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
A VIDA E OBRA DE CAVACO SILVA (6)
Para terminar esta resenha da vida e obra de Cavaco Silva, aqui se vão deixar mais alguns pequenos apontamentos sobre este grande estadista.
Em 1994, na crise da empresa vidreira Manuel Pereira Roldão, a Marinha Grande assistiu àquela que foi, sem dúvida, a mais grave das situações vividas quando do seu encerramento.
Foram muitos dias de luta, muitos confrontos com a polícia de choque. Em consequência da última intervenção da polícia de choque gerou-se uma enorme onda de solidariedade que abrangeu, não será exagero dizer, toda a população da Marinha Grande, com os comerciantes a fecharem as portas dos seus estabelecimentos; os trabalhadores a paralisarem o trabalho e a virem para a rua protestar.
Nessa carga policial ninguém foi poupado: invasão do Quartel dos Bombeiros Voluntários em perseguição dos populares que lá se refugiaram, bem como a igreja da Marinha Grande, até o Sr. Padre foi agredido. Alguns dias antes já tinha havido uma carga policial, na altura com invasão da Câmara Municipal.
O canal de televisão SIC fez um documentário sobre esta luta e há algum tempo atrás, no programa Perdidos e Achados voltou a passá-lo em horário nobre, para que a memória se mantenha.
Quem não se lembra do célebre "Factor VIII"? Em Fevereiro de 1987, era Cavaco Silva o primeiro-ministro, quando deu entrada em Portugal de uma quantidade de sangue contaminado para a hemodiálise de hemofílicos. Leonor Beleza era então a ministra da saúde coadjuvada por sua mãe neste mesmo ministério. Morreram 23 hemofílicos. Houve crime por negligência, mas nunca ninguém foi responsabilizado.
Quem esquece a carga policial sobre outros polícias, em 21 de Abril de 1989, os "Secos e Molhados"? Imagens degradantes, que correram mundo. Polícias contra polícias. Inacreditável!
Não devemos esquecer os incidentes da Ponte 25 de Abril, em 24 de Junho de 1994, em que um cidadão ficou tetraplégico, motivado por uma bala da polícia de choque comandada por esse grande senhor do BPN, Dias Loureiro.
Mas outras cargas se seguiram, no tempo de Cavaco e Loureiro. Uma sobre os trabalhadores da TAP e outra sobre os estudantes do ensino superior. Bater em tudo o que mexia era o lema de Dias Loureiro na “quinta” de Cavaco Silva.
Em finais da “ditadura” cavaquista, este país, dizia ele, circulava no "pelotão da frente". E tinha razão. Nos quinze países da União Europeia, Portugal ia de facto à frente de todos os outros nos seguintes indicadores de “desenvolvimento”: sida, tuberculose, analfabetismo, concentração de população nas três grandes cidades, mortalidade infantil, sinistralidade nas estradas, com o consequente recorde de mortos.
Foi este homem que 23 por cento dos portugueses, escolheram no dia 23 de Janeiro.
A VIDA E OBRA DE CAVACO SILVA (5)
Foi também durante o consulado cavaquista que a indústria mineira sofreu uma ofensiva sem precedentes. A luta dos trabalhadores mineiros foi longa e dura. O governo e o capital mancomunaram-se e, depois de milhões e milhões atribuídos supostamente para sanar os buracos financeiros e arrancar para novos voos, o que foi ficando semeado pelo caminho foi trabalhadores no desemprego e minas fechadas com as galerias abertas. Pejão, Panasqueira, Aljustrel, Borralha, Vale das Gatas, Arcozelo, Montesinho, Urgeiriça, Jales, Nelas são nomes que já preenchem o imaginário popular de homens esgotados pelo trabalho penoso, a silicose como recompensa, atirados para o desemprego, para fora das suas próprias casas a que julgavam ter direito. Porque o mercado mundial não garantia os lucros necessários e o Estado não estava disposto a assegurar a extracção do volfrâmio, do cobre, do urânio, do ouro nem que fosse para salvar a face e o bom nome.
O emprego vai, qualquer dia há-de vir. Diz Cavaco. Passou o tempo do emprego garantido. Flexibilidade – precariedade - é a palavra de ordem.
Com efeito, depois da assinatura em 1992 do novo acordo social entre o Governo e o patronato contra a lei da greve com o apoio da UGT, a precariedade passou a ser a situação normal : contratos a prazo e flexibilidade nos despedimentos.
Empresas emblemáticas do ponto de vista industrial e cultural foram liquidadas sem dó nem piedade. A Fábrica Escola Irmãos Stephan na Marinha Grande foi uma delas. Aliás, a luta dos vidreiros da Marinha Grande ao longo dos anos passou por sequestros, ocupações da estação da CP, arrancamento de 200 metros de linha, cortes de estradas, marchas sobre Lisboa, contando sempre ou quase sempre, com as respectivas cargas policiais que culminaram no Outono quente de 1994 com a invasão da própria CM da Marinha Grande pela polícia em perseguição dos trabalhadores.
Na Marinha Grande contra os vidreiros, na luta dos estudantes frente à Assembleia da República e na revolta da ponte 25 de Abril a polícia cavaquista deu sempre bboa conta do prestígio do patrão.
O Luís Miguel Figueiredo ficou hemiplégico por ter apanhado um tiro da polícia no primeiro dia da luta da ponte. Provou-se que o tiro foi disparado pela polícia...mas como os polícias eram muitos e não se sabe qual foi, a culpa morreu solteira e o Luís Miguel até hoje, passados onze anos, não teve direito a uma indemnização.
O mesmo aconteceu com as viúvas dos mortos no afundamento do Bolama. E com as famílias dos hemofílicos assassinados por sangue contaminado. O caso em que a responsável, a ministra Leonor Beleza, viu o processo prescrever e ainda queria que lhe pedissem desculpa pelo incómodo.
Estamos pois na fase do salve-se quem puder.
Continua...
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
DIA DA LIBERTAÇÃO...
27 de Janeiro de 1945, dia da libertação do campo de concentração de Auschwitz.
Para não esquecer...
Para não esquecer...
A VIDA E OBRA DE CAVACO SILVA (4)
Tratou-se de processos cheios de fintas, cambalachos, torcidelas e violações da lei e da Constituição, numa cumplicidade pornográfica entre o grande capital e Cavaco, que lenta mas dolorosamente iam acabando com o emprego e com o tecido industrial, lançando a praga do trabalho precário a seguir à dos salários em atraso.
Mas para estes tinha Cavaco uma solução: os trabalhadores que rescindissem amigavelmente os contratos teriam direito à indemnização e ainda a seis meses de subsídio de desemprego.
Aliás para Cavaco não havia salários em atraso: o que “há é falências em atraso” (sic).
O primeiro período, em 85, de governação em minoria, foi dos mais frutuosos para a direita. Foi aí que Cavaco lançou as bases do que iria ser a sua governação até 1995. Ainda sem maioria absoluta mas contando com um discreto apoio do PRD até 1987.
A fé de Cavaco era alimentada por uma conjuntura internacional favorável (baixa do dólar, das taxas de juro e dos preços do petróleo) e pelo maná dos fundos comunitários que chegou a ser de um milhão de contos por dia, grosso modo. Traduzia-se no apoio do governo aos capitalistas que lançaram os trabalhadores no desemprego, pagaram salários competitivos (mais baixos que no 3º mundo) que disfarçavam os despedimentos colectivos atirando milhares de trabalhadores para a inactividade dentro das empresas, em processos de chantagem e de uma violência moral inaudita, enfraquecendo energias a fim de impor a rescisão “voluntária”, enquanto eram alugados, à hora, trabalhadores de empreitada sem direitos.
Foi tal fé que inspirou a grande ofensiva para privatização dos sectores fundamentais da economia: agricultura, pescas, indústria, transportes.
Os grandes industriais, entretanto, iam preparando a passagem com armas e bagagens para o sector financeiro e imobiliário.
Continua...
A VIDA E OBRA DE CAVACO SILVA (3)
O eleito da Figueira iria acabar com o Bloco Central enquanto aliança governativa. E a sua vitória nas legislativas de 1985 de novo esperava pela eleição de um presidente que desse corpo ao desígnio carneirista. Porém a derrota de Freitas do Amaral deixou Cavaco sem presidente mas com apoio oportuno do PRD .
Diga-se, em abono da verdade, que o anterior governo do Bloco Central dirigido por Mário Soares lhe abrira um largo e bem asfaltado caminho. Assim, a Cavaco bastou-lhe ressuscitar a proposta de lei dos despedimentos do Bloco Central em que tudo passou a ser motivo de despedimento com justa causa: inadequação à evolução tecnológica, necessidade de extinção do posto de trabalho, pois claro, e motivos económicos, tecnológicos e estruturais de mercado. Ou seja, quando o patrão quiser.
A reprivatização, ainda ao arrepio da Constituição, do sector nacionalizado, nomeadamente os sectores básicos da economia, foi também inspirada numa proposta governamental do Bloco Central que argumentava, nomeadamente, ser “um contra senso a absolutização da irreversibilidade das nacionalizações” pois não permitiria a introdução de novas tecnologias ou a alienação de alguns equipamentos!...
Ninguém como Cavaco Silva foi tão activo ao serviço dos velhos interesses monopolistas. Ele foi, dentro da inspiração neoliberal, o seu homem de mão mais eficaz.
A reestruturação dos impérios financeiros, numa primeira fase mascarados de industriais, veio articulada com o ataque à indústria pesada metalomecânica.
A grande crise do distrito de Setúbal resultante do ataque concertado à produção da Lisnave, Setenave, Quimigal, Siderurgia, teve origem na política já traçada desde o início dos anos oitenta, mas Cavaco Silva deu-lhe o impulso decisivo. Nos finais de 1994 todo o processo de liquidção da Lisnave – o mais emblemático - com o despedimento final de mais 4 mil trabalhadores chegava ao fim, abrindo espaço à especulação imobiliária e conduzindo à morte da indústria de construção naval em larga escala.
A Siderurgia Nacional foi divida em três partes e vendida ao desbarato A SN/Empresa de Serviços ficou nas mãos do então IPE,hoje Parapública, para resolver o problema do despedimento de centenas de trabalhadores.
O ataque à Sorefame, como todos os ataques cavaquistas em forma, começa com grandes investimentos sem sentido e sem consequência na produção de material necessário aos caminhos de ferro, passando-se a alugar material de circulação a Espanha! O objectivo, nunca confessado mas alcançado, era o de dar liberdade de acção, sem concorrência, ao negócio das rodoviárias privadas, através do fecho de estações e apeadeiros e mesmo de linhas dos Caminhos de Ferro.
Continua...
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
A VIDA E OBRA DE CAVACO SILVA (2)
O projecto de Soares Carneiro era apresentado como “Reencontro histórico com Portugal para repensar o seu futuro”. E esse reencontro histórico passava pela tentativa de revogar, por referendo, o texto fundamental do 25 de Abril, a Constituição. Um plebiscito contra a Constituição.
Na altura, em Outubro de 1980, o deputado da ASDI Jorge Miranda dizia, a propósito da questão: “ A democracia constrói-se através da democracia. A democracia é acima de tudo uma atitude moral”.
Cavaco achava, já nesse tempo, que não. Achava, como hoje, que a democracia se constrói na libertinagem do mercado que a Constituição entravava.
Preparando o golpe, a AD lançou um forte ataque à liberdade de informação, impedindo os Conselhos de Redacção de funcionar, chegando-se ao ponto de os testas de ferro na RDP chamarem a polícia para impedir o Conselho de Redacção de reunir.
Grande parte dos melhores jornalistas da RDP e da RTP foram irradiados ou colocados na prateleira sendo substituídos por comissariozinhos políticos e analfabetos
O próprio Marcelo Rebelo de Sousa dizia no Expresso em Outubro de 1980: “temos, deste modo, à frente da gestão das instituições informativas controladas pelo Estado pessoas escolhidas de acordo com um critério político e que obviamente actuarão de acordo com esse critério”.
Sá Carneiro dizia na RTP que, se o seu candidato perdesse, as “grandes batalhas políticas se travariam no Parlamento”. Portanto, ganhando Soares Carneiro, as grandes batalhas políticas deixavam de se fazer no Parlamento. Sá Carneiro já morreu e Soares Carneiro já não vai a jogo. Cavaco, então membro do Governo, saberá onde iriam travar-se as grandes batalhas políticas se o seu candidato presidencial ganhasse!
Assim nasceu, pois, a vocação política e democrática de Cavaco Silva que o iria levar à Figueira da Foz em 1985 para repor o projecto inicial da AD, o repescado projecto ideológico que ainda hoje conduz, como um bolsar incontinente, os impulsos estratégicos do PSD – uma maioria, um governo, um presidente... e tudo será nosso.
Continua...
A VIDA E OBRA DE CAVACO SILVA (1)
Cavaco Silva despertou para o serviço público quando a AD traçou o seu projecto de regresso a um marcelismo pós-colonial. Tal projecto tinha como alicerces as personalidades de Sá Carneiro e Soares Carneiro um general fascista, admirador confesso de Hitler, responsável pelo Campo de Concentração de S. Nicolau, em Angola .
Em 1980 a AD une todas as camadas sociais e forças políticas, à excepção do PS, que se haviam conjurado para liquidar o movimento popular e, após o 25 de Novembro, acabar com a Constituição aprovada por todos os partidos políticos com assento parlamentar exceptuando o CDS.
A base social da AD queria impor ordem no arraial, a rápida recuperação do poder económico perdido, a reconquista de todos os privilégios postos em causa pelo 25 de Abril.
Para isso já não bastava um militar como Eanes ainda que de óculos escuros. Era preciso um militar “nato” fascista, que isso em militar disfarça melhor que em civil.
Esta rememoração é importante para ver com quem lidamos. O projecto de Sá Carneiro passava pela marginalização da Assembleia da República, apesar de nela dispor de maioria, para não ter que responder formalmente perante a oposição. Sá Carneiro recusou apresentar programa de governo depois das eleições de Outubro de 1980 e, em vez disso, apresentou uma moção de confiança sem qualquer sustentação. Tratava-se de um projecto golpista a contar com a eleição de Soares Carneiro para Presidente da República que imporia, então, como constava do seu programa, o referendo contra a Constituição.
Cavaco era o ministro das finanças desta espécie de comissão eleitoral cuja actividade se destinava à propaganda do já dado como vitorioso general de S. Nicolau.
Continua...
Caricatura de henricartoon
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
CAVACO SILVA NO SEU MELHOR...
Agora que o Cavaco já lá mora, vamos dar uma vista de olhos ao seu currículo. Sim, porque toda a gente quando concorre a um emprego tem de apresentar o seu "deve e haver" da sua vida. E verdade se diga que Cavaco Silva tem um currículo político de se lhe tirar o chapéu...
Por exemplo, quem se lembra das horas tolas de Verão no tempo do Cavaco? Era engraçado. Às onze da noite ainda era dia. De manhã às nove horas ainda era noite. A criançada ia para a escola acabar de dormir, porque de véspera iam para a cama tardíssimo, porque anoitecia 2 horas mais tarde que o horário normal. Felizmente que Cavaco levou um chuto em 1995 e as coisas voltaram ao seu estado natural...
Era o Cavaco no seu melhor...
Por exemplo, quem se lembra das horas tolas de Verão no tempo do Cavaco? Era engraçado. Às onze da noite ainda era dia. De manhã às nove horas ainda era noite. A criançada ia para a escola acabar de dormir, porque de véspera iam para a cama tardíssimo, porque anoitecia 2 horas mais tarde que o horário normal. Felizmente que Cavaco levou um chuto em 1995 e as coisas voltaram ao seu estado natural...
Era o Cavaco no seu melhor...
domingo, 23 de janeiro de 2011
IGREJAS E PROCISSÕES...
Há um blogue penafidelense que, dizem, fala muito de Penafiel. Mas na realidade o que mais aborda são igrejas, procissões, andores e santos. O seu autor, até pode ser bom rapaz. É um puto novo, mas já está com alguns vícios que lhe tiram alguma lucidez. É censor, é arrogante, é pretensioso e está rodeado de um grupo de pessoas, julgo que jovens, com pouca formação ao nivel da cidadania e sem cultutra democrática. A esta gente, apesar de nova, dedico-lhe as mesmas palavras que o jornalista Óscar de Mascarenhas dedicou há dias a Cavaco Silva: "Quantas piscinas municipais de chá precisa um homem destes de beber antes de ser digno do lugar que ocupa?"
O autor do blogue em questão não tem a noção do que é um blogue na sua essência. Não é independente. Politicamente, não pensa por si próprio. Pensa pela cabeça dos outros e mais não é que o porta voz da Câmara Municipal de Penafiel, apostada que está em destruir referências desta terra. O blogue em causa não pratica (se calhar a isso não é obrigado) um serviço publico e só é aplaudido pelos seus amigos, comadres e compadres da JSD. Basta ler os seus comentários. Não denuncia, não alerta, não faz nada por Penafiel. Limita-se a tirar fotos de igrejas, andores e procissões. Outras fotos que coloca no blogue, são fotos de uma paisagem penafidelense por onde Alberto Santos não passou. Felizmente para nós penafidelenses, Alberto Santos passou por poucos lados. Caso contrário Penafiel estaria irreconhecível, como se calhar virá a estar quando se der início à famigerada regeneração urbana que promete para 2011.
É um blogue que é muito visitado, diz o seu autor, mas que não é muito recomendável, porque não traz nada de novo a não ser uma bocas recorrentes, que nada vêm a acrescentar a Penafiel...
Bom, afinal porque é que eu estou aqui com estas coisas? Eu estou a falar disto, porque eu costumo fazer comentários nesse dito blogue. Eu gosto de comentar tudo e qualquer coisa, concretamente problemas que digam respeito a Penafiel. Eu gosto de debater, de discordar. Gosto até de alguma polémica, desde que esta não ultrapasse as regras da boa educação, o que aconteceu muitas vezes. Quem me conhece sabe que eu não sou cobarde. Que não atiro pedras e escondo a mão. Escrevo nos jornais desde 1984 e sempre assinei os textos que escrevi. Nunca fui anónimo. Não sou anónimo. Nunca serei anónimo.
É desta gente nova que eu tenho medo. Mostra que o futuro desta terra e deste país pode estar comprometido com semelhante gente. Por sinal muita gente...
Com gente como esta, a minha terra e o meu país estão entregues à bicharada. Pobre terra e pobre país...
O autor do blogue em questão não tem a noção do que é um blogue na sua essência. Não é independente. Politicamente, não pensa por si próprio. Pensa pela cabeça dos outros e mais não é que o porta voz da Câmara Municipal de Penafiel, apostada que está em destruir referências desta terra. O blogue em causa não pratica (se calhar a isso não é obrigado) um serviço publico e só é aplaudido pelos seus amigos, comadres e compadres da JSD. Basta ler os seus comentários. Não denuncia, não alerta, não faz nada por Penafiel. Limita-se a tirar fotos de igrejas, andores e procissões. Outras fotos que coloca no blogue, são fotos de uma paisagem penafidelense por onde Alberto Santos não passou. Felizmente para nós penafidelenses, Alberto Santos passou por poucos lados. Caso contrário Penafiel estaria irreconhecível, como se calhar virá a estar quando se der início à famigerada regeneração urbana que promete para 2011.
É um blogue que é muito visitado, diz o seu autor, mas que não é muito recomendável, porque não traz nada de novo a não ser uma bocas recorrentes, que nada vêm a acrescentar a Penafiel...
Bom, afinal porque é que eu estou aqui com estas coisas? Eu estou a falar disto, porque eu costumo fazer comentários nesse dito blogue. Eu gosto de comentar tudo e qualquer coisa, concretamente problemas que digam respeito a Penafiel. Eu gosto de debater, de discordar. Gosto até de alguma polémica, desde que esta não ultrapasse as regras da boa educação, o que aconteceu muitas vezes. Quem me conhece sabe que eu não sou cobarde. Que não atiro pedras e escondo a mão. Escrevo nos jornais desde 1984 e sempre assinei os textos que escrevi. Nunca fui anónimo. Não sou anónimo. Nunca serei anónimo.
É desta gente nova que eu tenho medo. Mostra que o futuro desta terra e deste país pode estar comprometido com semelhante gente. Por sinal muita gente...
Com gente como esta, a minha terra e o meu país estão entregues à bicharada. Pobre terra e pobre país...
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
MANUEL ALEGRE...
Quem também não esteve, foram os radicais socialistas do PS de Rio Mau. É por estas e por outras que andamos todos a gramar Cavacos e cavaquistas um pouco por todo o lado. O Partido Socialista não tem emenda. É uma caricatura...
Mas a a maior caricatura política destes dias, foi a presença junto de Cavaco no sábado, do presidente da Junta de Freguesia de Guilhufe, que era do PS e que depois passou a "independente social democrata".
Há pessoas que não têm um pingo de vergonha...
Porque que este homem não assumiu logo que virou do PS para o PSD?
domingo, 16 de janeiro de 2011
VIVA A MADEIRA...
Nem Cavaco Silva conseguiu escapar às novas regras de austeridade. Alberto João Jardim e outros seis políticos madeirenses não vão ser abrangidos pela proibição, imposta pelo Governo, de acumular a reforma com o vencimento que recebem como titulares de cargos políticos, prevista no Orçamento de 2011 e num decreto-lei que altera o Estatuto da Aposentação, não pode ser aplicada nas regiões autónomas, dado ser matéria sobre a qual só a região pode legislar.
Enquanto isso não acontecer, Jardim pode continuar a receber a pensão de cerca de 4000 euros na totalidade, em simultâneo com o ordenado de presidente do Governo Regional. Na mesma situação está o presidente do parlamento regional, Miguel Mendonça, um secretário regional, três deputados do PSD/M e um do PS.
A situação não é semelhante nos Açores porque, desde 2005, Carlos César ajustou o estatuto dos políticos açorianos ao do Continente.
Ah grande Madeira, grande Jardim, grande PSD...
Enquanto isso não acontecer, Jardim pode continuar a receber a pensão de cerca de 4000 euros na totalidade, em simultâneo com o ordenado de presidente do Governo Regional. Na mesma situação está o presidente do parlamento regional, Miguel Mendonça, um secretário regional, três deputados do PSD/M e um do PS.
A situação não é semelhante nos Açores porque, desde 2005, Carlos César ajustou o estatuto dos políticos açorianos ao do Continente.
Ah grande Madeira, grande Jardim, grande PSD...
CAVACO SILVA...
Ontem em Penafiel, foi uma festa. Na confusão, vi gente indigente, vi gente indecente de bandeirinha na mão. Vi assessores da câmara municipal a dar vivas ao Cavaco.
A sua visita a Penafiel teve uma nota positiva: Assim se cortou a erva que estava junto ao edifício da Câmara Municipal. Faz lembrar, quando ele veio inaugurar o Museu. A Câmara mandou limpar as ruas por onde sua excelência tinha de passar. Houve receio que ele visse o asseio da nossa cidade...
Ontem foi igual...
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
VERDES SÃO OS CAMPOS...
O que é feito do vereador do ambiente? Não está em Penafiel? Não vê este verdete espalhado pela cidade, Ou será que também somos pioneiros nesta história da porcaria na cidade? Penafiel nunca esteve tão suja. A Praça da República está uma miséria.
Tiago Lopes você que anda sempre a tirar fotos dê uma volta pela cidade e veja por si mesmo como ela está..
Está linda como nunca esteve.
Esta verdura toda deve ser para compensar a falta de uma mancha verde que este executivo nunca se preocupou em plantar no centro da cidade...
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
A "PERSONALIDADE DO ANO" segundo o jornal "Verdadeiro Olhar" - Conclusão
Sr. Director do jornal "Verdadeiro Olhar"
O seu jornal também premiou Mário Magalhães pelo seu desempenho à frente da empresa municipal “Penafiel Verde. Francamente. O que é que é feito daquele monte de papéis que o senhor me mostrou, quando lhe fiz uma visita, em que punham em causa as contas dessa empresa municipal? Deitou-as ao lume? Fez muito bem, porque vai por aí um frio de rachar.
Sabe que a empresa das águas, já subiu os preços das milhares de taxas que vêm escarrapachadas na facturação. Isto num ano de grandes dificuldades para os consumidores em geral. Deve saber. Mas se calhar não sabe que esta empresa patrocina o FC de Penafiel. Também não sabe quanto isso custa. Nem eu sei, o quanto eu pago na minha factura que vai para os bolsos de uma equipa de futebolistas estrangeiros. Mário Magalhães, não imitou por exemplo, o seu colega de partido Marco António Costa, de Gaia, que introduziu na factura da água, um tarifário social para beneficiar cerca de quarenta mil famílias carenciadas.
Voltando à vossa “Personalidade do Ano” e para terminar. Só faltam 30 meses para Alberto Santos ir embora da Câmara. E nestes 30 meses muita coisa ainda pode acontecer. Mas a acontecer e pelos “ameaços”, Penafiel não vai ficar melhor, não vai ficar mais atractiva, mais bonita, capaz de seduzir quem por lá quiser passar. Na minha opinião, este autarca perdeu uma grande oportunidade de modernizar, corrigir, embelezar Penafiel, com sustentabilidade e razoabilidade. As mudanças já operadas e as que se projectam para o futuro, vão continuar a derrubar referências numa terra, que tinha tudo para se tornar a “melhor terra do mundo”.
Alberto Santos teve tudo para ter sido um grande autarca e Penafiel ter beneficiado com isso. Penafiel anda a descaracterizar-se todos os dias…
Ah, já me estava a esquecer, senhor director. Será que vocês atribuíram o Premio Personalidade do Ano, por Alberto Santos ter recuperado em 2010, a maior esplanada de Penafiel, que fica no jardim do calvário e o Bar do Lago no jardim do Sameiro? Por se ter munido de uma postura camarária de 1951/52 para assim proibir a construção de um centro comercial no local do antigo cinema? Por ter construído uns mais que necessitados sanitários no centro da cidade? Por ter adquirido o prédio dos “machadinhos”, evitando com isso a destruição de uma referência de Penafiel? Teria sido?
A ser assim está correcta a vossa distinção…
Até sempre…
O seu jornal também premiou Mário Magalhães pelo seu desempenho à frente da empresa municipal “Penafiel Verde. Francamente. O que é que é feito daquele monte de papéis que o senhor me mostrou, quando lhe fiz uma visita, em que punham em causa as contas dessa empresa municipal? Deitou-as ao lume? Fez muito bem, porque vai por aí um frio de rachar.
Sabe que a empresa das águas, já subiu os preços das milhares de taxas que vêm escarrapachadas na facturação. Isto num ano de grandes dificuldades para os consumidores em geral. Deve saber. Mas se calhar não sabe que esta empresa patrocina o FC de Penafiel. Também não sabe quanto isso custa. Nem eu sei, o quanto eu pago na minha factura que vai para os bolsos de uma equipa de futebolistas estrangeiros. Mário Magalhães, não imitou por exemplo, o seu colega de partido Marco António Costa, de Gaia, que introduziu na factura da água, um tarifário social para beneficiar cerca de quarenta mil famílias carenciadas.
Voltando à vossa “Personalidade do Ano” e para terminar. Só faltam 30 meses para Alberto Santos ir embora da Câmara. E nestes 30 meses muita coisa ainda pode acontecer. Mas a acontecer e pelos “ameaços”, Penafiel não vai ficar melhor, não vai ficar mais atractiva, mais bonita, capaz de seduzir quem por lá quiser passar. Na minha opinião, este autarca perdeu uma grande oportunidade de modernizar, corrigir, embelezar Penafiel, com sustentabilidade e razoabilidade. As mudanças já operadas e as que se projectam para o futuro, vão continuar a derrubar referências numa terra, que tinha tudo para se tornar a “melhor terra do mundo”.
Alberto Santos teve tudo para ter sido um grande autarca e Penafiel ter beneficiado com isso. Penafiel anda a descaracterizar-se todos os dias…
Ah, já me estava a esquecer, senhor director. Será que vocês atribuíram o Premio Personalidade do Ano, por Alberto Santos ter recuperado em 2010, a maior esplanada de Penafiel, que fica no jardim do calvário e o Bar do Lago no jardim do Sameiro? Por se ter munido de uma postura camarária de 1951/52 para assim proibir a construção de um centro comercial no local do antigo cinema? Por ter construído uns mais que necessitados sanitários no centro da cidade? Por ter adquirido o prédio dos “machadinhos”, evitando com isso a destruição de uma referência de Penafiel? Teria sido?
A ser assim está correcta a vossa distinção…
Até sempre…
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