sexta-feira, 7 de setembro de 2012

CARTA ABERTA A FERNANDO MALHEIRO...


Meu caro Dr. Fernando Malheiro, ilustre penafidelense, natural da freguesia de Novelas, concelho de Penafiel. Quero falar-lhe umas coisas. Não repare no estilo com que o digo. Não sou muito literário. Depois, comigo, o coração bem procura andar ao lado da razão, mas à vezes chega-se um pouco à frente. Não sei se será este o caso. Mas pronto, adiante.
Quero manifestar-lhe todo o meu descontentamento, todo o meu repúdio, toda a minha revolta, pelo que vai acontecendo em Penafiel, concretamente na cidade, no que diz respeito a obras que têm uma nome bonito: “regeneração”, mas cujo resultado é um termo bem desagradável: “degeneração”. E Penafiel está a degenerar. Está a definhar. Está como se vê como se sabe e como se sente. Só não vê, não sabe e não sente, quem de facto nada vê, nada sabe e nada sente. E se assim é, gente não é certamente.
Penafiel precisa de uma verdadeira regeneração. Não esta que está a corroer a cidade, destruindo afectos e construindo pilares de desilusões, que são autênticas dores de alma. Com  a agravante de se gastarem milhões, criando com isso grandes assimetrias em relação às freguesias que corporizam o nosso concelho. Penafiel é um todo. Penafiel não é só a cidade como às vezes eu penso que é.  Mas não é. Penafiel é a soma de todas as partes e não só de algumas.
Mas não foi apenas uma “regeneração”urbana, que me fez saltar a rolha. Não, claro que não. Há toda uma panóplia de acontecimentos pelas nossa bandas que me põe de cara à banda. Já vimos, já lemos e não podemos ignorar o que se está a passar na nossa terra. Ver e pensar. Pensar e ver, quer dizer não querer este poder, este fazer.
Por isso, está na hora de cerrar fileiras. Está na hora de unir esforços e buscar reforços. Está na hora de pôr travão a esta onda de leviandades que se abateu sobre a nossa cidade. É tempo de acção, porque o tempo não dá descanso.
Dr. Fernando Malheiro é tempo de o senhor arregaçar as mangas e dizer “alto e pára o baile, que a festa aqui já terminou”. Este é o seu tempo. E ao ser este o seu tempo, os penafidelenses podem ter esperanças de que os actuais tempos podem mudar. Penso ser o senhor a pessoa (não quero dizer político) mais bem colocada para contemplar os penafidelenses com uma mudança nos destinos desta terra, deste concelho.
Dr. Fernando Malheiro, creio que Penafiel precisa de si, porque Penafiel precisa de recuperar a alma, a essência, a virtude, perdidas nos mais longos 12 anos que esta cidade, este concelho já viveu, ou está a viver.  A mudança pode ter de facto um rosto. Não o rosto de um político, mas o rosto de uma política que devolva  algumas páginas à história de Penafiel.
Como disse atrás, é preciso unir esforços. É preciso reunir uma alternativa em volta de uma candidatura credível, verdadeira, diferente. Que ponha de lado a arte do bem vestir,  do bem falar, do bem parecer. Penafiel precisa de voltar... a ser. Penafiel precisa de muita gente em redor da sua candidatura. É necessário fazer as contas. O actual presidente da câmara, nunca teve a maioria dos eleitores do seu lado. É preciso pôr de lado alguns complexos partidários. O senhor tem de ter a capacidade de unir toda a esquerda penafidelense, para derrotar a direita, que tem derrotado Penafiel. Há que fazer todas as coligações possíveis. Construir consensos, construir pontes que liguem entre si, pessoas de várias sensibilidades, de várias culturas, de vários saberes, para  resultar num turbilhão de votos, capaz de colocar a direita em Penafiel em lado nenhum. 
Dr. Fernando Malheiro, não sei se me estou a precipitar ao pretendê-lo candidato. Não estarei. Porque o senhor não é apenas o meu candidato. O senhor é o candidato que Penafiel mais precisa.  No seu partido, poderá haver mais duas ou três soluções para corporizar uma candidatura de corpo inteiro, mas quer-me parecer que para suceder a um paçosousense, só um penafidelense que sabe com quantas letras se escreve a palavra PENAFIEL...

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